quarta-feira, 16 de abril de 2014

Série TEÓLOGOS DE SUCESSO: Herman Bavinck


Herman Bavinck (1854-1921)
por
J. Van Engen
 

Bavinck foi, juntamente com Abraham Kuyper, um dos principais teólogos do reavivamento do neo-calvinismo iniciado há um século atrás na Igreja Reformada Holandesa e ainda representado na América do Norte pela Igreja Reformada Cristã. Treinado na Universidade de Leiden e no Seminário Teológico em Kampen, Bavinck serviu uma igreja em Franeker (1881–82) antes de se tornar professor de teologia sistemática, primeiro em Kampen (1882–1902) e então na Universidade Livre de Amsterdam (1902–20). Sua obra principal foi Gereformeerde Dogmatiek (Dogmáticas Reformada), em quatro volumes, primeiro publicados entre 1895 e 1901, e do qual somente o segundo volume foi traduzido para o inglês como The Doctrine of God (A Doutrina de Deus).
Em piedade e estilo de vida, Bavinck sempre permaneceu perto de suas origens separatistas, mas em sua obra acadêmica ele mostrou uma abertura e sensibilidade notável aos desenvolvimentos do século dezenove. Assim, ele escreveu muitos ensaios importantes sobre educação, ética (família, mulheres, guerra, etc.), e até mesmo sobre a nova disciplina da psicologia. Sua preocupação principal, contudo, era aplicar todos os recursos acadêmicos de sua própria era para uma renovação da tradição dogmática representada pela teologia escolástica reformada do século dezessete. Bavinck considerava a teologia como sendo o estudo sistemático do conhecimento de Deus, como Cristo revelou a respeito de Si mesmo e da criação em Sua Palavra, uma revelação feita para a igreja, como encapsulada em suas confissões credais e recebida em fé pelo teólogo individual. A orientação filosófica de Bavinck, como revelada em sua prolegômena, era mais realista, em contraste com a inclinação de Kuyper para o idealismo alemão, e incluía uma apreciação genuína do reavivamento neo-tomista contemporâneo entre os católicos. Ele algumas vezes falava de certas “idéias” encontradas em Deus e evidentes também na criação, na imagem e semelhança de Deus no homem, e até mesmo na predestinação. Todavia, ele sempre insistiu sobre a primazia da Escritura. Quase no fim de sua vida ele encorajou jovens estudantes a enumerar, à partir de uma perspectiva conservadora, os problemas difíceis levantados pelos recentes estudos bíblicos. Durante toda a sua vida ele também insistiu sobre a primazia do dom da graça de Deus na justificação do homem, rejeitando a fé em particular ou qualquer outro ato humano como precedendo ou invocando a graça de Deus. Bavinck influenciou profundamente muitos teólogos reformados alemães e americanos, embora a maioria das obras deles — por exemplo, a Teologia Sistemática de Louis Berkhof — mostram muito menos de sua ampla compreensão da história da teologia e de sua notável capacidade filosófica.

Bibliografia: Bavinck, The Doctrine of God, Our Reasonable Faith, The Philosophy of Revelation e The Certainty of Faith.
 
 

Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 11 de Agosto de 2005.


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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Comentário de Pe. Maggi a Jo 9:1-41

 
Texto

Jo 9:1-41
 
1 E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença.
2 E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?
3 Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.
4 Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
5 Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.
6 Tendo dito isto, cuspiu na terra, e com a saliva fez lodo, e untou com o lodo os olhos do cego.
7 E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado). Foi, pois, e lavou-se, e voltou vendo.
8 Então os vizinhos, e aqueles que dantes tinham visto que era cego, diziam: Não é este aquele que estava assentado e mendigava?
9 Uns diziam: É este. E outros: Parece-se com ele. Ele dizia: Sou eu.
10 Diziam-lhe, pois: Como se te abriram os olhos?
11 Ele respondeu, e disse: O homem, chamado Jesus, fez lodo, e untou-me os olhos, e disse-me: Vai ao tanque de Siloé, e lava-te. Então fui, e lavei-me, e vi.
12 Disseram-lhe, pois: Onde está ele? Respondeu: Não sei.
13 Levaram, pois, aos fariseus o que dantes era cego.
14 E era sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos.
15 Tornaram, pois, também os fariseus a perguntar-lhe como vira, e ele lhes disse: Pôs-me lodo sobre os olhos, lavei-me, e vejo.
16 Então alguns dos fariseus diziam: Este homem não é de Deus, pois não guarda o sábado. Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tais sinais? E havia dissensão entre eles.
17 Tornaram, pois, a dizer ao cego: Tu, que dizes daquele que te abriu os olhos? E ele respondeu: Que é profeta.
18 Os judeus, porém, não creram que ele tivesse sido cego, e que agora visse, enquanto não chamaram os pais do que agora via.
19 E perguntaram-lhes, dizendo: É este o vosso filho, que vós dizeis ter nascido cego? Como, pois, vê agora?
20 Seus pais lhes responderam, e disseram: Sabemos que este é o nosso filho, e que nasceu cego;
21 Mas como agora vê, não sabemos; ou quem lhe tenha aberto os olhos, não sabemos. Tem idade, perguntai-lho a ele mesmo; e ele falará por si mesmo.
22 Seus pais disseram isto, porque temiam os judeus. Porquanto já os judeus tinham resolvido que, se alguém confessasse ser ele o Cristo, fosse expulso da sinagoga.
23 Por isso é que seus pais disseram: Tem idade, perguntai-lho a ele mesmo.
24 Chamaram, pois, pela segunda vez o homem que tinha sido cego, e disseram-lhe: Dá glória a Deus; nós sabemos que esse homem é pecador.
25 Respondeu ele pois, e disse: Se é pecador, não sei; uma coisa sei, é que, havendo eu sido cego, agora vejo.
26 E tornaram a dizer-lhe: Que te fez ele? Como te abriu os olhos?
27 Respondeu-lhes: Já vo-lo disse, e não ouvistes; para que o quereis tornar a ouvir? Quereis vós porventura fazer-vos também seus discípulos?
28 Então o injuriaram, e disseram: Discípulo dele sejas tu; nós, porém, somos discípulos de Moisés.
29 Nós bem sabemos que Deus falou a Moisés, mas este não sabemos de onde é.
30 O homem respondeu, e disse-lhes: Nisto, pois, está a maravilha, que vós não saibais de onde ele é, e contudo me abrisse os olhos.
31 Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve.
32 Desde o princípio do mundo nunca se ouviu que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença.
33 Se este não fosse de Deus, nada poderia fazer.
34 Responderam eles, e disseram-lhe: Tu és nascido todo em pecados, e nos ensinas a nós? E expulsaram-no.
35 Jesus ouviu que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: Crês tu no Filho de Deus?
36 Ele respondeu, e disse: Quem é ele, Senhor, para que nele creia?
37 E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo.
38 Ele disse: Creio, Senhor. E o adorou.
39 E disse-lhe Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem sejam cegos.
40 E aqueles dos fariseus, que estavam com ele, ouvindo isto, disseram-lhe: Também nós somos cegos?
41 Disse-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado; mas como agora dizeis: Vemos; por isso o vosso pecado permanece.
 
ACRF
 
Gv 9:1-41
In quel tempo, Gesù passando vide un uomo cieco dalla nascita e i suoi discepoli lo interrogarono: «Rabbì, chi ha peccato, lui o i suoi genitori, perché sia nato cieco?». Rispose Gesù: «Né lui ha peccato né i suoi genitori, ma è perché in lui siano manifestate le opere di Dio. Bisogna che noi compiamo le opere di colui che mi ha mandato finché è giorno; poi viene la notte, quando nessuno può agire. Finché io sono nel mondo, sono la luce del mondo». Detto questo, sputò per terra, fece del fango con la saliva, spalmò il fango sugli occhi del cieco e gli disse: «Va’ a lavarti nella piscina di Sìloe», che significa “Inviato”. Quegli andò, si lavò e tornò che ci vedeva. Allora i vicini e quelli che lo avevano visto prima, perché era un mendicante, dicevano: «Non è lui quello che stava seduto a chiedere l’elemosina?». Alcuni dicevano: «È lui»; altri dicevano: «No, ma è uno che gli assomiglia». Ed egli diceva: «Sono io!». Allora gli domandarono: «In che modo ti sono stati aperti gli occhi?». Egli rispose: «L’uomo che si chiama Gesù ha fatto del fango, me lo ha spalmato sugli occhi e mi ha detto: “Va’ a Sìloe e làvati!”. Io sono andato, mi sono lavato e ho acquistato la vista». Gli dissero: «Dov’è costui?». Rispose: «Non lo so». Condussero dai farisei quello che era stato cieco: era un sabato, il giorno in cui Gesù aveva fatto del fango e gli aveva aperto gli occhi. Anche i farisei dunque gli chiesero di nuovo come aveva acquistato la vista. Ed egli disse loro: «Mi ha messo del fango sugli occhi, mi sono lavato e ci vedo». Allora alcuni dei farisei dicevano: «Quest’uomo non viene da Dio, perché non osserva il sabato». Altri invece dicevano: «Come può un peccatore compiere segni di questo genere?». E c’era dissenso tra loro. Allora dissero di nuovo al cieco: «Tu, che cosa dici di lui, dal momento che ti ha aperto gli occhi?». Egli rispose: «È un profeta!». Ma i Giudei non credettero di lui che fosse stato cieco e che avesse acquistato la vista, finché non chiamarono i genitori di colui che aveva ricuperato la vista. E li interrogarono: «È questo il vostro figlio, che voi dite essere nato cieco? Come mai ora ci vede?». I genitori di lui risposero: «Sappiamo che questo è nostro figlio e che è nato cieco; ma come ora ci veda non lo sappiamo, e chi gli abbia aperto gli occhi, noi non lo sappiamo. Chiedetelo a lui: ha l’età, parlerà lui di sé». Questo dissero i suoi genitori, perché avevano paura dei Giudei; infatti i Giudei avevano già stabilito che, se uno lo avesse riconosciuto come il Cristo, venisse espulso dalla sinagoga. Per questo i suoi genitori dissero: «Ha l’età: chiedetelo a lui!». Allora chiamarono di nuovo l’uomo che era stato cieco e gli dissero: «Da’ gloria a Dio! Noi sappiamo che quest’uomo è un peccatore». Quello rispose: «Se sia un peccatore, non lo so. Una cosa io so: ero cieco e ora ci vedo». Allora gli dissero: «Che cosa ti ha fatto? Come ti ha aperto gli occhi?». Rispose loro: «Ve l’ho già detto e non avete ascoltato; perché volete udirlo di nuovo? Volete forse diventare anche voi suoi discepoli?». Lo insultarono e dissero: «Suo discepolo sei tu! Noi siamo discepoli di Mosè! Noi sappiamo che a Mosè ha parlato Dio; ma costui non sappiamo di dove sia». Rispose loro quell’uomo: «Proprio questo stupisce: che voi non sapete di dove sia, eppure mi ha aperto gli occhi. Sappiamo che Dio non ascolta i peccatori, ma che, se uno onora Dio e fa la sua volontà, egli lo ascolta. Da che mondo è mondo, non si è mai sentito dire che uno abbia aperto gli occhi a un cieco nato. Se costui non venisse da Dio, non avrebbe potuto far nulla». Gli replicarono: «Sei nato tutto nei peccati e insegni a noi?». E lo cacciarono fuori. Gesù seppe che l’avevano cacciato fuori; quando lo trovò, gli disse: «Tu, credi nel Figlio dell’uomo?». Egli rispose: «E chi è, Signore, perché io creda in lui?». Gli disse Gesù: «Lo hai visto: è colui che parla con te». Ed egli disse: «Credo, Signore!». E si prostrò dinanzi a lui. Gesù allora disse: «È per un giudizio che io sono venuto in questo mondo, perché coloro che non vedono, vedano e quelli che vedono, diventino ciechi». Alcuni dei farisei che erano con lui udirono queste parole e gli dissero: «Siamo ciechi anche noi?». Gesù rispose loro: «Se foste ciechi, non avreste alcun peccato; ma siccome dite: “Noi vediamo”, il vostro peccato rimane».



Comentário

de Pe. Alberto Maggi


          As autoridades religiosas que afirmam ser a luz dos povos , os guias dos cegos - como eles gostavam de chamar a si mesmo - na verdade, eles estão cegos pela sua própria doutrina que lhes impede de ver as ações de Deus, o Criador. Assim formula o capítulo 9 do Evangelho de João. Neste episódio, Jesus restaura a visão a um cego, mandando-o para a piscina de Siloé. E o evangelista especifica que é o próprio Jesus o "enviado". Então, Jesus, que é chamado de " luz do mundo", chama este homem, que nunca conheceu o que era luz, para encontrá-lo." Então ele foi , lavou-se e voltou vendo. " E aqui começa o problema . Por milagre , o indivíduo agora está sendo acusado . Primeiro de tudo, não é a maravilha de vizinhos , de quem ele tinha visto antes, que ele era um mendigo, que não o reconhecem . É estranho. Como eles não reconhecê-lo ? No fim da sessão é a única luz aos olhos , não é a aparência que alterada . E ' quando você se encontrar com Jesus e sua mensagem restaura dignidade e liberdade para as pessoas , é o mesmo de antes , mas também é uma pessoa completamente nova . E ' esta é a razão pela qual eles não reconhecem o cego de nascença . E , na frente da disputa sobre "é ele ou não é ele ", disse o ex-cego diz: " 'Eu sou' . " É da mesma forma em que Jesus afirma status divino . Quando você se encontra com Jesus , o status divino de Jesus é comunicada , mesmo para aqueles que o aceitam . Como ele havia dito a João no prólogo de " A todos quantos o receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus. " Bem, aqui começa o problema para este ex- cego. Pela primeira vez , e sete vezes - este é o tema da canção - eles vão pedir -lhe como foram os seus olhos se abriram . Para entender toda essa questão cadenzerà episódio sete vezes , basta lembrar que " abrir os olhos " era um retrato de libertação da opressão , e seria a tarefa do Messias. Incapaz de ter sua própria opinião , que não era a única , emitida pelas autoridades e pelos líderes espirituais , o ex- liderar esta cego para os fariseus, os líderes espirituais do povo. Por quê? Porque era sábado. Pela segunda vez Jesus curou alguém em um dia em que ele foi proibido , não só para curar os doentes , mas também para visitá-los. No sábado - sabemos - era o mandamento mais importante , que o próprio Deus observado. Então, eu sou incapaz de julgar este caso , porque não há , sem dúvida, uma coisa boa, mas não é a transgressão da maior mandamento. Então os fariseus também perguntaram como esse homem recuperou a visão. Não há alegria , não há alegria sobre o fato de que este homem, cego de nascença , ele recuperou a vista . Mas só quero saber como. E , sempre acostumado a julgar tudo e todos com a lei na mão , que é o único critério para julgá-los ", alguns dos fariseus diziam :" Este homem ", " que é Jesus "," não é de Deus não mantém de sábado . " O único critério para julgar os fariseus é a observância da lei , e não o bem do homem . Para Jesus , no entanto , o critério de julgamento é o bem do homem . Aqueles que julgam de acordo com a lei , a doutrina , um código , é clara e afirma que Jesus não é de Deus Outros perguntou como poderia um pecador operar esses sinais . "Então eles disseram novamente ao cego :" O que você diz . " Incapaz de dar uma resposta, que se quer dar ao ex-cego ", " uma vez que ele abriu os olhos "," isso é o que os preocupa . Eles temem que o homem abriu os meus olhos, porque a instituição religiosa pode dominar as pessoas , desde que as pessoas são cegas , mas quando ele abre os olhos e vê o rosto de Deus e da dignidade a que ele chama , o primeiro a sofrer despesas são aqueles que fingem ser representantes de Deus e na verdade esta é apenas a escuridão que impede a luz do mundo. Bem, ele responde : " Ele vem de Deus. " Enquanto os fariseus estavam dizendo confiante : "Este homem não é de Deus", o cego - aquele que era cego em vez vê quem é cego podia ver - ele diz : " É um profeta ', que provém de Deus, em seguida, entrar no campo os judeus . Este termo indica que os líderes religiosos evangelista do povo ; Bem, para defender a sua doutrina , eles negam a evidência. " Eu não acredito que ele tivesse sido cego e recebido a vista. " Para defender sua teologia , para defender a sua doutrina , para defender a lei , negar a vida ,
negar a evidência , negar a vida . Ele intimidar os pais do ex-cego e interrogá-los . É um interrogatório muito pesado, dando a entender que eles são bandidos e fazer duas perguntas: " ' E ' Este é o teu filho '", e depois insinuar dúvidas de que ele não era o seu filho "," que dizeis ter nascido cego? Então, tenho duas perguntas . "É seu filho? " E "e " nascido cego? Como é que ele agora vê? "Os pais respondem que é o seu filho, que nasceu cego, e não sei como ele abriu os olhos e dizer :" Pergunte a ele , é da idade . " Isso significa que é a idade, é maior do que treze. As notas evangelista que diziam que este , por medo das autoridades religiosas , porque eles já tinham decidido que quem reconheceu Jesus como o Messias, o Cristo, seria expulso da sinagoga , que é a morte civil. Com ele fora da sinagoga, consideradas vítimas da praga , era necessário manter uma distância de pelo menos dois metros de segurança. Não está satisfeito ", chamaram o homem que tinha sido cego e disseram -lhe:" Dá glória a Deus "," uma frase que significa " ele confessa , reconhecer , ser sincero , talvez até à sua custa. " E assim, a frase: " " Sabemos que esse homem é um pecador ! ' "Então, a critério das autoridades deve ser a experiência mais válida do indivíduo. Para as autoridades , o povo não pode ter a sua própria opinião do que o que deles emana . Bem, a resposta é o ex-cego cheio de humor. Ele diz : "Eu não ir para as questões teológicas que não é minha responsabilidade " ... "" Se ele é pecador eu não sei ' " , por isso não entra em questões doutrinais , ele fala de sua própria experiência, " "Uma coisa eu sei: eu era cego e agora vejo "," você vai dizer que esse homem é um pecador, você pode querer sugerir que seria melhor para mim ficar em vez de cegar a recuperar a visão de um pecador , mas a minha experiência foi positiva , eu estava cego e agora Eu posso ver . O evangelista está dizendo que não é a doutrina , mas a experiência do indivíduo é a que tem o melhor . E ' a primazia da doutrina da sua própria consciência. A doutrina pode dizer o que quiser, que a sua experiência é negativa , você está em pecado, mas se a sua vida lhe diz que isso é positivo , se isso lhe dá e comunica a vida , isso é o que conta . Assim, o ex- cego ridiculariza a atitude das autoridades . Ele diz: " se ele é pecador eu não sei , mas eu sei de uma coisa: ch era cego , agora vejo. " E assim, mais uma vez a insistência da pergunta: " " Como te abriu os olhos? " " Isso que eles querem saber , como é que ele abriu os olhos. E, com humor sutil , o cego diz: " Eu já disse e você não deu ouvidos .. vós quereis também tornar-se seus discípulos ? " Eu nunca tinha dito: " Você insultado. " Quando as autoridades não sabem como reagir à passagem insulto. " E eles disseram: " Seu discípulo é você que nós somos discípulos de Moisés ! " Eles não seguem a vida, mas reverenciar os mortos. " " Sabemos que Deus falou a Moisés , mas ele ... "," é interessante que nos Evangelhos , as autoridades religiosas , os judeus , os líderes , quando eles se voltam para Jesus , ou falar de Jesus, sempre evitar tomar o nome, e usando um termo depreciativo , " Ele ". " " Ele não sabe onde ele está . " Eles não conhecem a Jesus , porque eles não conhecem a Deus , eles não sabem o Pai , amante da vida. Defensores de Deus legislatura não pode compreender as ações do Criador, que não se manifestam na doutrina , mas na vida . " O homem respondeu :" Só esta surpresa: você não sabe de onde ele é , mas ele me abriu os olhos " . Pela sexta vez , vemos a insistência deste abrir os nossos olhos que o tema desta canção , eo ex-cego , que é um mendigo, com bom senso, ridiculariza as acrobacias teológicas dos líderes . Todo mundo percebe que há uma intervenção divina , a menos que as autoridades . E com respostas de senso comum : " Desde que o mundo começou ele nunca ouviu falar que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença . Se este homem não fosse de Deus , nada poderia fazer . " É algo elementar . É algo tão claro ... Como é que as autoridades não entender isso? A doutrina tem cegado . Para eles , o que importa cartuchos que contenham ativador da boa doutrina , em seguida, a defesa da sua instituição, e não o bem do homem . Eles não se interessam no bem do homem . Não querendo aprender, mas apenas para ensinar, a réplica de violência " " Você nasceu totalmente em pecado, e nos ensinar ? "No início da canção foi a pergunta dos discípulos se esse cara tivesse pecado , ou seus pais por ser cego. A cegueira era considerada uma maldição porque impediu o estudo do direito . Bem, os judeus, os líderes , não tenho dúvidas . E ' nascido em pecado ; cego tem que voltar a dar-lhes razão . " E , lançando-o para fora " , ou seja, a expulsão da sinagoga. Mas não é uma grande perda : expulso da religião, é a fé. Na verdade, expulso da sinagoga, Jesus procura e encontra -lo. Os líderes religiosos que excomungar , na realidade, eles são a verdadeira excomungado.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

DONS ESPIRITUAIS





Três palavras gregas estão envolvidas na discussão do apóstolo Paulo sobre os dons espirituais em 1 Coríntios 12-14: (1) ta pneumatika (1 Co 12.1; 14.1;veja também Rm 1.11), “dons, poderes ou manifestações espirituais”. (2) ta pneumata (1 Co 14.12), “espíritos” ou manifestações do Espírito. (3) ta charismata (1 Co 12.4,9,28,30,31; veja também Rm 1.11; 12.6; 1 Co1.7; 1 Tm 4.14; 2 Tm 1.6; 1 Pe 4.10), “dons da graça”.

Um dom espiritual ou carismático é uma capacidade ou um poder sobrenatural conferido a um cristão fiel pelo Espírito Santo, que lhe dá a capacidade de desempenhar sua função como um membro do corpo de Cristo (1 Co 12.4-27). Estes dons não devem ser considerados talentos naturais, mas sim manifestações sobrenaturais do próprio Espírito (v. 7). Eles não devem ser confundidos com graças espirituais ou com as várias partes do fruto do Espírito - facetas do caráter de Cristo que todos os crentes devem cultivar (G1 5.22,23). Eles não são idênticos aos postos ou posições espirituais na igreja, seja para a supervisão temporal ou espiritual dos seus assuntos (presbíteros, diáconos, 1 Timóteo 3.1-13), seja para o ministério público (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores, Efésios 4.11). Somente determinados crentes são indicados para esses ofícios espirituais (1 Co 12.28a, 29a) - os dons de Cristo (domata) para sua igreja (Ef 4.8) em vista dos dons espirituais específicos já evidenciados em suas vidas.


Em 1 Coríntios 12.14, Paulo explica a unidade, a diversidade, a distribuição, a ordem, a motivação, a permanência, o valor relativo e o uso adequado dos dons espirituais. Com relação à sua unidade, todos eles são dados, administrados e energizados ou inspirados pelo mesmo Deus trino e Uno (12.46,11). O único propósito do Espírito Santo ao outorgar esses poderes aos cristãos é sempre o de glorificar a Cristo (12.3), para o benefício e o bem comum de todos (12,7).

Com relação às suas diversidades ou diferenças, eles são chamados “dons” (charistnata) do Espírito (12.4), “ministério” ou atos de serviço da parte do Senhor (12,5) e “operações” ou atividades de Deus Pai (12.6). O apóstolo então fala de nove dons: a palavra de sabedoria, a palavra da ciência, a fé (não a fé salvadora, mas «ma fé excepcional para realizar as obras de Cristo, Jo 14.12), os dons carismáticos da cura, a operação de maravilhas, que são milagres ou realizações milagrosas, a profecia ou as declarações proféticas, o discernimento dos espíritos, a capacidade de falar uma variedade de línguas e a interpretação das línguas (12.8-10). Outros dons carismáticos são mencionados em 12,28-30 (socorros, governos), e em Romanos 12.6-8, de modo que nenhuma lista é isoladamente completa.


É possível fazer várias classificações dos dons. Porém, a de 1 Pedro 4,10,11 talvez seja a mais satisfatória. Pedro descreve duas categorias principais - os dons da expressão vocal, de modo que o possuidor do dom fala como se fossem palavras ditas pelo próprio Deus, e os dons de um serviço prático em um nível sobrenatural. Paulo faz uma classificação semelhante quando afirma que os crentes coríntios estavam enriquecidos com todas as bênçãos e com todo o conhecimento, e não lhes faltava nenhum dom carismático (1 Co 1.5-7; cf. 2 Co 8.7).

Quanto à distribuição dos dons, Paulo diz que eles são outorgados a “cada um”, isto é, a cada crente (1 Co 12.7; veja também 1 Pe 4.10). O Espírito é soberano na concessão desses dons, “repartindo particularmente a cada um como quer” (1 Co 12.11). E possível que um indivíduo manifeste mais do que um dom, e que tenha mais de um ministério, Paulo, por exemplo, foi ricamente dotado, e tinha a capacidade de falar várias línguas, de profetizar e de realizar milagres, e foi primeiramente um professor (At 11.25,26; 13.1) e, depois, um apóstolo (At 14.4,14). Normalmente, como na igreja em Corinto, os dons são amplamente distribuídos entre os santos (1 Co 1.5-7; 12.29,30).
Quanto à ordem dos dons, Paulo ensina que alguns têm maior utilidade do que outros (1 Co 12.28,31; 14.1-25). Apesar disso, nenhum deles deve ser dispensado ou desprezado (1 Co 14.39; 1 Ts 5.20). Os coríntios tendiam a valorizar o dom de línguas como sendo o mais desejável, talvez devido ao amor dos gregos pela oratória. Mas Paulo coloca esse dom no final de suas listas (1 Co 12.8-10,28-30).

Quanto ao motivo adequado para a vontade de ter os dons, e a motivação correta para usá-los, Paulo deixa bastante claro que o amor pelos outros é a única base verdadeira. “eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente" (1 Co 12.316, trad. orig.), um caminho par excellence (por excelência; kath’ hyperbolen). Se os dons de línguas, de profecia, de ciência ou dos socorros não estiverem enraizados no amor, eles não terão valor (1 Co 13.1-3).

Quanto à continuidade ou permanência dos dons, existe muita diferença de opiniões. Obviamente, o ofício do apostolado em seu sentido básico foi retirado. Não existe prova nas Escrituras da sucessão apostólica dos líderes da igreja indicados por Cristo, Em um sentido secundário, no entanto, muitos missionários fizeram o trabalho dos apóstolos com extraordinários dons e bênçãos de Deus. Novamente, o dom da profecia, em seu sentido original de anunciar e escrever a inspirada e infalível Palavra de Deus foi soberanamente retirado; mas os crentes ainda podem anunciar uma mensagem impressa por Deus quando estão à disposição do Espírito ou sob sua unção. Paulo ensina que mesmo o amor não cessando nem falhando, os dons espirituais serão interrompidos “quando vier o que é perfeito” (1 Co 13.10). Alguns ensinaram que dizendo to teleion, “o que é perfeito”, Paulo refere-se ao cânone completo das Sagradas Escrituras; entretanto, a consideração do versículo 12, que diz que então veremos face a face e teremos o conhecimento completo, assim como somos conhecidos, parece indicar que Paulo está antecipando o estado perfeito das coisas prenunciado pelo retorno de Cristo dos céus (J. H. Thayer, A Greek-EngUsk Lexicon of the New Testament, p. 618).

Um estudo da história da igreja revela que muitos dos dons carismáticos continuaram a se manifestar muito tempo após a morte de todos os apóstolos (Adolf Harnack, The Mission and Expansion of Christianity, Harper Torchbooks, 1962, pp. 129-146,199205), e que nos novos campos de missão e nas épocas de avivamento espiritual, o Senhor ainda confirma sua Palavra por meio da operação de dons sobrenaturais do Espírito. Certamente os dons de ensinar, de exortar, de repartir e de presidir (Rm 12.6 - 8), ou os dons dos socorros e dos governos (1 Co 12.28) são funções contínuas, pois a igreja sempre precisará de crentes com tais talentos.

Quanto ao valor relativo dos dons de profecia e de línguas, Paulo destaca as limitações e o valor do último dom para o indivíduo, para seu próprio crescimento espiritual, e para sua oração e adoração individual (1 Co 14.2,4o, 14-18,286), assim como para a congregação, para o seu fortalecimento quando acompanhado do dom de interpretação (14.5,13,26-28). Aquele que profetiza, no entanto, ajuda a congregação mais diretamente e mais claramente dando uma mensagem de edificação, exortação e consolação (14.3). Uma terceira função do dom de línguas é o de agir como um sinal. Isto é evidente quando uma língua desconhecida àquela pessoa que a está falando é reconhecida por um “estrangeiro” ou por alguém não crente, presente na reunião (14.22; Mc 16.17,20), como no Dia de Pentecostes (At 2.4-12).

Quanto ao uso adequado dos dons espirituais, Paulo instrui cuidadosamente a igreja de Corinto quanto à manifestação ordenada dos dons de expressão oral nas suas reuniões. Somente deve falar um por vez - e este deve permitir que os outros coloquem sua mensagem à prova - para evitar confusões e para que todos possam ser edificados (1 Co 14.2640). Para corrigir os abusos, ele não proíbe a prática dos dons, mas termina dizendo: “faça-se tudo decentemente e com ordem” (v. 40).

Bibliografia.

Arnold Bittlinger, Gifts and Graces, traduzido por H. Klassen, Londres.
Hodder & Stoughton, 1967, um comentário sobre 1 Coríntios 12-14. Donald Gee,
Spiritual Gifts in the Work of the Ministiy Today, Springfield, Missouri. Gospel Publ.
House, 1963. James G. S. S, Thomson, “Spiritual Gifts, BDT, pp. 497-500.



KUEHNER, Fred C., Th.D., Reitor,

Professor de Idiomas Biblicos, The

Theological Seminary of the Reformed

Episcopal Chureh, Filadelfia,

Penn. F. C. K


Read more: http://euvoupraebd.blogspot.com/2014/04/dons-espirituais.html#ixzz2yVyhnEqd

Dicionário Bíblico Wycliffe

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Noé no cinema




Ontem fui ao lançamento do filme Noé. Fiquei chocado com as incongruências do filme; que vão dos erros que poderíamos chamar de licenças poéticas até os mais fundamentais, que ferem abertamente os princípios preciosos... da Palavra de Deus. Por isso, resolvi enumerá-los para ajudá-los a refletir, caso tenham estômago para assistir a essa aberração:

1- Os Nefilins
Os Nefilins (anjos caídos) são apresentados como monstros rochosos, e não como gigantes, a maneira como a Bíblia os retrata. Além de errar na forma, o filme os coloca como anjos caídos que se arrependem, e ajudam a Noé na construção da Arca, alcançando no final a sua redenção. Na verdade, a Bíblia revela que eles eram protagonistas na contaminação da raça humana, e jamais encontraram redenção.

2- Os que entraram na Arca
No filme, Noé entra com sua esposa, seus 3 filhos, e com uma jovem estéril, a namorada de Sem. Cão e Jafé, os outros filhos de Noé, entram sem esposas, razão que justificou a rebelião de Cão para com seu pai, que o proibira de trazer uma mulher para si. A Bíblia é clara ao dizer que 8 pessoas entraram na Arca (Noé, sua esposa, seus 3 filhos e 3 noras), e os mesmos já eram adultos. Portanto, não há nenhum intruso na Arca, pois a mesma representa a salvação de Deus num tempo de juízo, e somente entraram aqueles os quais ele permitiu entrar.

3- A pessoa de Noé
No filme, Noé recebe a revelação de que Deus vai julgar o mundo através do dilúvio. Ele recebe a orientação de construir a Arca e obedece. Acontece que, assim que a chuva começa, Noé impede seu filho ”Cão” de trazer uma jovem do vilarejo ao lado, sob o argumento de que Deus havia decidido acabar com a humanidade, e a razão de ter construído a Arca era para proteger os animais, e não a preservação da raça humana. Num ato de completa insanidade, ele, ainda, decide que vai matar o filho de Sem que está no ventre da sua mulher (que havia sido curada por uma bênção de ”Matusalém”, seu bisavô, e agora podia conceber). Ele afirma que deveria cumprir o propósito de Deus, o de exterminar toda a humanidade, e por isso, se o bebê fosse uma menina, ele a mataria com as próprias mãos. Noé, então, é retratado como um louco; um homem que não tem o mínimo conhecimento do propósito de Deus para a humanidade.

4- Deus
Deus é retratado como alguém que se importa mais com os animais do que com a humanidade. Além disso, ele não é capaz de revelar o porquê de todas as coisas para o homem a quem Ele constituiu como instrumento da sua vontade.

5- O desfecho
Ao conceber, a mulher de “Sem” tem duas meninas, e Noé vai com tudo para degolar suas duas netas. Ao chegar diante da mãe que segura os dois bebês no colo, ele desiste de cumprir o sua difícil tarefa, e desobedece. Nesse momento, sua nora, e mãe das suas netas, pondera que Deus deu a ele o livre arbítrio, e ele escolhe acreditar na humanidade.

INCONGRUÊNCIAS DO FILME
1- A Bíblia diz que Noé era um homem justo e íntegro no meio da sua geração, e afirma que Noé andou com Deus. Como pode um homem que anda com Deus não conhecer a sua vontade? O Noé da Bíblia é um homem irrepreensível, e não o louco e desprezível que o filme retrata.

2- Na Bíblia, Deus é justo e não pode conviver com a dimensão que o pecado toma em toda a Terra. Por isso, decide julgar o mundo através do Dilúvio. No entanto, sua graça e misericórdia são estendidas a Noé e sua família, que são salvos pela Arca, e tem a oportunidade de começar de novo. Deus, ainda, faz uma aliança com Noé, e promete que nunca mais o mundo seria destruído pelo dilúvio, e mostra o sinal da Aliança através do Arco-íris.

3- A Arca de Noé é um dos tipos mais admiráveis do Senhor Jesus. Só havia uma porta de entrada, só entraram nela os que creram, e por fim, todos os que dela saíram começaram uma nova vida. Jesus, a exemplo da Arca, é o único caminho para a salvação e todos quantos creem na sua salvação são protegidos e salvos do juízo vindouro.

CONCLUSÃO:
Poderia falar muito mais sobre as incongruências do filme. Mas, por hora isso basta. O meu pronunciamento não tem o propósito de advertir os cristãos. Estes, por si só poderão compreender os absurdos desse filme. Minha preocupação está nas consequências que virão para os incautos:

1- Os sinceros ficarão chocados com a crueldade de um homem que a Bíblia chama de Santo.

2- Os oportunistas ridicularizarão o filme, e afirmarão que a Bíblia não passa de um livro de ficção ultrapassada.

3- Os ignorantes, como sempre, serão levados a concluírem sem averiguar a verdadeira história.

Ao ver o filme, senti-me como que vivendo no final dos tempos, quando os homens zombarão, e blasfemarão contra Deus, e desprezarão a oferta graciosa de Jesus, a nossa Arca que nos protegerá do juízo eterno.



 

domingo, 6 de abril de 2014

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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Série RESUMOS: "Introdução à Antropologia Teológica" de Luis Ladaria _ com biografia




Luis Ladaria


Luis Francisco Ladaria Ferrer (Manacor, 19 de abril de 1944) é um teólogo jesuíta espanhol, professor da Universidade Gregoriana de Roma e nomeado pelo papa Bento XVI secretário da Congregação para a Doutrina da Fé. Foi sagradoarcebispo em 26 de julho de 2008.

Biografia

Luis Francisco Ladaria Ferrer nasceu em 19 de abril de 1944. Cursou Direito pela Universidade Complutense de Madri, graduando-se em 1966. Neste mesmo ano ingressou na Companhia de Jesus. Fez seus estudos de Filosofia e Teologia naUniversidade Pontifícia Comillas (Madri) e na escola de Filosofia e Teologia São Jorge, em Main, Alemanha. Emitiu os votos religiosos em 1968. Foi ordenado sacerdote no dia 25 de julho de 1973. Doutorou-se em Teologia no ano de 1975 pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, especializando-se em Antropologia Teológica.
Ainda em 1975 tornou-se professor de teologia dogmática na na Universidade Pontifícia Comillas. Em 1984 passou a lecionar na Universidade Gregoriana, onde foi vice-reitor (1986-1994). Entre 1992 a 1997 atuou como membro da Comissão Teológica Internacional. Desde março de 2004 é o secretário desta Comissão.
Em 1995 foi nomeado consultor da Congregação para a Doutrina da Fé. Em julho de 2008 foi nomeado secretário da Congregação para Doutrina da Fé e elevado à condição de Arcebispo Titular de Tibica. A sagração episcopal foi efetuada em 26 de julho de 2008.

Livros de Luis Ladaria em português

  • Introdução à Antropologia Teológica, Edições Loyola, São Paulo, 1998.ISBN 9788515017348
  • História dos dogmas 2 - O homem e sua salvação, em co-autoria, Edições Loyola, 2003. ISBN 9788515020522
  • Deus Vivo e Verdadeiro: o Mistério da Trindade, Edições Loyola, São Paulo, 2005. ISBN 9788515029280

Fonte: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Luis_Ladaria&printable=yes




                                  
                                             RESUMO



CURSO DE CIÊNCIAS 
RELIGIOSAS 



RESUMO 
(INTRODUÇÃO À ANTROPOLOGIA TEOLÓGICA) 
De Luis F. Ladaria 



IR. ROGÉRIO MITCOV, FMS 


Resumo do livro (Introdução à Antropologia Teologia) de Luis F. Ladaria, Ed. Loyola, São Paulo, 1998; referente ao Curso Superior de Ciências Religiosas. Prof. Pe. Vitor G. Feller. 






FLORIANÓPOLIS 22 DE OUTUBRO DE 
2008 
Resumo do livro 
INTRODUÇÃO A ANTROPOLOGIA TEOLÓGICA 
(LUIZ F. LANDARIA) 


INTRODUÇÃO 


As áreas para se tratar do homem são várias: filosofia, psicologia, médica, sociológica etc. O termo “Antropologia” torna-se em muitos casos um termo equívoco. É evidente que a palavra nos remete ao homem, nos mostra que ele é o objeto material para se estudar Antropologia. Mas é importante enfatizar do que o homem é em sua relação com o Deus Uno e Trino revelado em Cristo. Ao mesmo tempo, indica-nos pelo menos em linhas gerais, o método que precisamos seguir para alcançar o objetivo: o estudo da revelação cristã. 
Jesus Cristo é, com efeito, o revelador do Pai. Quando na teologia cristã, se fala de revelação, é Deus que se dá a conhecer. 




A própria revelação cristã, que nos fala de Jesus Cristo como Filho encarnado e de nosso encontro com Ele na fé, pressupõe um conhecimento e uma experiência o que significa ser homem como sujeito livre e responsável por si mesmo. 
A revelação com Deus, sempre medida por Jesus Cristo, que a revelação nos faz conhecer apresenta-se a nós de formas articuladas, não simplesmente de um modo global em que não se dá a possibilidade de distinguir aspectos e pontos de vista. Pelo contrário, para ter uma visão completa do homem do ponto de vista da fé cristã, é preciso distinguir entre os aspectos fundamentais de nossa referencia a Deus. 
O estudo do homem do ponto de vista da revelação com Deus, articulado do modo que expusemos brevemente, constitui o objeto fundamental da Antropologia Teológica. 
Também a Escatologia se relaciona com a Antropologia Teológica. É o estado de plenitude da humanidade agraciada por Deus. É preciso evidenciar os laços que ela tem com a Cristologia e a Eclesiologia. 
A Antropologia Teológica, pelo menos em suas noções fundamentais, foi abordada na sistemática medieval em relação com a criação. 
O Concílio Vaticano II, como se sabe, não dedicou nenhum documento expressamente ao homem. Mas também é claro que a Constituição Pastoral Gaudium et Spes sobre a Igreja no mundo contemporâneo nos oferece, sobretudo no início, uma válida síntese Antropológica; com efeito, já em GS 3 somos informados de que o ponto central da exposição será “o homem considerado em sua unidade e totalidade, corpo e alma, coração e consciência, inteligência e vontade”. 
O mais importante não é o tratamento da matéria antropológica pelo contrário, a própria abundância de questões a estudar pode alertar contra sínteses apresadas demais trata-se antes de tudo da consciência de que é possível agregar em torno do homem como objeto fundamental uma série de conteúdos e disciplinas teológicas até agora dispersas. Mesmo partindo dessa convicção, estudos parciais podem e devem ser realizados. Parece que pelo menos alguns planos de estudo de faculdades teológicas que procura unir as matérias antropológicas segundo uma certa unidade, ao lado de outros núcleos fundamentais da dogmática, núcleo cristológico-trinitário e núcleo eclesiológico-sacramental. 
Querendo fazer um breve balanço da situação concreta da antropologia como disciplina teológica hoje, partindo do programa traçado, pode-se verificar com certa tendência à integração da “antropologia teológica” não é nem uniforme nem universal. 
O mundo que nos circunda é também criatura de Deus, e o homem acha-se inserido neste mundo, é parte do cosmos, não está nele como um hóspede em casa estranha. O homem é uma criatura entre as criaturas, mesmo se neste mundo criado ele tenha uma evidente centralidade. É uma criatura particular, sem dúvida, mas a particularidade, embora a determine, de modo algum limita a condição de criatura. A reflexão sobre a criação, que diz respeito às noções de Deus e de homem, ajuda-nos a compreender o que somos e a contemplar uma dimensão fundamental e nossa existência, de nosso ser no mundo. 
A novidade neo-testamentária, nos diz respeito à teologia da criação, não deve ser sublimada. Embora a primeira vista ela não mencione a noção mesma ou o fato da criação (certamente, o Novo Testamento considera estabelecido que tudo foi criado por Deus), esta tem importância decisiva para se compreender o significado universal de Jesus. A mensagem dos escritores do Novo Testamento a cerca do tema que nos interessa não é tanto que Deus criou tudo, quanto que esse Deus criador é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que tudo fez mediante seu filho. 
Os primeiros padres escritores eclesiásticos, sobretudo os apologistas e os alexandrinos, viram a função cósmica de Cristo num sentido semelhante. Em diálogo com a mentalidade filosófica de Seu tempo, esses padres consideraram o mundo algo harmônico, um cosmos, presidido pelo Lógos, a razão, por isso, o mundo não é algo caótico, mas ordenado. Para os cristãos, porém, a única razão é a harmonia do universo. 
Por isso os cristãos são aqueles que conhecem e seguem o Logos. A fé abre-nos, portanto, o caminho para a reta razão, na fé descobrimos o verdadeiro sentido do mundo e das coisas. Essa “razão”, apesar disso, não é monopólio exclusivo dos cristãos. 
A criação significa uma relação de dependência de Deus na diversidade, mas, com essa noção, ainda chegamos ao fundo da fé cristã no Deus criador. 
A mediação de Cristo foi afirmada no Novo Testamento. Também a intervenção do Espírito logo foi realçada. Assim, por exemplo, diz Atenágoras: “afirmamos a Deus mediante cujo o Verbo tudo foi feito e por cujo Espírito tudo é mantido. 
Também nos antigos concílios ecumênicos foi ressaltada a distinção das funções. Nicéia, Constantinopla etc. 
A teologia dos últimos anos insistiu particularmente no nexo intrínseco entre a Trindade e a criação. 
Voltemos agora nossa atenção para o objeto central da antropologia teológica. “Quem é o homem, para que nele penses, e o ser humano, para que dele te ocupes?”(Sl 8,5). Já o salmista se interroga sobre a grandeza humana em sua fragilidade, o mistério e o paradoxo que impressionaram os pensadores de todos os tempos; basta mencionar Santo Agostinho e Pascal. O Concílio Vaticano II que o home é uma questão não-resolvida, da qual ninguém pode escapar principalmente nos momentos mais importantes da vida (GS21). E essa questão sobre o homem não é apenas um problema ou um enigma, mas constitui também, em termos estritos, um mistério, reflexo do mistério de Deus (GS22). 
A afirmação sobre a criação do homem à imagem e semelhança de Deus encontra-se, como se sabe, no documento sacerdotal (Gn 1, 26-27). Contudo, o que mais foi dito na fonte javista já prepara as afirmações desses dois versículos do primeiro capítulo: O homem, formado por Deus a partir do pó da terra, recebe a vida de Deus; deve trabalhar o jardim, da o nome aos animais que estão ao seu serviço, precisa de companhia adequada à sua condição. 
A criação é um acontecimento entre Deus e o homem; o homem, cada homem, foi criado para existir em relação com Deus, nisso, consistirá sua condição de imagem. 
É importante recordar que ao tratarmos do tema do pecado, estamos refletindo sobre a realidade do “homem pecador”, a qual está inserida numa história de pecado que, segundo os princípios bíblicos, tem início no princípio da humanidade (Gn 1-3) e se estende por toda a humanidade. Deste modo, a história da igreja se ocupou em marcar a sua reflexão acerca do pecado unindo-se à doutrina do “pecado original”, realçando o primeiro pecado “configurado” na história e, ao mesmo tempo, discutindo seus efeitos auferidos sobre cada ser humano. Atualmente, a doutrina do pecado original tem seu sentido mais amplo ao ser compreendido sob a ótica do princípio da solidariedade dos homens em Cristo, vendo o lado negativo e desobediente do ser humano e sua relação com a bondade misericordiosa de Deus (graça). Esta razão, entre outras, ajuda a compreender o tema do pecado original com um acentuado aspecto teológico e cristológico, tal como com a soteriologia, ressaltando o valor histórico dos 
primeiros capítulos de Gênesis e a profunda relação com o aspecto salvífico oferecido por Jesus (Rom 5,12-21). 
Sendo assim, a descrição inicial de Gênesis nos ajuda a compreender que há “um ato pecaminoso no início (que) determina de certo modo o destino posterior dos homens; há uma espécie de concatenação de pecados e de conseqüências do pecado, que nos mostra que o mal não vem de Deus, mas do homem. (Portanto, podemos concluir que) o pecado gera pecado, o homem é integralmente responsável por seu destino sobre a terra” (Luis F. LADARIA, Introdução à Antropologia Teológica, 1998, p. 87). Isto quer mostrar que o pecado primeiro que entrou no mundo expressa a força do pecado, arrastando todos os homens e alertando que cada um peca pessoalmente. Assim, à luz do pensamento de Paulo no trecho aos Romanos (5,12-21), pela desobediência de um (Adão), todos são constituídos pecadores; do mesmo modo, pela obediência de um (Cristo), todos são constituídos justos. A força do pecado (partindo de Adão) está em todos, estabelecendo-se como algo prévio em nossas opções pessoais.  
Historicamente, após as fundamentações testamentárias, a escola pelagiana – julgando Adão como um mau exemplo – será fortemente questionada por Agostinho, o qual exercerá sadia e resoluta posição frente à controvérsia herética. Tanto os apontamentos agostinianos, como os escritos paulinos, muito ajudarão os Concílios (sobremaneira de Trento) para elaborar a doutrina do pecado original em perfeita evidência com a função salvífica de Jesus Cristo. É válido, neste sentido, lembrar que, após a crise pelagiana, Lutero será o próximo a questionar a validade do Batismo e a receber a doutrina oficial do Concílio de Trento com os cânones acerca do decreto “de peccato originali”, o qual constitui a declaração magisterial de mais alto nível e mais completa sobre o assunto.  
Uma explicação terminológica! Quando se usa o termo “pecado original” é apenas uma analogia em relação ao pecado pessoal. O uso do termo “pecado” num sentido unívoco levou, no passado, a dificuldades insuperáveis, quando se quis, por exemplo, determinar em que sentido o pecado original é voluntário, sendo a voluntariedade um elemento essencial na noção de pecado pessoal. Da mesma forma, ao falarmos de pecado original, a teologia tradicional insiste em registrar a distinção entre o chamado “pecado original originante” e o “pecado original originado”. O primeiro é o pecado cometido no início da história, que deu origem ao mal em que agora vivemos e que experimentamos; o segundo são exatamente essas conseqüências negativas do pecado em nós, nossa situação de isolamento em relação a Deus que tem no pecado “ORIGINANTE” sua causa e seu fundamento. (cf. op.cit., p.93). 
Além das diversas anotações, que muito nos ajudam a compreender que o pecado original deve ser lido sob diferentes posturas, paira uma “dúvida eterna” entre grande parte dos teólogos: “De que modo podemos compreender o pecado de Adão e como ele se reproduz?”. Sem querer uma obrigação maior sobre tal assunto, basta lembrar que, em algum momento, a história de pecado teve o seu início, e, como lembra LADARIA, sua universalidade parece não admitir outra explicação do que a de situar esse momento nos inícios da história humana, permitindo-nos compreender que há um princípio da misericórdia de Deus, oferecida pela salvação deixada por Jesus. O pecado não é mais forte que Cristo!  
Por isso, a teologia do pecado original (escusa da salvação de Cristo) não poderá ser analisada numa visão parcial da situação da humanidade diante de Deus. Mesmo sendo difícil falar dos efeitos do pecado original, resta-nos, do ponto de vista moral, recordar que um assunto dogmático tão profundo questiona a liberdade do ser humano (fragilizada pela concupiscência), o qual se sente tolido para seguir, fácil e espontaneamente, os impulsos do Espírito. Portanto, o pecado original deve ser lido e entendido na plena visão do plano original entre Deus e a humanidade, aguardando o lugar definitivo na consumação escatológica. 
A Vida e a ação de Jesus mostram, claramente, que a salvação que Ele realiza em nome de Deus não é tirar-nos de nossa humanidade, mas, antes, tirar-nos daquilo que nos impede de sermos humanos. 
É nesse sentido que podemos entender, por exemplos, os relatos evangélicos que narram as curas e os exorcismos operados por Jesus: são gestos salvadores que devolvem às pessoas a plena capacidade de humanidade. 
Desse modo, fica mais fácil entender que a salvação não é apenas conserto da natureza corrompida pelo pecado, mas muito mais que isso, ela é dom, acréscimo, dádiva, graça, excesso, abundância. Não se trata de refazer o que o humano foi mais de dar realização plena às suas potencialidades, isto é, fazer com que o humano seja aquilo que é chamado a ser. Por isso, a salvação aponta muito mais para o futuro que para o passado, para o que podemos ser e seremos muito mais que para o que fomos. 
Na teologia e no pensamento moderno, insiste-se no fato de que o homem não tem uma alma e um corpo, mas é alma e corpo. E, na medida em que ambos são corpo e alma do homem, ele é uno: essa unidade deveria ser o aspecto principal. Somente a partir dela é possível à distinção desses dois aspectos ou dimensão, momentos, nunca partes, de seu ser. O homem é corpo, ou seja, existe no espaço e no tempo, é parte deste cosmos, encaminha-se para a morte; é alma transcende os condicionamentos deste mundo, é imortal, e, em última análise, tudo isso tem sentido porque o homem é ser para Deus, é relacionado radicalmente a Ele. Há no homem uma dimensão irredutível ao material e ao mundano, ontologicamente distinta da realidade corporal. 
A fé cristã mantém esta concepção como algo a que não se pode renunciar, porque só assim pode ter sentido a concepção do homem criado à imagem de Deus, chamado à comunhão com Deus em cristo e à conformidade com o ressuscitado. 
È preciso uma nova compreensão antropológica que se baseie, inclusive, em Jesus de Nazaré que, para a nossa fé, é revelador do ser de Deus, mas também do ser humano. Com efeito, é Jesus que nos revela o que é humano, ou para dizer de outra maneira, o que significa ser humano neste mundo. A compreensão do ser da humanidade, neste sentido, não parte de minha experiência de humanidade, uma experiência fragmentada e incompleta, mas sim da vida de Jesus, o novo Adão, isto é, o fundador da nova humanidade e, por isso, revelador do ser humano. 
Claro que a formulação antropológica da teologia deve levar em conta os avanços da ciência, sobretudo as chamadas ciências humanas, que ajudam a compreender o significado da humanidade. Hoje, existem multiplicas antropologias, isto é, formas de compreensão do significado do humano no mundo. A antropologia neoliberal, que afirma que o ser humano é o consumo, não é a única antropologia possível nos dias de hoje, e por isso pode ser questionada. 
Existem, também, as antropologias indígenas que afirmam que o ser humano se realiza na festa e na dança, e não no sucesso ou no consumo. 
Mas o discurso antropológico da teologia não pode ser simplesmente funcionalista ou ideológico. Tem de ser teológico, o que significa partir da Revelação. È preciso colocar a questão antropológica aos pés de Jesus, e dele aprender o que significa a humanidade que partilhamos. Não posso escolher uma antropologia segundo minhas convicções ou vontades pessoais, mas sim ver qual ou quais antropologias resistem a critica de Jesus. 
Claro que as ciências humanas podem ajudar-nos a compreender o que Jesus nos revela sobre nossa humanidade, e assim auxiliar-nos a distinguir aquilo que constrói o humano daquilo que não o constrói. Mas o cristão não perde de vista que a Revelação, de Deus e do humano, vem de Jesus. Aqui, desnecessário dizê-lo, reside toda a importância da cristologia: o cruzamento da história de Deus com a história humana, indicando o caminho da salvação. 
E podemos então perguntar-nos se seria possível elaborar um modelo teológico e até mesmo filosófico da pessoa sem recorrer, por exemplo, ao conceito de "alma" enquanto entidade substancial dotada de "vida" própria, subsistente e independente do corpo. Da mesma forma se poderá perguntar se não será possível precindir do conceito de "espírito", tomado no sentido igualmente substancial em oposição a matéria. Luis Ladaria reconhece que hoje "não poucas das críticas que de diversos pontos de vista são feitas à noção de 'alma' e às ideias de imortalidade, etc., que a acompanham, se devem às dificuldades suscitadas pela (noção de) 'substância espiritual', como distinta da matéria e constitutiva como esta do ser do homem. Talvez estes problemas se possam evitar se procurarmos regressar à noção original de 'espírito' na antropologia cristã. Com efeito, o espírito não é nem nas fontes bíblicas, nem nas fontes patrísticas, primariamente uma substância espiritual que se distingue do corpo, mas sim aquela realidade divina por meio da qual Deus se comunica ao homem e o torna participante da sua própria vida. Mais do que à categoria de substância, faz-se referência à de relação, de encontro interpessoal, comunhão de vida, inserção em Jesus (cf. 1 Cor. 6,17); e isto não como algo que afecta apenas um aspecto do homem, mas sim como algo que eleva a uma outra dimensão todo o seu ser. Deus chama todo o homem e o homem todo, na criação realmente existente, à comunhão com ele por Cristo e no Espírito Santo. É evidente que esta chamada pessoal de comunhão, que o homem pode recusar, mas que nem por isso determina menos o seu ser, torna-se possível pela existência de uma determinada estrutura psicofísica (...) que foi precisamente desejada por Deus para tornar possível esta comunhão. Tenha-se além disso presente que este chamamento divino determina o substracto criatural profundo do homem, fá-lo ser aquilo que é. A transcendência do homem sobre o meramente mundano, a sua capacidade de superar os condicionalismos deste mundo, bem como a sua imortalidade derivam portanto do facto deste chamamento à comunhão com Deus como determinante do seu ser criatural. 'Alma' e ser do homem enquanto derivado deste convite de Deus à participação na sua vida, vêm por isso mesmo a coincidir. O ser pessoal do homem, pressuposta a sua constituição psicosomática, está constituído por esta possibilidade que se lhe oferece de entrar em comunhão com Deus. Porque este chamamento do Deus fiel e omnipotente sustém o homem não apenas nesta vida mas também depois da morte, tem sentido falar da alma do homem como do seu 'eu' subsistente para além da morte; e não esqueçamos que o 'eu' tem sentido com um 'tu' ". Vê-se claramente que, como em Ladaria, num novo modelo, relacional mais que substancial, conceitos tradicionais como o de "alma" e "espírito" adquirem significados radicalmente novos, mesmo que esses significados correspondam a um certo "regresso às origens" da teologia cristã 
Quando o apóstolo dos gentios afirma que se Cristo não ressuscitou então a nossa pregação é vazia e vazia também nossa fé” (I Cor. 15,14s), ele coloca nesta afirmação o pressuposto fundamental da fé cristã na ressurreição de Jesus. Na antropologia teológica da à idéia de realização do reino de Deus, como cumprimento da salvação escatológica e da esperança cristã se faz muito presente em sua obra. 
É possível afirmar que a realização do homem como imagem e semelhança de Deus se dará somente na experiência da ressurreição definitiva. É no eschaton que o homem se realizará plenamente e o fundamento dessa realização é Jesus Cristo. 
É visível e compreensível, o tema da salvação como realização plena da experiência de Deus no homem. O homem espera a realização de seu destino e, pela experiência humana situada no mundo, ele se percebe como natureza, destinado a Deus. É no sentido de desejo de realização humana como esperança que se pode falar do reino de Deus como esperança cristã e das promessas da parte de Deus já feitas a nossos pais na fé. O reino representa o revelar pleno da Criação e esta plenitude se dará na escatologia. É Deus quem promete, e deste modo, a esperança escatológica se apóia em Deus. A reflexão antropológica em escatologia pode se reconhecer com uma função limitada, pois tal realidade depende de Deus e não do ser humano. A antropologia constitui apenas um terreno sobre o qual se pode argumentar sobre uma esperança escatológica cristã com abordagem universalista, mas não está no poder humano satisfazer tal esperança, senão somente em Deus. 
A mais importante contribuição que a teologia contemporânea ofereceu em vista de uma motivação e interpretação antropológica dos enunciados escatológicos foi apresentada por Karl Rahner. Para este o que é fundamental para a escatologia é, de um lado, o caráter oculto do futuro cumprimento escatológico de outro a relacionalidade do homem, como ser histórico, a este futuro. A dimensão escatológica como condição de inteireza do homem como salvação, a escatologia como escatologia universal e individual, sendo sempre o homem indivíduo e ser que existe na comunidade. 
Quando se fala de futuro, como certeza diante de um presente que se apresenta ao homem de forma ainda fragmentada, a solução para tal dificuldade é a pessoa de Jesus Cristo, pois nela já se faz presente ao homem a certeza do futuro salvífico e da realização humana; certeza que já é realidade legível em Jesus Cristo. Em Jesus toda humanidade se vê realizada no seu desejo e necessidade de salvação. 
Recentes desenvolvimentos em biologia e nas ciências cognitivas têm trazido para o domínio de estudo das ciências naturais questões que até há bem pouco tempo eram consideradas específicas dos domínios filosófico e científico. Trata-se das questões à volta da alma, da mente, do espírito, da consciência, etc. Até que ponto uma "naturalização" da análise destas questões põe em causa a antropologia tradicional de raiz aristotélico-tomista? O presente estudo afirma que uma tal "naturalização" corresponde à emergência de um novo paradigma, no interior do qual aqueles conceitos adquirem novos significados, já não específicos apenas da filosofia e da teologia. Por outro lado, uma tal análise não só não põe em causa outros conceitos como o de imortalidade do ser humano, mas, pelo contrário, os afirma de um modo mais adequado ao actual contexto cultural de final de século. 

Fonte:
2014, 02). Resumo INTRODUÇÃO À ANTROPOLOGIA TEOLÓGICA.TrabalhosFeitos.com. Retirado 02, 2014, de http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Resumo-Introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-Antropologia-Teol%C3%B3gica/48037860.html