terça-feira, 16 de julho de 2013

A revelação básica nas Escrituras Sagradas, de Witness Lee - Capítulo 3

Capítulo Três

A APLICAÇÃO DO ESPÍRITO

Leitura da Bíblia: Gn 1:2; Jz 3:10; Lc 1:35; Jo 7:39; At 16:6, 7; Rm 8:2, 9; Fp 1:19; 1 Co 15:45; 2 Co 3:6, 17, 18; Ap 1:4; 4:5; 5:6; 2:7; 14:13; 22:17; Jo 14:17; 15:26; 16:13-15; 1 Jo 5:7; Jo 3:5, 6; 2 Co 1:21, 22; Ef 1:13; 4:30; 1 Pe 1:2; Rm 15:16; 1 Co 12:13

Oração: "Senhor, como Te agradecemos pela Tua pala­vra. Agradecemos-Te por esta reunião. Cremos que é de Tua soberania. Senhor, podemos vir a Ti em torno de Tua palavra. Que misericórdia e graça! Confiamos em Ti para entender a Tua palavra. Admitimos nossa insuficiência. Somos limitados — limitados no entendimento, limitados na elocução, até mesmo limitados no ouvir. Unge nosso ouvido e nossa mente. Unge a boca que fala. Que Tu possas falar em nosso falar. Gostamos de praticar ser um espírito Contigo, especialmente nesta hora de falar a Tua palavra. Senhor, purifica-nos com o Teu precioso sangue. Como Te louvamos porque, onde o Teu sangue está, ali está a rica unção. Confiamos em Tua unção. Buscamos a Ti desesperadamente por tal palavra misteriosa hoje a noite. Senhor, derrota o inimigo e afugenta todas as trevas deste salão. Visita cada ouvinte. Nós pedimos em Teu poderoso nome. Amém."
Já tratamos dos dois primeiros itens da revelação básica nas Escrituras Sagradas — o plano de Deus e a redenção de Cristo. Neste capítulo chegamos ao terceiro item — a aplicação do Espírito. Este é o item mais misterioso na revelação divina.
Podemos usar a impressão como uma ilustração da aplicação do Espírito. Na impressão existe primeiro o rascu­nho, o manuscrito. Este manuscrito é então datilografado numa página, da qual se faz uma matriz. Em seguida, a impressora, usando a matriz, produz quantas cópias desejarmos. Este último estágio, a produção de cópias, ilustra a aplicação do Espírito.
Cristo fez uma grande obra de "datilografia" do que Deus propôs em Seu plano. Ele encarnou-se e viveu na terra por trinta e três anos e meio. Então morreu na cruz, ressus­citou e ascendeu aos céus. Por meio de tal processo longo, da encarnação à ascensão, o Senhor Jesus fez a maravilhosa obra de "datilografia". Essa obra produziu uma "matriz". Agora o Espírito vem e aplica a nós o que Cristo fez. O Pai planejou, o Filho cumpriu e o Espírito veio para aplicar o que Cristo cumpriu de acordo com o plano do Pai.
Para que seja nítida a impressão, deve ser usado papel limpo. É por isso que a primeira coisa que o Espírito aplica a nós é o purificar do sangue precioso do Senhor Jesus (Hb 9:14). O Espírito nos purifica com o sangue redentor de Cris­to. Por meio do precioso sangue, fomos lavados e purificados. Agora somos papel puro, limpo, bom para essa impressão espiritual.


O ESPÍRITO POR TODA A ESCRITURA
Para entender a obra do Espírito em aplicar as realizações de Cristo, consideremos como o Espírito é gradualmente revelado por toda a Escritura.

O Espírito de Deus
A primeira vez que o Espírito de Deus é mencionado é em Gênesis 1:2. Este é Deus Espírito em Sua criação. O Espírito de Deus pairou por sobre as águas mortas para a criação de Deus.

O Espírito de Jeová
Depois de criar o homem, Deus permaneceu intima­mente envolvido com ele. Em seu relacionamento com o homem, o título de Deus é Jeová. É por isso que no Velho
Testamento o Espírito de Deus é freqüentemente chamado de Espírito de Jeová. O Espírito de Jeová vinha sobre certas pessoas. Isso indica que o Espírito de Jeová tem a ver com Deus alcançando o homem (Jz 3:10; Ez 11:5). Os principais títulos usados para o Espírito de Deus no Velho Testamento são o Espírito de Deus e o Espírito de Jeová.
O Espírito Santo
Na encarnação, o Espírito de Deus foi chamado o Espírito Santo (Mt 1:18, 20; Lc 1:35). Andrew Murray, em sua obra prima O Espírito de Cristo, salienta que o título divino, "o Espírito Santo" não é usado no Velho Testamento. Em Salmos 51:11 e em Isaías 63:10,11 "Espírito Santo" deveria ser traduzido para "Espírito de santidade". Quando chegou o tempo de preparar o caminho para a vinda de Cristo e de preparar um corpo humano para Ele iniciar a dispensação do Novo Testamento, é que o termo "Espírito Santo" começou a ser usado (Lc 1:15, 35).

O Espírito Ainda Não Sendo
Agora chegamos a um ponto muito difícil. Em João 7:37, 38 o Senhor Jesus exclamou: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva." Em seguida, no versículo 39, João explica que o Senhor falou isto "com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito ainda não era (lit.), porque Jesus não havia sido ainda glorificado." João não diz o Espírito de Deus, o Espírito de Jeová, ou o Espírito Santo, mas "o Espírito". Ele diz mais adiante que quando Jesus estava ex­clamando ao povo, "o Espírito ainda não era". A versão J. E de Almeida diz, "o Espírito ainda não fora dado" (VRC), mas a palavra "dado" foi inserida; ela não está no texto grego. O Espírito de Deus estava em Gênesis 1, e o Espírito de Jeová vinha sobre os profetas no Velho Testamento. Por que, então, em João 7 o Espírito "ainda não era"?
Andrew Murray em seu livro O Espírito de Cristo indica que, antes da glorificação de Cristo, isto é, antes da Sua ressurreição (Lc 24:26), o Espírito de Deus tinha somente divindade. Mas quando Cristo foi ressuscitado , o Espírito de Deus tornou-se o Espírito do Jesus glorificado. Se Ele ainda fosse somente o Espírito de Deus, teria somente o elemento divino. A palavra de Murray quer dizer que o Espírito, ao tornar-se o Espírito de Jesus glorificado que veio após a ressurreição de Cristo, tem agora o elemento de huma­nidade.

O Espírito Composto
Quando jovem, fui ensinado que em Êxodo 30:22-30, o óleo da unção é um tipo do Espírito Santo. Mas depois de ter recebido esclarecimento pelo livro de Andrew Murray, voltei a estudar Êxodo 30. Esse óleo é composto de azeite de oliveira combinado com 4 especiarias: mirra, cinamomo, cálamo e cássia. O azeite de oliveira é um tipo do Espírito Santo, mas que são as quatro especiarias? Sabe-se que a mirra refere-se à morte de Cristo. Cinamomo deve indicar a doce eficácia daquela morte. Cálamo é um junco que cresce no pântano e projeta-se alto, no ar. Isso indica ressurreição. Cássia era usada nos tempos antigos como um repelente de insetos e especialmente de serpentes. Isso indica o poder da ressurreição de Cristo que prevalece contra Satanás.
Essas quatro especiarias são de três unidades. Mirra, quinhentos siclos. Cinamomo e cálamo, duzentos e cinqüenta siclos cada, e cássia, quinhentos siclos. Se o cordeiro é um tipo de Cristo e se o azeite de oliveira é um tipo do Espírito Santo, certamente essas quatro especiarias são também tipos a respeito de Cristo. As três unidades de quinhentos siclos cada devem referir-se à Trindade. A quantidade total de cinamomo e cálamo, sendo dividida em duas unidades de duzentos e cinqüenta cada, tipifica o segundo da Trindade "dividido" na cruz, assim como o véu foi rasgado de alto a baixo.
O número "um" do um him de azeite de oliveira significa o Deus único. O número quatro das quatro especiarias significa a criatura. Em Ezequiel e em Apocalipse há quatro seres viventes, referindo-se à criação de Deus (Ez 1:5, 10; Ap 4:6-9).
Por meio disso podemos perceber que esse óleo com­posto deve ser um tipo todo-inclusivo do Espírito composto referido em João 7:39. Isso quer dizer que o Espírito de Deus, como o elemento básico, foi combinado com a deidade, humanidade, morte e ressurreição de Cristo como as especiarias. Neste Espírito composto estão o Deus único, a Trindade, o homem, a criatura, a morte de Cristo, a doçura e eficácia de Sua morte, a ressurreição de Cristo e o poder de Sua ressurreição.
O Espírito era primeiramente o Espírito de Deus, pos­suindo somente a essência divina. Mas depois que Deus, no Filho, tornou-se um homem e morreu na cruz, passando pela morte e ressurreição, e entrando na ascensão, o Espírito tor­nou-se o Espírito de Jesus Cristo (Fp 1:19), composto da essência de Deus e da humanidade de Jesus em Sua morte e ressurreição. O Espírito não tem mais somente a essência divina, mas tem agora, em acréscimo, a humanidade de Jesus com a morte de Cristo, a eficácia de Sua morte, a ressurreição e o poder de Sua ressurreição.
Dos escritos sobre a vida interior, recebi ajuda em saber que fui crucificado antes de eu ter nascido (Gl 2:19b, 20). Aos olhos de Deus fomos crucificados antes de termos nas­cido. Como escolhidos de Deus, nascemos crucificados. A senhora Jesse Penn Lewis disse que todo cristão deve morrer para viver (Jo 12:24; 1 Co 15:31; 2 Co 4:11). Mas minha experiência foi que, quanto mais eu tentava morrer, mais vivo ficava. Um hino escrito por A. B. Simpson diz que existe uma pequena palavra que o Senhor deu: considerar. De acordo com Romanos 6:11, devemos considerar-nos mortos. Prati­quei o considerar-me, mas não funcionou. Quanto mais me considerava morto, mais vivo parecia! No livro de Watchman Nee, A Vida Cristã Normal, existe um capítulo que enfatiza o considerar. Esse livro é uma compilação de mensagens que o irmão Nee deu antes de 1939. Depois de 1939 ele começou a dizer às pessoas que não podemos experimentar a morte de Cristo revelada em Romanos 6 até que tenhamos a experiência do Espírito de Cristo em Romanos 8. A morte de Cristo em Romanos 6 pode ser experimentada somente por meio de Seu Espírito em Romanos 8. Em outras palavras, se não estamos no Espírito, considerar que estamos mortos não funciona.
Cristo é Cristo, e você é você; e a morte Dele não é sua morte a menos que você esteja ligado a Ele organicamente por meio do Espírito. No Espírito composto existem os elementos da morte de Cristo e de sua eficácia, prefigurados pela mirra e cinamomo. Quando estamos no Espírito, o Espírito composto, não necessitamos considerar-nos mortos, porque no Espírito existe o elemento da morte de Cristo.
Alguns medicamentos têm elementos que matam ger­mes. Se você tentar matar os germes por si mesmo, fracassará. Mas se toma um medicamento prescrito, um elemento naquele medicamento matará os germes por você. O Espírito composto hoje é uma dose todo-inclusiva. Um médico lhe dirá que a melhor dose é aquela que mata os ger­mes e nutre o paciente. Isso pode ser usado como uma ilustração do Espírito composto. No Espírito composto exis­tem a morte de Cristo, que é o poder que mata, e a ressurreição de Cristo, que é a fonte de nutrição da vida divina. Esses elementos que matam e que nutrem estão com­binados juntamente neste Espírito.

O Espírito de Jesus
O Espírito Santo é chamado de Espírito de Jesus em Atos 16:6, 7. Jesus era um homem que sofria perseguição. Como um evangelista, Paulo saía para pregar, e ele também sofria. Naquele sofrimento ele precisava do Espírito de Jesus porque no Espírito de Jesus há o elemento do sofrimento. Se vai a um país pagão para pregar o evangelho, você precisa do Espírito de Jesus para enfrentar a oposição e perseguição. A força do sofrimento para resistir à perseguição está no Espírito de Jesus.

O Espírito de Cristo
Em Atos 16, por causa da perseguição, Paulo precisou do Espírito de Jesus, mas em Romanos 8 em ressurreição há o Espírito de Cristo. Em Romanos 8:9,10 temos três títulos: o Espírito de Deus, o Espírito de Cristo, e Cristo. Estes três títulos são usados permutavelmente. Isso indica que o Espírito de Deus é o Espírito de Cristo, e o Espírito de Cristo é simplesmente o próprio Cristo. Estes três títulos são sinônimos. O Espírito Santo de Deus é não somente o Espírito de Deus, mas também o Espírito de Jesus que sofreu e o Espírito do Cristo ressurreto. Contanto que tenhamos tal Espírito, temos o poder do sofrimento para enfrentar a perseguição e o poder de ressurreição para viver uma vida ressurreta sobre o pecado e a morte (Rm 8:2).

O Espírito de Jesus Cristo
Em Filipenses 1:19 Paulo refere-se à "provisão do Espírito de Jesus Cristo". O suprimento abundante está com o Espírito de Jesus Cristo. Este Espírito guiou Jesus pela encarnação e por meio do viver humano na terra por trinta e três anos e meio. O Senhor Jesus viveu uma vida santa e sem pecado por muitos anos por meio do Espírito dentro Dele. O mesmo Espírito guiou Jesus por meio da morte e para dentro da ressurreição. Então o Espírito de Deus tornou-se o Espírito de Jesus Cristo. Por tal longo processo, os elementos da humanidade, do sofrimento e do viver humano, da crucificação de Cristo, de Sua ressurreição e mesmo de Sua ascensão foram totalmente combinados com este Espírito.
O Espírito que recebemos não é meramente o Espírito de Deus, possuindo somente o elemento divino. O Espírito que nós, cristãos, recebemos é o Espírito composto de divin­dade, humanidade, viver humano, sofrimento, crucificação, ressurreição e ascensão. Deus está no Espírito. A humanidade elevada de Jesus e Seu sofrer e viver humano também estão no Espírito. A morte, ressurreição e ascensão de Cristo estão todos neste Espírito. Deste modo, com este
Espírito está o suprimento abundante. Paulo pôde suportar perseguição e aprisionamento por causa do suprimento abundante do Espírito de Jesus Cristo. Esta provisão tornou-se sua salvação diária e pessoal. Mesmo acorrentado e em prisão ele ainda engrandecia Cristo e vivia Cristo (Fp 1:19-21a). Ele engrandecia Cristo, não por sua energia ou por sua própria força, mas pelo suprimento abundante do Espírito de Jesus Cristo.

O Espírito do Senhor
"O Espírito do Senhor" (2 Co 3:17) indica que a ascensão de Cristo está incluída no Espírito. "O Senhor" neste versículo refere-se ao Cristo crucificado, ressurreto e ascendido. Na Sua exaltação Ele foi feito Senhor (At 2:36).
Em 2 Coríntios 3:17 diz: "O Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade." Primeiramente, ele nos mostra que os dois são um, e, em segundo lugar, mostra que os dois ainda são dois. Da mesma forma, em João 1:1 diz: "No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus" (lit.). A palavra e Deus são um, todavia a Palavra estava com Deus, o que indica que Eles são dois.


O Espírito Idêntico ao Senhor
O Espírito é idêntico ao Senhor. No passado, o termo Cristo pneumático era usado em Cristologia. O Cristo pneumáíico indica que o próprio Cristo é o Espírito. Entretanto, não pensem que quando a Bíblia diz que o Se­nhor é o Espírito ela anula a distinção entre o Filho e o Espírito. Eles são um, todavia ainda dois. Eles são um, todavia ainda distintos.
Toda verdade na Bíblia tem dois lados. Com respeito ao Deus Triúno, se vocês permanecem no extremo do lado de um, vocês são modalistas. Se permanecem no extremo do lado de três, vocês são triteístas. Nós permanecemos na Palavra, desse modo não somos nem triteístas nem modalistas. Cremos na Trindade genuína, que Deus é três-um. Deus é unicamente um, todavia Sua deidade é da Trindade. A palavra triúno vem do latim. Tri significa três; uno significa um. Assim, triúno quer dizer três-um.
Em João 14:23 o Senhor Jesus nos diz que quem quer que O ame, Ele e o Pai virão a este e farão nele morada. Também, em João 14:17 o Senhor Jesus nos diz que o Espírito como o Espírito da realidade virá para habitar nos crentes. Assim, no mesmo capítulo nos é dito que o Pai e o Filho farão morada com aquele que O ama e que o Espírito habita naquele que O ama. Isso nos mostra que os três estão nos crentes simultaneamente. O Deus Triúno está em nós. Isso é um mistério, mas pela nossa experiência sabemos que isso é assim.
Em Mateus 28:19 o Senhor Jesus diz: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as para dentro do nome (singular) do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (lit.). A mesma preposição grega "para dentro" é usada em Romanos 6:3. Quando fomos batizados para dentro de Cris­to, fomos batizados para dentro de Sua morte. Mateus 28:19 nos incumbe batizar os novos crentes para dentro do nome do Deus Triúno. M. R. Vincent diz: "Batizar para dentro do nome da Trindade Santa implica numa união espiritual e mística com ele." Ele mais tarde diz que o nome "é equivalente a sua pessoa". Ser batizado para dentro do nome divino é ser imerso na Pessoa divina.
Uma nota na Bíblia Anotada de Scofield diz : "Pai, Filho e Espírito Santo é o nome final do Deus único e verdadeiro." Algumas traduções não têm "do" três vezes, somente o nome do Pai e Filho e Espírito Santo. O nosso Deus é Triúno: o Pai o Filho e o Espírito. Entretanto, tal título, tal nome só foi revelado depois da ressurreição de Jesus. Mateus 28:19 foi falado depois da ressurreição do Jesus glorificado. Isso foi revelado depois que o processo de nosso Salvador desde a encarnação até a ressurreição foi completado.
Antes da ressurreição de Cristo, tal Espírito, o Espírito composto, ainda não era (Jo 7:39). Mas depois de Sua ressurreição o Espírito de Deus foi composto, e Ele é agora o
Espírito composto, processado, todo-inclusivo. Este Espírito composto, que é idêntico ao Senhor, é, como revelado em 2 Coríntios 3, o Espírito que dá vida, que libera e que transfor­ma, que nos dá a vida divina (v. 6), liberta-nos da escravidão da lei (v. 17), e nos transforma à imagem de Cristo de glória em glória (v. 18).

O Espírito que Dá Vida
Paulo diz que o último Adão, por meio de Sua ressurreição e em Sua ressurreição, tornou-se Espírito que dá vida (1 Co 15:45 - lit.). Ele tornou-se não somente Espírito, mas especificamente Espírito que dá vida. "Que dá vida" mostra que tipo de Espírito Ele é. Em 2 Coríntios 3:6 Paulo diz que o Espírito dá vida. João 6:63 diz: "O Espírito é o que vivifica". A Nova Tradução de Darby* tem um parêntese do versículo 7 ao versículo 16 de 2 Coríntios 3. Se considerarmos esta seção parentética, o versículo 17 continua o versículo 6. O Espírito dá vida (v. 6) e o Senhor é o Espírito (v. 17).
Muitos escritores concordam que nas Epístolas de Paulo o Cristo ressurreto é idêntico ao Espírito. Entretanto, isso não anula a distinção entre Cristo e o Espírito. Existe sempre dois lados para a verdade. Em 2 Coríntios 3:17 o Senhor e o Espírito são um. Em 2 Coríntios 13:13 temos a graça de Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo. Pode-se ver aqui que Cristo e o Espírito são distintos.

O Espírito Da Vida
A Primeira Epístola aos Coríntios 15:45 refere-se a Cris­to como o Espírito que dá vida. Certamente não pode haver dois Espíritos que dão vida. Cristo, o Espírito que dá vida, é também o Espírito da vida. Este termo é revelado em Romanos 8:2. Romanos 8 fala do Espírito da vida (v. 2), o Espírito de Deus (v. 9) e o Espírito de Cristo (v. 9) que é o próprio Cristo (v. 10). Fala-se no mesmo capítulo do Espírito como as primícias (v. 23).

___________
*N. do T.: Versão em inglês.


Os Sete Espíritos de Deus
No último livro da Bíblia, os sete Espíritos de Deus são revelados (Ap 1:4; 4:5; 5:6). O Credo de Nicéia não men­ciona os sete Espíritos. Em 325 d.C, quando o Credo de Nicéia foi feito, o livro de Apocalipse não era reconhecido como parte da Bíblia. O reconhecimento final dos livros a serem incluídos na Bíblia ocorreu em 397 d.C. no Concilio de Cartago.
Também, em Apocalipse 1, a seqüência da Trindade é mudada. Mateus 28 nos mostra o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Em Apocalipse 1:4,5, entretanto, o Pai como o Eterno é o primeiro, os sete Espíritos são o segundo e o Filho é o terceiro.
Mais além, Apocalipse 5:6 diz que os sete Espíritos são os sete olhos do Cordeiro. Isso quer dizer que o terceiro da Trindade é os olhos do segundo.
Todos esses pontos indicam que no último livro da revelação divina o Espírito de Deus, para a edificação das igrejas numa era de trevas, torna-se o Espírito sete vezes in­tensificado, que executa a administração universal de Deus para o cumprimento do Seu eterno propósito, e expressa ple­namente a Cristo como o Administrador universal de Deus, para introduzir o reino de Deus no milênio (Ap 20:4, 6) e para levar o reino à sua consumação final e máxima como a nova Jerusalém no novo céu e nova terra (Ap 21:1, 2).

O Espírito
Esse Espírito maravilhoso finalmente torna-se tão simples no título: o Espírito (Ap 2:7, 11, 17, 29; 3:6, 13, 22; 14:13; 22:17). Em Apocalipse temos os sete Espíritos e o Espírito. Nas sete epístolas às igrejas em Apocalipse, o início de cada epístola refere-se ao Senhor Jesus como Aquele que escreve para a igreja em certo lugar. Então, no final de cada uma nos é dito para ouvir "o que o Espírito diz". Apocalipse 22:17 diz: "O Espírito e a noiva dizem: Vem".
O Espírito é composto, processado e todo-inclusivo. Ele é a consumação do Deus Triúno alcançando Seu povo esco­lhido. De acordo com João 4:24, nosso Deus é Espírito. Não somente o Espírito da Trindade é Espírito, mas o Deus com­pleto — o Pai, o Filho e o Espírito — é Espírito. Deus é Espírito, e esse Deus inclui o Pai, Filho e Espírito.
João nos diz que quando o Filho veio, Ele veio em nome do Pai (Jo 5:43). Então o Pai mandou o Espírito no nome do Filho (14:26). O Filho veio no nome do Pai; isso quer dizer que Ele veio como o Pai. Então o Espírito veio no nome do Filho; isso quer dizer que o Espírito veio como o Filho. O Filho enviou o Espírito a nós de e com o Pai, e o Espírito veio a nós de e com o Pai (Jo 15:26 - lit.). Quando o Espírito veio, o Filho estava lá e o Pai também estava. O Filho estava no Pai, e o Pai estava no Filho (14:10). Quando o Filho es­tava lá, o Pai estava lá. Todos os três estavam lá porque Eles são um único Deus. Você não pode separá-Los; todavia, Eles são distintos como o Pai, o Filho e o Espírito.


A FUNÇÃO DO ESPÍRITO
O Espírito é a realidade de Cristo (Jo 14:17; 15:26; 1 Jo 5:7). Quando invocamos o nome do Senhor Jesus, recebemos o Espírito como a realidade de Cristo (Jo 14:17), e esse Cristo, o Filho de Deus, é a própria corporificação do Pai (Cl 2:9). O Pai é corporifícado no Filho, e o Filho é plenamente per­cebido como o Espírito. Colossences 2:9 diz que a plenitude da deidade (divindade) habita em Cristo corporalmente. Cris­to, então, é a corporificação de Deus, plenamente percebido como o Espírito. Isto é revelado em João 16:13-15.
O Espírito dá vida aos crentes (1 Co 15:45 ; 2 Co 3:6) e os regenera em seu espírito (Jo 3:5, 6). Ele unge os crentes (2 Co 1:21), os sela (Ef 1:13; 4:30; 2 Co 1:22a), e Ele próprio é o penhor de Deus dado a eles (2 Co 1:22b). Por meio deste ungir, que traz o elemento divino para dentro dos crentes, Ele os preenche. O selar modela o elemento numa certa forma como uma impressão e torna-se uma marca. O penhor significa que Ele é a garantia de que Deus é a nossa herança. Por um lado, selar prova que nós somos a herança de Deus; por outro lado, Deus como nossa herança para nosso desfrute é também garantido por meio do Espírito que habita interiormente como o penhor.
Ele é também o suprimento abundante para os crentes (Fp 1:19 ). Ele nos santifica, não só posicionalmente, mas disposicionalmente (1 Pe 1:2; Rm 15:16) e experimentalmente também. Ele transforma os crentes (2 Co 3:18).
Todos os crentes foram batizados neste único Espírito para dentro de um único Corpo (1 Co 12:13). No dia de Pentecoste, e na casa de Cornélio, quando Cristo, o Filho, o ascendido, derramou o Espírito sobre os crentes, aquilo foi o batizar do Seu Corpo para dentro do Espírito. Em 1 Coríntios 12:13 diz que fomos todos batizados em um Espírito para dentro de um Corpo. Cristo completou esse batismo assim como completou Sua crucificação. Todos os que crêem foram crucificados (Gl 2:19b, 20). No mesmo princípio, todos nós fomos batizados no dia de Pentecoste. Fomos batizados e nos foi dado a beber desse único Espírito (1 Co 12:13). Agora estamos bebendo deste Espírito. Ser batizado é exterior; beber é interior. Exteriormente fomos batizados; inte­riormente estamos bebendo do único Espírito.
Com a ascensão do Senhor aos céus e o derramar do Espírito, toda a operação do Deus Triuno foi completada. O Pai planejou com o Filho e o Espírito, e o Filho veio com o Pai e o Espírito para cumprir o que Deus havia planejado. Finalmente, o Espírito veio com o Pai e o Filho para aplicar o que o Pai havia planejado e o que o Filho havia cumprido. Este Espírito que aplica é a consumação do Deus Triuno. Ele não é somente por Si mesmo como um Espírito separado, nada tendo a ver com o Pai e não relacionado ao Filho; Ele é a consumação do Deus Triuno, a consumação da Trindade divina, para nos alcançar.
O alcançar do Espírito a nós tem dois aspectos: o aspec­to interior e exterior. O interior foi cumprido no dia da ressurreição. Naquele dia o Senhor ressurreto voltou para os
Seus discípulos e soprou-se para dentro deles (Jo 20:22). Isso foi totalmente para vida, a vida interior.
Cinqüenta dias mais tarde, no Pentecoste, Ele derramou o Espirito sobre os discípulos como um vento poderoso (At 2:1, 2). Sopro é para vida, mas vento é para poder. No Pen­tecoste, os discípulos foram revestidos com poder do alto (Lc 24:49). O revestir do Espírito é como o vestir de um uniforme. O uniforme dá, a quem o veste, poder, autoridade. Um policial com um uniforme tem autoridade para nos parar. Se ele não tivesse um uniforme, não o ouviríamos. O Espírito como nossa vida, o Espírito que dá vida, a saber, o Espírito da vida, é também o Espírito fora de nós, derramado sobre nós como o Espírito de poder do alto. Tudo isso já foi cumprido.


A CONSUMAÇÃO DO DEUS TRIÚNO
Este Espírito composto, processado, todo-inclusivo é a consumação do Deus Triúno. Tudo o que Ele planejou, tudo o que Ele realizou, tudo o que Ele irá aplicar a nós está total­mente envolvido neste Espírito composto. A divindade está envolvida Nele; a humanidade de Cristo também está envol­vida Nele. A Sua morte — Sua morte redentora e infusora de vida — está envolvida Nele. A Sua ressurreição e Sua ascensão estão envolvidas nesse único Espírito composto que nos alcança. Interiormente Ele é nossa luz e vida; exterior­mente Ele é nosso poder.


O ESPÍRITO E A PALAVRA
Deus nos deu dois grandes dons — o Espírito e a Pala­vra. O Espírito composto é a totalidade do Deus Triúno e de todos os Seus feitos. É por isso que digo que esse Espírito composto, incluindo Sua Palavra, é a consumação final e máxima do Deus Triúno alcançando-nos. A Pessoa divina e a Palavra divina estão envolvidas neste único Espírito compos­to. Todas as bênçãos , todas as heranças do Novo Testamento foram legadas aos filhos de Deus. Estes legados estão também envolvidos neste único Espírito composto.
Dois versículos no Novo Testamento indicam que o Espírito e a Palavra são um. Em João 6:63 o Senhor diz : "As palavras que eu vos tenho dito, são espírito". Também, Efésios 6:17 refere-se à espada do Espírito, cujo Espírito é a palavra de Deus. Não somente a palavra do Senhor é o Espírito; o Espírito também é a Palavra.
É por isso que em Romanos 10 Paulo diz que quando você ouve a pregação do evangelho, a palavra está perto de você, em sua boca e em seu coração (v. 8). Por muitos anos não podia entender o que Paulo queria dizer. Como poderia a palavra estar em minha boca e em meu coração? Final­mente o Senhor me mostrou que sempre que o Novo Testamento é ensinado, pregado, lido, ou estudado por alguém com um coração sincero, o Espírito trabalha com a Palavra. Por meio do Espírito a Palavra entra em sua boca. Por meio do Espírito a Palavra entra em seu coração. Sem o Espírito, a palavra impressa não poderia entrar em sua boca e em seu coração. Quando exercita seu espírito para orar sobre um versículo da Bíblia, aquele versículo entra em sua boca e em seu coração. Você não deveria ler a Bíblia sem orar. Você tem de ler a Bíblia, a Palavra santa, devotadamente. Não deveria meramente exercitar sua mente para estudar a Pala­vra. Você deve ir à Palavra com oração. Não precisa usar sua próprias palavras; ore a Palavra.
Todos nós sabemos que quando oramos dessa maneira, a palavra na página entra em nossa boca e em nosso coração. Somos regados, recebemos iluminação, nutrição, for­talecimento, conforto e suprimento de vida. Também o Espírito é aplicado a nós como a consumação do Deus Triúno.
O Espírito e a Palavra trabalham juntos. Devemos sempre tocar a Bíblia por tocar o Espírito. Devemos orar lendo, e ler orando. Então desfrutaremos o Deus Triúno. O nosso encargo não é discutir ou debater, mas apresentar a verdade básica ao povo de Deus para que ele possa conhecer que nosso Deus é na realidade o Deus Triúno, não para en­tendermos, mas para desfrutarmos. Estamos apresentando a verdade para ajudar os santos a conhecer que nosso Deus é Triúno para participarmos Dele, desfrutá-Lo e experimentá-Lo.


O ESPÍRITO HUMANO
Também enfatizamos o espírito humano (Zc 12:1; Pv 20:27; Rm 8:16; 2 Tm 4:22). Assim como para o nosso alimento temos uma boca e um estômago, temos também um espírito humano, que é nossa boca espiritual e estômago espiritual. Em um rádio, o receptor é crucial. Podemos ter um rádio bem feito e bonito, mas se ele não tiver um recep­tor, ele é vazio. Somos um "rádio" para receber as riquezas divinas para dentro do "receptor" em nosso interior — nosso espírito humano.
Enfatizamos fortemente esses dois espíritos, o Espírito composto da Trindade e o espírito humano dentro de nós, porque o Espírito composto é a consumação do Deus Triúno alcançando-nos para nosso desfrute, e o espírito humano é o único meio para recebermos tal rico Espírito composto, para que possamos desfrutar as riquezas do Deus Triúno e experimentá-Lo diariamente, até mesmo em toda hora. Es­tamos aqui como um testemunho para que todo o povo de Deus hoje possa ter uma visão clara concernente à Trindade divina e para que nós mesmos possamos participar Dele e desfrutá-Lo o dia inteiro.



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EVIDÊNCIAS - Sodoma e Gomorra,2013 - TVNovoTempo

domingo, 14 de julho de 2013

Dilma pode sancionar lei que legaliza o aborto

Dilma pode sancionar lei que legaliza o aborto
O projeto passou "desapercebido" pelo Senado e pela Câmara
 A presidente Dilma Rousseff pode sancionar uma lei que abre brecha para a legalização do aborto no Brasil. O PLC 03/2013 foi aprovado na última semana pelo Senado garantindo uma série de tratamentos médicos para vítimas de estupro, incluindo a “profilaxia” da gravidez.
Embora o texto seja para garantir os cuidados médicos e psicológicos para mulheres que foram estupradas, na visão de organizações contra o aborto como é o caso do Instituto Pró-Vida, ligado à Igreja Católica, se for sancionado pela presidente, mulheres não vítimas de abuso também poderão se valer da lei para realizar aborto no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de medicamentos.
Antes de ser aprovado no Senado o projeto de lei 03/2013 passou pela Câmara e só agora é que as bancadas evangélica e católica perceberam que, por não detalhar o tratamento a ser dado, a proposta abre brecha para o aborto em geral.
O líder do PMDB na Câmara, o deputado evangélico Eduardo Cunha (RJ) disse que não notou o inciso IV do Parágrafo 3º que prevê a profilaxia da gravidez e por este motivo teria solicitado a prioridade na tramitação do projeto.
Assim que a aprovação do Senado aconteceu o Instituto Pró-Vida de Brasília, por meio do advogado Paulo Fernando Melo, entrou em contato com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, para alertá-lo, já que em 2010 ele foi o articulador entre o PT e a Igreja quando aborto tomou conta da campanha presidencial.
O PL 03/2013 foi baseado no antigo PL 60/99 da Câmara, assinado pela então deputada Iara Bernardi (PT-SP), a mesma autora do PLC 122/2006. No texto da ex-deputada o inciso IV do artigo 4º dizia “medicação com eficiência precoce para prevenir gravidez resultante de estupro”, a proposta foi engavetada e só voltou nos últimos meses estimulado por grupos feministas.

Fonte: http:noticias.gospelprime.com.brppl032013abortodilmarousseff

Feriados marcados para visita do Papa confundem cariocas

Imagem: Divulgação

Entender como funcionará os feriados municipais programados para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) está dando trabalho para os cariocas. Muita gente ainda não sabe o que vai ou não funcionar nos dias 23 (a partir das 16h); 25 e 26 (o dia inteiro); e 29 (até meio-dia) deste mês. Inclusive entidades que reúnem instituições como bancos e comércio. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), assim como os Correios, ainda não sabem informar como vão orientar seus associados a trabalhar nessas datas e horários. A confusão fez com que a prefeitura publicasse nesta quinta-feira (11) em seu site uma nota dando detalhes sobre o decreto, do dia 11 de junho, que estabelece para quem é feriado no Rio.
Na nota, consta que os feriados “valem para todas as categorias profissionais e atividades econômicas, como fábricas, serviços, empresas, bancos, universidades, etc. Para atender à grande demanda de peregrinos durante a JMJ, ficam excluídos do feriado apenas comércio de rua, bares, restaurantes, centros comerciais e shopping centers, galerias, estabelecimentos culturais e pontos turísticos. Serviços públicos essenciais serão mantidos”. Mas, além de gerar confusão, os feriados criados para facilitar a movimentação dos peregrinos provocam polêmica. Segundo Daniel Plá, professor do MBA de varejo da Fundação Getúlio Vargas, por exemplo, mesmo funcionando normalmente, as lojas do Centro devem ter um prejuízo de R$ 15 milhões por dia de feriado.
Também procuradas, entidades que representam empresários e industriais, como Sebrae e Firjan, evitaram calcular prejuízos ou comentar o assunto. E há quem reclame dos feriados municipais criados por decreto para facilitar o ir e vir de peregrinos de uma única religião num Estado que é laico.
Leonardo Maciel, presidente da Rio Eventos, empresa da prefeitura, disse que, antes de decretar os feriados, o município estudou casos de outras cidades, como Madri, onde já aconteceu a JMJ. Segundo ele, a decisão foi tomada pelo prefeito a partir do momento em que se detectou que as cidades onde acontecem as grandes concentrações de pessoas param.
Na sede da prefeitura, terão expediente o gabinete do prefeito e as seguintes secretarias: Governo, Casa Civil, Ordem Pública, Desenvolvimento Social, Saúde e Cultura. Também estão excluídos do feriado as subprefeituras, Comlurb, IplanRio, Riotur, Guarda Municipal, RioLuz, Planetário, RioZoo, CET-Rio e as secretarias de Proteção e Defesa do Consumidor, de Transportes, Conservação e Turismo. Todas as unidades de saúde, incluindo hospitais, UPAs, clínicas da família e postos de saúde, funcionarão normalmente.
Como as escolas estão em férias, não haverá aulas. A maioria dos shoppings já decidiu que vai funcionar. O Detran informou que o expediente na sede e em todas as unidades do município será até meio-dia no dia 23 e normal no dia 24. Não haverá expediente nos dias 25 e 26. O metrô funcionará normalmente. O esquema de funcionamento dos trens da SuperVia ainda não foi divulgado.
Fonte: O Globo

A serviço da causa gay, OAB quer cassar Feliciano e Bolsonaro

Imagem: Divulgação

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), tantas vezes omissa em casos de grande importância para o país, agora se coloca a serviço da causa gay e promove uma acusação formal em processo contra os deputados Marco Feliciano (PSC-SP) e Jair Bolsonaro (PP-RJ), alegando “Campanha de ódio”.
O pedido de representação enviado ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, pede que a Corregedoria da Câmara dos Deputados inicie o processo de julgamento de ambos por quebra de decoro parlamentar.
O processo encabeçado pela OAB inclui um grupo de mais de vinte entidades ligadas aos direitos humanos. O material apresentado como provas são vídeos considerados difamatórios com mensagens e discursos dos parlamentares.
A Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) da OAB recebeu o pedido dos deputados acusados na campanha difamatória, além de funcionários da secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, do Conselho Federal de Psicologia, além de ativistas dos movimentos indígena, de mulheres, LGBT, e de entidades que defendem negros e líderes da religião afro-brasileira.
Fonte: Gospel Prime

SÉRIE HISTÓRIA DA TEOLOGIA: 14 de julho na história da Teologia


14 de julho é o 195.º dia do ano no calendário gregoriano (196.º em anos bissextos). Faltam 170 para acabar o ano.

Eventos históricos

939 - É eleito o Papa Estêvão IX.
1099 - Os exércitos cristãos tomam Jerusalém, durante a Primeira Cruzada.
1570 - O papa São Pio V publica o Missal Romano do Concilio de Trento (a Missa tridentina) com a bula pontifícia Quo Primum Tempore.

Nascimentos

1602 - Jules Mazarin, cardeal e estadista francês nascido na Itália (m. 1661).
1816 - Arthur de Gobineau, filósofo francês (m. 1882).

Falecimentos

1614 - São Camilo de Lellis, fundador da Ordem dos Ministros dos Enfermos.

Feriados e eventos cíclicos

Dia de São Camilo de Lellis, para os católicos, patrono dos enfermos e dos hospitais.
Último dia das festas de São Firmino, em Pamplona, Espanha.

A revelação básica nas Escrituras Sagradas, de Witness Lee - Capítulo 2


Capítulo Dois

A REDENÇÃO DE CRISTO

Leitura da Bíblia: Jo 1:14; Hb 2:14; Rm 8:3; 2 Co 5:21; Jo 3:14; 1 Pe 2:24; 1 Co 15:3; Hb 9:28; Rm 6:6; Gl 2:20; Ef 2:15; Jo 12:24, 31; 19:34; 7:39; Lc 24:26; At 13:33; Rm 8:29; Hb 2:11, 12; 1 Pe 1:3; Ef 2:6; 1 Co 15:45; 2 Co 3:17,18; Jo 20:22; Ef 1:20, 21; At 2:36; Ef 1:22, 23; At 2:33

Deus criou o céu e a terra com o homem como o cabeça e o centro. Então o homem caiu. Aos olhos de Deus, a queda do homem envolveu toda a criação. Para redimir essa criação caída, Deus veio no Filho.
Redenção não foi um pensamento posterior. Ela foi preordenada por Deus. Em 1 Pedro 1:19, 20 nos diz que o Redentor, Cristo, era preconhecido por Deus antes da fundação do mundo. Neste versículo, "mundo" refere-se a todo o universo. Antes da fundação do universo, Deus sabia que o homem cairia. Assim, Deus preordenou o Filho, Cristo, para ser o Redentor. Podemos ver nisso que a redenção de Deus não foi acidental.
Mais adiante, Apocalipse 13:8 diz que o Cordeiro, isto é, o Redentor, Cristo, foi imolado "desde a fundação do mundo." Desde o tempo em que a criação veio à existência, aos olhos de Deus, Cristo, como o Cordeiro ordenado por Deus, foi imolado. Aos nossos olhos, Cristo foi crucificado a menos de dois mil anos atrás. Mas, à vista de Deus, Ele foi imolado desde o dia em que a criação veio à existência, por­que Deus preconhecia que Sua criação cairia.
Esses versículos mostram que a redenção de Deus não era um pensamento posterior, mas algo ordenado, planejado, e preparado por Deus na eternidade passada. Como devemos valorizar este fato acerca da redenção que desfrutamos em Cristo!

DEUS ENCARNADO
O primeiro passo no cumprimento da redenção de Deus foi a encarnação. Foi certamente uma coisa maravilhosa para Deus vir para dentro do homem e nascer da humanidade por meio de uma virgem. O nosso Deus tornou-se um homem! Na criação, Ele era o Criador. Mas embora tivesse criado todas as coisas, Ele não entrou em nenhuma das coisas que Ele criara. Mesmo ao criar o homem, Ele somente soprou o fôlego de vida para dentro dele (Gn 2:7). Ele ainda estava fora do homem. Seu sopro, de acordo com Jó 33:4, deu vida ao homem; entretanto, Ele próprio não veio para dentro do homem. Até a encarnação, Ele estava separado do homem. Mas com a encarnação, Ele pessoalmente entrou no homem. Ele foi concebido e então permaneceu no ventre da virgem por nove meses, após o que Ele nasceu.


A Palavra Tornando-se Carne
De acordo com João 1:14, Ele tornou-se não somente um homem; Ele tornou-se carne. A carne nesse versículo refere-se ao homem depois da queda. O homem em Gênesis 1 e 2 não havia caído, mas depois, em Gênesis 3, ele caiu. A palavra carne, referindo-se ao homem depois da queda, sempre possui uma conotação negativa. Nenhuma carne pode ser justificada perante Deus por obras (Rm 3:20). Carne refere-se ao homem caído, e Cristo, como o Filho de Deus, tornou-se um homem. Ele tornou-se carne.

Na Semelhança da Carne do Pecado
Eu não quero dizer que Ele tornou-se um pecador. A Bíblia é muito cuidadosa sobre esse assunto. Se a Bíblia con­tivesse somente João 1:14, poderíamos pensar que Ele se tornou uma pessoa pecaminosa. Mas a Bíblia também contém Romanos 8:3, que diz que Deus enviou Seu Filho "na semelhança da carne do pecado". Cristo tornou-se carne, mas Ele estava somente na semelhança da carne do pecado. Não havia pecado em Sua carne. Ele tinha somente a semelhança, não a natureza pecaminosa, da carne. Paulo compôs esta frase com três palavras: semelhança, carne e pecado. Dizer somente carne do pecado indicaria carne pecaminosa. Louvado seja o Senhor que a Escritura acrescenta "em semelhança", indicando que na natureza humana de Cristo não havia pecado, mesmo que aquela natureza possuísse a semelhança, a aparência da carne do pecado. Mais ainda, Paulo não diz que Deus enviou Seu Filho na semelhança da carne e parou aí. Ele acrescenta "do pecado". Semelhança denota fortemente que a humanidade de Cristo não tinha pecado, mas que Sua humanidade ainda estava de alguma maneira relacionada ao pecado.
Em outro versículo, em 2 Coríntios 5:21, Paulo diz que Cristo "não conheceu pecado". Isso quer dizer que Ele não tinha pecado. Todavia, em 2 Coríntios 5:21 também diz que Aquele que não tinha pecado foi feito pecado por Deus. A nossa mente não pode entender isso. Se as Escrituras não fossem escritas desta forma, pareceria herético dizer que Cristo foi feito pecado; mas Cristo foi feito pecado por nós como nosso substituto total. Se isso não tivesse acontecido, não poderíamos ter sido salvos. "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós." Aquele a quem Deus fez pecado, não conheceu pecado.
Esse problema está retratado no Velho Testamento no tipo da serpente de bronze, descrito em Números 21. Quan­do os filhos de Israel pecaram contra Deus, eles foram picados por serpentes e morreram. Moisés buscou a Deus por eles, e Deus disse a ele para fazer uma serpente de bronze e erguê-la numa haste. Quem quer que olhasse para a serpente de bronze viveria, e muitos olharam (vs. 6-9).
Então em João 3, o Senhor Jesus falou a Nicodemos acerca da regeneração. Nicodemos era um mestre da Bíblia (v. 10) e ensinava o Velho Testamento, especialmente o Pentateuco. "Nicodemos disse: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?" (v. 4). O Senhor quis dizer que, se ele pudesse voltar ao ventre materno e tornar a nascer, ainda seria carne: "O que é nascido da carne, é carne" (v. 6). Nas­cer de novo não é nascer uma segunda vez da carne, mas nascer do Espírito. "O que é nascido do Espírito, é espírito" (v.6).
Nicodemos queria saber como seriam essas coisas. Então o Senhor Jesus disse a ele em um tom de repreensão: "Tu és mestre em Israel, e não compreendes estas coisas?" (v. 10). Ele, em seguida, citou a Nicodemos a passagem de Números 21: "E do modo por que Moisés levantou a ser­pente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna" (vs. 14,15).
Esse retrato indica claramente que a serpente de bronze possui somente a aparência, a semelhança da serpente, mas não a sua natureza venenosa. Isso corresponde à palavra de Paulo "na semelhança da carne do pecado".
Quando Cristo morreu na cruz, Ele não somente era um Cordeiro aos olhos de Deus, mas também uma serpente. Esses aspectos de Cristo estão, ambos, em João. Em João 1:29 há referência ao Cordeiro de Deus, e 3:14, ao Filho do homem, Cristo, erguido como a serpente de bronze no deser­to. Quando Cristo, nosso Redentor, estava sobre a cruz, por um lado, Ele era o Cordeiro de Deus para levar embora o nosso pecado; por outro lado, Ele era uma serpente. A Pala­vra Santa nos diz que quando Cristo morreu na cruz, aos olhos de Deus Ele era como uma serpente de bronze. En­fatizo isso porque precisamos conhecer que tipo de redenção o Senhor Jesus cumpriu por nós.
A fim de cumprir uma redenção plena, Ele como c Filho de Deus tornou-se carne. A Palavra encarnou-se. João, porém, não disse que a Palavra tornou-se um homem; ele disse: "A Palavra se fez carne". No tempo na encarnação, "carne" era um termo negativo. Mas devemos ser cuidadosos ao dizer isso. A serpente certamente é negativa, mas esta ser­pente é uma serpente de bronze. Ela possui somente a aparência de uma serpente; ela não tem a sua natureza. Você acha que, quando Cristo foi feito pecado, Ele tinha natureza pecaminosa? Absolutamente não!  É por isso que Paulo modifica sua palavra dizendo: "aquele que não conheceu pecado ". Mesmo que Ele tenha sido feito pecado por Deus, Ele não tinha pecado Nele e não conheceu pecado. O nosso Senhor é um Redentor maravilhoso. A Bíblia nos diz que Deus tornou-se um homem na semelhança da carne caída e pecaminosa.

Participando da Carne e Sangue do Homem
Encarnação também tem um lado positivo. Ela trouxe Deus para dentro do homem. Ela fez Deus e o homem um. Aproximadamente dois mil anos atrás, houve um Homem nesta terra que era uma combinação de Deus e homem. Jesus Cristo era somente homem? Ele era somente Deus? Ele era tanto Deus como homem. Muitos mestres da Bíblia chamam-No o homem-Deus. Ele não era meramente um homem de Deus, mas um homem-Deus. Ele era o Deus completo e um Homem perfeito.
De acordo com a revelação genuína da Bíblia, em tal encarnação, nem a natureza de Deus nem a natureza do homem foram perdidas e nem uma terceira natureza foi produzida. Cristo é um homem-Deus tanto com a natureza divina como com a natureza humana existindo Nele distinta­mente.
O nosso Redentor é um homem-Deus. Pela Sua encarnação para o cumprimento da redenção, Ele, como o próprio Deus, tomou a iniciativa de fazer-se um com o homem. Ele participou da carne e sangue do homem. Hebreus 2:14 nos diz: "Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também Ele, igualmente, participou." Se Ele não tivesse o sangue do homem, como Ele poderia ter derramado Seu sangue pelos pecados do homem? Sem derramamento de sangue não há perdão de pecados (Hb 9:22). Como seres humanos, precisamos do sangue humano para lavar os nossos pecados. Porque nosso Redentor participou do sangue do homem, Ele pôde derramar Seu sangue por nossos pecados.

Ainda com o Pai
Quando o Filho de Deus encarnou-se, Ele não deixou o Pai nos céus. Embora eu pensasse assim há mais de cinqüenta anos, gradualmente descobri, por estudar a Palavra, que o Filho e o Pai não podem ser separados. Eles são distintos, mas não separados. O próprio Filho nos diz claramente que Ele veio em nome do Pai (Jo 5:43) e que o Pai estava com Ele todo o tempo (Jo 16:32). Ele e o Pai são um (Jo 10:30; 17:22).
Como cristãos, cremos que há somente um Deus. Crer no triteísmo, que há três Deuses, é uma grande heresia. Temos somente um Deus, todavia nosso Deus é triúno. Ele é três em Sua Divindade: o Pai, o Filho, e o Espírito. Todavia Ele é um Deus. Não temos como conciliar isso. Entretanto, conhecemos o fato manifestado de que Deus é triúno, que Ele é três-um.
O plano de Deus é principalmente a obra do Pai, Sua redenção é principalmente a obra do Filho e Sua aplicação é principalmente a obra do Espírito. O Pai planejou, o Filho redimiu e o Espírito aplica.
Os três são distintos mas não separados. Quando o Filho veio, o Pai veio com Ele. Quando o Espírito veio, o Filho e o Pai vieram (Jo 14:17, 23). Não cremos no modalismo, uma heresia que diz que quando o Filho veio, o Pai deixou de exis­tir, e então quando o Espírito veio, o Filho deixou de existir. Cremos que Deus é três-um, o Pai, o Filho e o Espírito como um Deus coexistindo e coinerindo de eternidade a eter­nidade.

CRUCIFICADO
A encarnação foi maravilhosa e a crucificação é maravi­lhosa. Não temos palavras para explicar a encarnação na totalidade, nem podemos explicar totalmente o fato da morte de Cristo.

Carregando os Nossos Pecados
Na cruz, Cristo carregou os nossos pecados. Três versículos são muito claros a este respeito: 1 Pedro 2:24, 1 Coríntios 15:3 e Hebreus 9:28. Todos estes versículos dizem que Cristo carregou os nossos pecados. De acordo com Isaías 53:6, quando Cristo estava na cruz, Deus tomou todos os nos­sos pecados e os colocou sobre este Cordeiro de Deus.
Se ler nos quatro Evangelhos a respeito da morte de Cristo, você verá que Ele foi crucificado das nove horas da manhã, a hora terceira (Mc 15:25), até às três horas da tarde, a hora nona (Mc 15:33; Mt 27:46). Entre estas seis horas houve o meio-dia, a hora sexta (Mc 15:33). O meio-dia dividiu estas seis horas em dois períodos de três horas cada. A perseguição humana ocorreu nas três primeiras horas. O homem pregou-O na cruz, escarneceu Dele e afligiu-O de toda maneira possível. Então, nas últimas três horas, Deus veio para julgá-Lo (Is 53:10). Isso é demonstrado pela escuridão que veio sobre toda a terra ao meio-dia. Deus colocou todos os pecados da humanidade sobre Ele.

Feito Pecado por Nós
Nas últimas três horas, aos olhos de Deus, Cristo foi feito pecado. Foi, então, na cruz que Deus condenou o pecado na carne de Cristo. Romanos 8:3 diz que Deus, man­dando Seu próprio Filho na semelhança da carne do pecado (como a serpente de bronze na forma de uma serpente — Jo 3:14), condenou o pecado na carne. O pecado foi condenado. O pecado foi julgado na cruz. Cristo não somente carregou os nossos pecados, como foi feito pecado por nós (2 Co 5:21) e foi julgado por Deus uma vez por todas.

Com o Nosso Velho Homem e Toda a Velha Criação
Ainda mais, quando Cristo foi crucificado, todos Seus crentes foram crucificados com Ele (Gl 2:20). Quando Ele se encarnou, Ele tomou-nos sobre Si. Ele vestiu sangue e carne.
Portanto, quando Ele foi crucificado, fomos crucificados com Ele. Do ponto de vista de Deus, antes de nascermos, já estávamos crucificados em Cristo. Quando Cristo foi crucificado, não somente os nossos pecados foram tratados e nem somente o nosso pecado foi tratado; nós mesmos fomos crucificados. Assim, Romanos 6:6 diz: "Foi crucificado com Ele o nosso velho homem".
Além disso, toda criação também foi crucificada ali. Quando Cristo morreu, o véu do templo rasgou-se de alto a baixo (Mt 27:51). De alto a baixo indica que isso não foi um feito do homem, mas um feito de Deus, do alto. Deus rasgou aquele véu em duas partes. No véu havia querubins bordados (Ex 26:31). De acordo com Ezequiel 1:5, 10 e 10:14, 15, querubins eram seres viventes. Os querubins no véu, então, indicavam os seres viventes. Sobre a humanidade de Cristo estavam todas as criaturas. Quando o véu foi rasgado, todas as criaturas foram crucificadas. Por isso podemos ver que a morte de Cristo foi todo-inclusiva. Ela tratou os nossos pecados, o nosso pecado, o nosso eu, o nosso velho homem e toda a velha criação. Pecados, pecado, homem c toda a criação foram tratados na cruz.

Abolindo a Lei dos Mandamentos na Forma de Ordenanças
Em Efésios 2:15 Paulo nos diz que por Sua morte na cruz, Cristo aboliu a lei dos mandamentos na forma de ordenanças. No Velho Testamento havia muitas ordenanças. A principal era a circuncisão, que dividia os judeus dos gen­tios. Os judeus até usavam o termo "incircuncisão" ao referir-se aos gentios, enquanto consideravam-se a circuncisão. Circuncisão, portanto, era uma marca de separação. Os judeus também guardavam o sétimo dia, outra ordenança que os fazia diferentes dos gentios. Ambas ordenanças Cristo aboliu na cruz (Cl 2:14, 16).
Outras ordenanças dos judeus eram os regulamentos de dieta. Em Atos 10, entretanto, enquanto Pedro estava orando no eirado, uma visão veio a ele (vs. 9-16). O Senhor disse a
Pedro para comer os animais que ele considerava comuns e imundos. Assim, circuncisão, o sábado e os regulamentos de dieta foram totalmente abolidos. Essas ordenanças tinham sido uma parede de separação forte e alta entre os judeus e os gentios, mas agora ela foi derrubada. Não há mais ne­nhuma separação. Os judeus e os gentios podem ser edifícados juntos como o Corpo de Cristo.
As ordenanças foram abolidas, mas e quanto às diferenças entre as raças, tais como entre negros e brancos? Na redenção completa de Cristo todas essas diferenças também foram abolidas. Ele pôs de lado toda a inimizade. Muitos ainda não vivem de acordo com isso. Os judeus ainda guardam a circuncisão, o sábado e os regulamentos de dieta. Até mesmo muitos cristãos ainda têm inimizade.
Por meio de Sua morte única, Cristo levou embora todos os nossos pecados e o pecado; Ele crucificou o velho homem, terminou a velha criação e aboliu as diferenças entre as raças. Agora não estamos em nós mesmos — estamos em Cristo. Nele não há pecados. Nele não há o pecado. Nele não existe o velho homem e nem a velha criação. A igreja é simples­mente Cristo (1 Co 12:12). O próprio conteúdo, o constituinte da igreja é Cristo (Cl 3:10, 11). No novo homem não há grego nem judeu, nem posição social, nem distinção de raças, nem diferenças de nacionalidades; Cristo é tudo e em todos (Cl 3:11). Em Cristo, os pecados, o pecado, o velho homem, a velha criação e todas as ordenanças são anulados.

Destruindo Satanás e Julgando o Mundo
A carne foi crucificada com Cristo. Porque a carne está relacionada a Satanás, ao crucificar a carne Cristo destruiu Satanás. É por isso que Hebreus 2:14 diz que pela Sua morte Ele destruiu o diabo. Por João 12:31 sabemos que quando Cristo foi crucificado, Ele expulsou Satanás, o governador do mundo, e julgou o mundo.
Por volta de 1935 ouvi uma mensagem dada pelo irmão Watchman Nee em Xangai. Ele disse que, se fosse a um crente jovem e perguntasse a ele quem morreu na cruz, ele diria que seu Redentor tinha morrido na cruz tanto pelos seus pecados como pelo seu pecado. Se fosse a outro mais avançado e perguntasse a ele quem havia morrido na cruz, ele diria que Cristo morreu lá, carregando seus pecados, o pecado e ele próprio (Gl 2:20). Alguém ainda mais avançado na vida cristã lhe diria que Cristo morreu na cruz pelos seus pecados, pelo pecado e por ele próprio com toda a criação. Uma quinta categoria de cristãos diria que Cristo morreu na cruz não somente pelos seus pecados, pelo pecado e por eles próprios com toda a criação, mas também para destruir Satanás e julgar o mundo.
Mais tarde comecei a ver que havia a necessidade de um avanço posterior em perceber a morte de Cristo, isto é, a abolição das ordenanças. Todas as ordenanças — os hábitos, costumes, tradições e práticas entre a raça humana — foram abolidas na cruz. A crucificação de Cristo foi a terminação universal de todas as coisas negativas. Aleluia por tal terminação!

Liberando a Vida Divina
A morte de Cristo não somente foi uma morte terminadora, mas também liberadora. Sua morte liberou a vida divina escondida dentro Dele (Jo 1:4). Em João 12:24 diz que um grão de trigo permanece só a menos que seja plantado na terra. Se ele é plantado na terra, ele morre e então cresce para tornar-se muitos grãos. Isso ilustra a morte liberadora de Cristo. Sua morte não somente termina todas as coisas negativas; ela também libera vida divina — a única coisa positiva em todo o universo.
Quando Cristo morreu, um soldado traspassou Seu lado e saiu sangue e água (Jo 19:34). Estes são símbolos. Sangue significa redenção, e água significa vida. Sangue e água são símbolos dos dois aspectos da morte de Cristo. O aspecto negativo é a redenção, e o aspecto positivo é o liberar da vida divina. Ele morreu, e a vida dentro Dele foi liberada. Por Sua morte não somente o sangue redentor fluiu; a vida divina também fluiu Dele. Hoje, quando cremos Nele, recebemos o sangue e obtemos a água viva, a vida divina. Recebemos redenção e obtemos vida eterna.


RESSURRETO
No terceiro dia depois de Sua morte, Cristo ressuscitou. Algumas coisas maravilhosas foram executadas por meio de Sua ressurreição.

Glorificado na Vida Divina
Primeiramente, em Sua ressurreição Cristo foi glorificado. Quando uma semente de cravo é plantada, ela morre sob a terra, e então cresce. Quando floresce, aquele florescer é sua glorificação. Jesus foi a única semente da vida divina. Antes de Sua morte, a vida divina estava oculta dentro Dele. Sua humanidade era a casca. Quando Sua humanidade foi quebrada na cruz, a vida divina saiu de dentro Dele, e Ele foi glorificado naquela vida (Jo 7:39; Lc 24:26). A entrada de Cristo na ressurreição foi como o florescer da semente de cravo: Ele foi glorificado.

Tornando-se o Filho Primogênito de Deus com Muitos Irmãos
Em segundo lugar, em ressurreição Cristo nasceu como o Filho primogênito de Deus. Poucos cristãos percebem que para Jesus Cristo a ressurreição foi um nascimento. Encarnação foi Seu nascimento como um homem, mas ressurreição foi Seu nascimento em Sua humanidade como o Filho primogênito de Deus (At 13:33).
Cristo, como o Filho de Deus, tem dois aspectos. Antes da Sua ressurreição Ele era o Filho unigênito (Jo 1:14; 3:16); então, em ressurreição Ele nasceu de Deus como o Filho primogênito. Quando Cristo se encarnou, Ele vestiu a humanidade; entretanto, Sua humanidade não era divina. Foi por meio de Sua morte e ressurreição que Sua humanidade foi levada para dentro da divindade. Assim, Atos 13:33 nos diz que em Sua ressurreição Ele nasceu. O Filho unigênito tornou-se o Filho primogênito (Rrn 8:29).
Em Efésios 2:6 nos diz que na ressurreição de Cristo nós, Seus crentes, também fomos ressuscitados. Quando Ele foi crucificado, nós fomos crucificados. Quando Ele foi res­suscitado, nós fomos ressuscitados. Em Sua ressurreição Ele nasceu como o Filho primogênito de Deus, e nós também nascemos como os muitos filhos de Deus. Ele tornou-se o Primogênito, e nós nos tornamos Seus muitos irmãos (Jo 20:17; Hb 2:11,12).
A Bíblia deixa claro que, antes de nascermos, nós fomos crucificados com Cristo e ressuscitados com Ele. Na ressurreição Ele nasceu como o Filho primogênito de Deus, e em Sua ressurreição nós também nascemos como os muitos Filhos de Deus (1 Pe 1:3). Ele tornou-se o Primogênito entre nós, Seus muitos irmãos.

Tornando-se o Espírito que Dá Vida
Em ressurreição Cristo também tornou-se Espírito que dá vida (1 Co 15:45). Este versículo em 1 Coríntios é um dos versículos mais negligenciados na Bíblia. Na ressurreição, o tema de 1 Coríntios 15, Cristo como o último Adão, por meio de Sua morte e ressurreição, tornou-se Espírito que dá vida. Muitos cristãos consideram Cristo como seu Redentor, mas poucos consideram-No como um Espírito que dá vida. Mas nosso Redentor é o Espírito que dá vida na ressurreição. Pela Sua morte Ele nos redimiu; na Sua ressurreição Ele infunde-se para dentro de nós como vida.
Depois de Sua ressurreição e na Sua ressurreição, Ele tornou-se o Cristo pneumático. O Cristo pneumático é idên­tico ao Espírito. É por isso que em 2 Coríntios 3:17 diz: "O Senhor é o Espírito". Hoje, em ressurreição, o próprio Cris­to, nosso Redentor, é idêntico ao Espírito que dá vida a nós.

Soprando para dentro de Seus Crentes
João 20 revela que depois de Sua morte e em Sua
ressurreição, Cristo voltou. Ele retornou de uma forma maravilhosa. Os discípulos estavam numa casa com as portas fechadas com medo dos judeus (v. 19). Repentinamente, Jesus estava ali dizendo a eles: "Paz seja convosco". Ele não os ensinou e não lhes deu nenhum sermão como fez no monte. Ele simplesmente soprou para dentro deles e disse-lhes: "Recebei o Espírito Santo" (v. 22), o Sopro Santo, o Pneuma Santo.
Cristo apareceu sem bater na porta porque em ressurreição Ele é o Espírito. Ele tinha um corpo ressurreto, que é chamado corpo espiritual (1 Co 15:44; Jo 20:27). Não podemos explicar isso, mas isso é um fato revelado na Bíblia. Desde o tempo de Sua ressurreição, Cristo nunca deixou os crentes. Aqui e ali Ele aparecia a eles, mas estava sempre com eles.
Considere, então, o que está incluído em Sua ressurreição: Ele foi glorificado, tornou-se o Filho primogênito de Deus, fazendo de todos nós Seus irmãos, e Ele tornou-se o Espírito que dá vida soprado para dentro de nós para estar conosco para sempre (Jo 14:16-20).


EXALTADO
Após Sua ressurreição, em Sua ascensão Cristo foi gran­demente exaltado (Ef 1:20, 21). Ele foi feito Senhor e Cristo (At 2:36), e a Ele foi dado ser Cabeça sobre todas as coisas para a igreja, a qual é o Seu Corpo (Ef 1:22, 23). O nosso Cabeça, Cristo, não é somente nossa Cabeça, mas é Cabeça sobre todas as coisas para nós.
Em Sua ascensão Cristo derramou o Espírito Santo sobre Seus crentes (At 2:33). Este foi o batismo genuíno do Espírito que formou o Corpo de Cristo (1 Co 12:13). Em Sua ressurreição Ele soprou o Espírito Santo para dentro de Seus discípulos; então, em Sua ascensão, Ele derramou Seu Espírito sobre Seus crentes. Isso quer dizer que, dentro dos discípulos e sobre eles havia somente o Espírito. Dentro es­tava o Espírito e fora estava o Espírito. Dentro estava o Espírito que enche interiormente, e fora estava o Espírito derramado. Isso foi cumprido uma vez por todas e é um fato eterno do qual participamos.
Encarnação é um fato, e crucificação é um fato, incluin­do todas as realizações do Senhor na cruz. Ressurreição também é um fato. Em Sua ressurreição, Cristo tornou-se o Primogênito, fazendo-nos todos Seus irmãos, e Ele também tornou-se o Espírito que dá vida soprado para dentro de nós. Ainda mais, a ascensão é um fato. Em Sua ascensão Cristo foi feito Cabeça sobre todas as coisas, Ele foi feito Senhor e Cristo, e Ele derramou-se como o Espírito sobre todos nós. Agora estamos Nele. Ele está nos céus, e assim também nós (Ef 2:6). Ele está dentro de nós e sobre nós, e nós estamos Nele. Esta é a redenção completa de Cristo.