Sítio internético onde todos os assuntos teológico-eclesiásticos podem aparecer. “Se a Igreja de hoje não reconquistar o espírito de sacrifício de seus primeiros tempos, perderá sua autenticidade, a lealdade de milhões, e será relegada à categoria de um clube social sem importância, sem significação no século vinte.” (Martin Luther King)
domingo, 18 de agosto de 2013
sábado, 10 de agosto de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
O EVANGELHO DE JUDAS
O EVANGELHO DE JUDAS
NTRODUÇÃO
Relato secreto da revelação que Jesus falou em conversa com Judas
Iscariotes, durante uma semana, três dias antes que ele celebrasse a Páscoa.
O MINISTÉRIO TERRESTRE DE JESUS
Quando
Jesus apareceu na Terra, ele executou milagres e grandes maravilhas para a
salvação da humanidade. E desde então alguns [caminharam] de maneira reta,
enquanto outros tomaram o caminho de suas transgressões, e os doze discípulos
foram chamados.
Ele
começou a falar com eles sobre os Mistérios do outro mundo e o que aconteceria
no fim. Freqüentemente ocorria de ele não aparecer aos seus discípulos como ele
mesmo, mas sim como uma criança.
CENA 1
Jesus
dialoga com seus discípulos:
A
oração de ação de graças ou eucaristia
Um
dia Ele estava com seus discípulos na Judéia, e ele os encontrou reunidos e
sentados em piedosa prática. Quando ele [se aproximou] seus discípulos, [34]
reunidos e sentados, fizeram uma oração de ação de graças sobre o pão, [ele]
riu.
Os
discípulos disseram-[lhe], “Mestre, por que estás rindo de [nossa] oração de
ação de graças? Nós fizemos o que é certo.”
Ele
respondeu e lhes disse, “Eu não estou rindo de vocês. [Vocês] não estão fazendo
isto devido às suas próprias vontades, mas sim porque é através disto que seu
Deus [será] louvado.”
Eles
disseram, “Mestre, tu és […] o Filho de nosso Deus.”
Jesus
lhes disse, “Como vocês me conhecem? Verdadeiramente [eu] digo a vocês, nenhum
membro da geração das pessoas que estão entre vocês, me conhecerá.”
OS DISCÍPULOS SE ENCOLERIZAM
Quando
seus discípulos ouviram isto, começaram a ficar bravos e enfurecidos, e
começaram a blasfemar contra Jesus em seus corações.
Quando
Jesus observou a falta de [entendimento deles, disse] a eles, “Por que isso os
encolerizou? Seu Deus, que está dentro de vocês, e […], [35] provocou a cólera
[dentro] de suas almas. [Deixe] qualquer um de vocês, que seja [forte o
bastante] entre os seres humanos, manifestar o humano perfeito, e se levante
ante minha face.”
Todos
eles disseram, “Nós temos a força”.
Mas
seus espíritos não ousaram ficar de pé ante [Jesus], exceto Judas Iscariotes.
Ele foi capaz de levantar-se ante Jesus, mas não pôde olhá-lo nos olhos, e
Judas virou sua face.
Judas
lhe [disse], “Eu sei quem tu és e de onde vieste. Tu és do reino imortal de
Barbelo. E não sou digno de mencionar o nome daquele que te enviou.”
JESUS FALA COM JUDAS PARTICULARMENTE
Sabendo
que Judas estava refletindo sobre algo que era exaltado, Jesus lhe disse,
“Afaste-se dos outros e eu poderei te falar sobre os Mistérios do Reino. É
possível você alcançá-lo, mas você sofrerá muito. [36] Pois outra pessoa o
substituirá, para que os doze [discípulos] possam vir novamente a se realizar
com seu Deus.”
Judas
lhe disse, “Quando tu me contarás estas coisas e [quando] virá o grande dia da
luz do amanhecer para a geração?”
Mas
quando ele falou isso, Jesus o deixou.
CENA 2: Jesus aparece novamente a
seus discípulos
Na
manhã seguinte, depois do que aconteceu, Jesus [apareceu] novamente a seus
discípulos.
Eles
lhe disseram, “Mestre, para onde foste e o que fizeste quando tu nos deixaste?”
Jesus
lhes disse, “Eu fui para uma outra grande e sagrada geração.”
Seus
discípulos lhe perguntaram, “Senhor, o que é a grande geração, que é superior a
nós e mais santa que nós, que não está agora nestes reinos?”
Quando
Jesus ouviu isto, riu e lhes disse, “Por que vocês estão pensando, em seus
corações, na forte e sagrada geração? [37] Verdadeiramente [eu] digo a vocês
que ninguém nascido [deste] eon verá essa [geração], e nenhuma hoste de anjos
das estrelas regerá aquela geração, e nenhuma pessoa de nascimento mortal pode
se associar com ela, porque aquela geração não vem de […] que se tornou […]. A
geração das pessoas dentre [vocês] é proveniente da geração da humanidade […]
poder, o qual [… os] outros poderes […] pelo [qual] vocês regem.”
Quando
[seus] discípulos ouviram isto, ficaram turbados de espírito. Não puderam dizer
uma só palavra.
Num
outro dia Jesus apareceu [a eles]. Eles disseram [a ele], “Mestre, nós o vimos
em uma [visão], porque tivemos grandes [sonhos…] noite […].”
[Ele
disse], “Por que têm [vocês… quando] [ vocês ] foram se esconder?” [38]
OS DISCÍPULOS VÊEM O TEMPLO E DISCUTEM
O OCORRIDO
Eles
[disseram, “Nós vimos] uma grande [casa com um grande] altar [em seu interior,
e] doze homens — eles são os sacerdotes, diríamos — e um nome; e uma multidão
de pessoas está esperando naquele altar, [até] os sacerdotes [… e recebem] as
oferendas. [Mas] nós ficamos esperando.”
[Jesus
disse], “Como são [os sacerdotes]?
Eles
[disseram, “Alguns…] duas semanas; [alguns] sacrificam seus próprios filhos,
outros suas esposas, em louvor [e] humildade entre si; alguns dormem com
homens; alguns estão envolvidos em [massacres]; alguns cometem uma infinidade
de pecados e de ações ilegais. E os homens que estão de pé [diante] do altar
invocam teu [nome], [39] e em todas as suas ações deficientes, os sacrifícios
são concluídos […].”
Depois
que disseram isto, ficaram quietos, porque estavam preocupados.
JESUS OFERECE UMA INTERPRETAÇÃO
ALEGÓRICA DA VISÃO DO TEMPLO
Jesus
lhes disse, “Por que vocês estão preocupados? Verdadeiramente eu digo a vocês,
todos os sacerdotes que estavam de pé ante aquele altar invocavam meu nome.
Novamente eu lhes digo, meu nome foi escrito nisto […] das gerações das
estrelas através das gerações humanas. [E eles] plantaram árvores sem frutos,
em meu nome, de uma maneira vergonhosa.”
Jesus
lhes disse, “Aqueles que vocês viram recebendo as oferendas no altar —aqueles
são vocês. Esse é o Deus que vocês servem, e vocês são aqueles doze homens que
vocês viram. O gado que vocês viram sendo trazido para o sacrifício são as
várias pessoas que vocês extraviaram [40] diante daquele altar. […] estarão de
pé e farão uso de meu nome deste modo, e gerações de piedosos permanecerão
leais a ele. Depois disto um outro homem estará lá de pé [pelos fornicadores],
e outro [irá] se levantará lá pelos assassinos de crianças, e outro pelos que
dormem com homens, e pelos que se abstêm, e pelo resto das pessoas de
corrupção, e ilegalidade e erro, e os que dizem, ‘Nós somos como os anjos’;
eles são as estrelas que trazem tudo à sua conclusão. Pois foi dito às gerações
humanas, “Vejam, Deus recebeu vosso sacrifício das mãos de um sacerdote — isso
é, de um ministro do erro. Porém é o Senhor, o Senhor do universo que comanda
‘No último dia eles serão envergonhados’”. [41]
Jesus
[lhes]disse, “Parem de sacr[ificar…] o que vocês têm […] sobre o altar, desde
que eles estão sobre suas estrelas e seus anjos e já lá chegaram às suas
conclusões. Assim, deixem ser [enlaçados] antes de vocês, e os deixem ir [—
aproximadamente 15 linhas se perderam—] gerações […]. Um padeiro não pode
alimentar toda a criação [42] sob o [céu]. E […] para eles […] e […] para nós e
[…].
Jesus
disse-lhes, “Parem de discutir comigo. Cada um de vocês tem sua própria
estrela, e tod[os —aproximadamente 17 linhas se perderam—] [43] em […] quem
veio [… fonte] para a árvore […] deste eon […] durante um tempo […] mas ele
veio para banhar o Paraíso de Deus, e a [geração] que perdurará, porque [ele]
não manchará o [caminho de vida da]quela geração, mas […] por toda a
eternidade.”
JUDAS PERGUNTA A JESUS SOBRE AQUELA
GERAÇÃO
E SOBRE AS GERAÇÕES HUMANAS
Judas
perguntou a [ele, “Rabb]i, que tipo de fruto esta geração produz?”
Disse-lhe
Jesus, “As almas de todas as gerações humanas morrerão. Porém, quando estas
pessoas completarem o tempo do reino e o espírito as deixar, seus corpos
morrerão, mas suas almas estarão vivas, e eles serão levados.”
Judas
disse, “E o que fará o restante das gerações humanas?”
Jesus
disse, “É impossível [44] plantar sementes nas [pedras] e colher seus frutos.
[Esta] também é a maneira […] a geração [maculada] […] e a Sophia corruptível
[…] a mão que criou as pessoas mortais, de forma que suas almas vão até os
reinos eternos do alto. [Verdadeiramente] eu te digo, […] anjo […] poder poderá
ver que […] estes para quem […] gerações santas […].”
Depois,
que Jesus disse isto, partiu.
CENA 3: Judas narra uma visão e Jesus
responde
Judas
falou, “Mestre, como tu escutaste a todos eles, agora também escuta-me, pois eu
tive uma grande visão”.
Quando
Jesus ouviu isto, ele riu e disse-lhe, “Você décimo terceiro espírito, por que
tenta tão esforçadamente? Mas fala, e eu serei tolerante contigo.”
Judas
lhe disse, “Na visão eu me vi sendo apedrejado pelos doze discípulos, e [45]que
estavam perseguindo- [me severamente]. E eu também vim para o lugar onde […]
depois de ti. Eu vi [uma casa…], e meus olhos não puderam [entender] seu
tamanho. Grandes pessoas estavam cercando-a, e aquela casa [tinha] uma
cobertura de folhagem, e no meio da casa havia [uma multidão — faltam duas
linhas —], dizendo, ‘Mestre, leva-me juntamente com estas pessoas’”.
[Jesus]
respondeu e disse, “Judas, tua estrela te extraviou.” Ele continuou, “Nenhuma
pessoa de nascimento mortal é merecedora de entrar na casa que você viu, pois
aquele lugar está reservado para o sagrado. Nem o sol nem a lua regerão lá, nem
o dia, mas o sagrado habitará lá sempre, no reino eterno com os anjos santos.
Olhe, eu te expliquei os mistérios do reino [46] e eu te ensinei a respeito do
erro das estrelas; e […] envie-o […] nos doze eons.”
JUDAS PERGUNTA SOBRE SEU PRÓPRIO
DESTINO
Judas
disse, “Mestre, poderia ser que minha semente estivesse sob o controle dos
regentes?”
Jesus
respondeu-lhe dizendo, “Vem, que eu [—duas linhas que se perderam—], mas isso
você sofrerá muito quando você ver o reino e toda sua geração.”
Quando
Judas ouviu isto, disse, “Qual foi o bem que eu recebi? Pois tu me separaste
para aquela geração.”
Jesus,
respondendo, disse-lhe, “Você se tornará o décimo terceiro, e será amaldiçoado
pelas outras gerações—e você regerá sobre elas. Nos últimos dias eles
amaldiçoarão sua ascensão [47] para a [geração] santa.”
JESUS ENSINA COSMOLOGIA A JUDAS
SOBRE:
O ESPÍRITO E O AUTOGERADO
Jesus
disse, “[Venha], para que eu possa te ensinar acerca dos [segredos] que nenhuma
pessoa [jamais] viu. Pois lá existe um grande e ilimitado reino cuja extensão
nenhuma geração de anjos jamais viu, [no qual] há [um] grande [Espírito]
invisível, o qual nenhum olho, de qualquer anjo, jamais viu, nenhum pensamento
do coração jamais compreendeu, e nunca foi chamado por qualquer nome.
“E
uma nuvem luminosa lá apareceu. Ele disse, ‘Permita que um anjo nasça para ser
meu criado.’
“Um
grande anjo, o divino iluminado Auto-gerado, emergiu da nuvem. Por causa dele,
quatro outros anjos nasceram de uma outra nuvem, e eles se tornaram criados
para o angélico Auto-gerado. O Auto-gerado disse, [48] ‘Permite […] nasça […]’,
e nasceu […]. E ele [criou] a primeira luminária para reinar sobre ele. Ele
disse, ‘Permita que os anjos nasçam para servi-[lo]’, e miríades, um sem
número, nasceram. Ele disse, ‘[Deixe] um eon iluminado nascer,’ e ele nasceu.
Ele criou a segunda luminária [para] reinar sobre ele, juntamente, com miríades
de anjos para servi-lo. Isso é como ele criou o restante dos eons iluminados.
Ele os fez reinar sobre eles, e criou para eles inumeráveis anjos, para
assisti-los.
ADAMAS E AS LUMINÁRIAS
“Adamas
estava na primeira nuvem luminosa, que nenhum anjo jamais viu entre tudo aquilo
chamado ‘Deus’. Ele [49] […] que […] a imagem […] e pela semelhança d[este]
anjo. Ele fez a incorruptível [geração] de Seth aparecer […] os doze […] os
vinte e quatro […]. Ele fez setenta e duas luminárias aparecerem na geração
incorruptível, conforme a vontade do Espírito. As setenta e duas luminárias
mesmas fizeram aparecer trezentas e sessenta luminárias na geração
incorruptível, de acordo com a vontade do Espírito, de maneira que o número
delas deveria ser de cinco para cada uma.
“Os
doze eons das doze luminárias constituem o pai delas, com seis céus para cada
eon, de maneira que há setenta e dois céus para as setenta e duas luminárias, e
para cada uma [50] [delas, cinco] firmamentos, [para um total de] trezentos e
sessenta [firmamentos…]. A elas foi dada autoridade e uma [grande] hoste
[inumerável] de anjos, para glória e adoração, [e depois disso também]
espíritos virgens, para glória e [adoração] de todos os eons e dos céus e dos
firmamentos deles.
O COSMOS, O CAOS E O MUNDO INFERIOR
“A
multidão desses imortais é chamada de cosmos—isto é, perdição—pelo Pai e pelas
setenta e duas luminárias, que estão com o Autogerado e seus setenta e dois
éons. Nele o primeiro humano apareceu com seus poderes incorruptíveis. E o eon
que apareceu com sua geração, o eon no qual estão a nuvem do conhecimento e o
anjo, é chamado [51] El. […] éon […] depois disso […] dito, ‘Permita que os
doze anjos nasçam [para] governar o Kaos e o [mundo inferior]’. E veja, da
nuvem apareceu um [anjo], cuja face relampejava com fogo e cuja aparência foi
manchada com sangue. O nome dele era Nebro, que quer dizer ‘rebelde’; outros o
chamam Yaldabaoth. Outro anjo, Saklas, também veio da nuvem. Assim Nebro criou
seis anjos—assim como também Saklas—para serem assistentes, e estes produziram
doze anjos nos céus, com cada um recebendo uma porção nos céus.
OS GOVERNANTES E OS ANJOS
“Os
doze governantes falaram com os doze anjos: ‘Permite, cada um de vocês, [52]
[…] e os deixaram […] geração [—uma linha se perdeu—] anjos’:
O
primeiro é [S]eth que é chamado Cristo.
O
[segundo] é Harmathoth que é […].
O
[terceiro] é Galila.
O
quarto é Yobel.
O
quinto [é] Adonaios.
Estes
são os cinco que regem o mundo inferior e, preponderantemente, o caos.
A CRIAÇÃO DA HUMANIDADE
“Então
Saklas disse aos seus anjos, ‘Vamos criar um ser humano segundo a semelhança e
a imagem’. Eles moldaram Adão e sua esposa Eva, que é chamada, na nuvem, de
Zoe. Pois por este nome todas as gerações buscam o homem, e cada uma delas
chama a mulher por estes nomes. Agora, Sakla não [53] con [trolou…] exceto […]
as gera[ções…] isto […]. E o [governante] disse a Adão, ‘Você viverá muito
tempo, com seus filhos’”.
JUDAS PERGUNTA SOBRE O DESTINO DE
ADÃO
E DA HUMANIDADE
Judas
disse a Jesus, “[O que] é uma longa duração de tempo, a qual o ser humano
viverá?”
Jesus
disse, “Por que você está desejando saber isto? Aquele Adão, com a geração
dele, viveu seu tempo de vida no local onde ele recebeu seu reino, com
longevidade junto com seu regente?”
Judas
perguntou a Jesus, “O espírito humano morre?”
Jesus
disse, “Foi por isso que Deus ordenou a Miguel que desse os espíritos das
pessoas a elas como um empréstimo, de maneira que elas poderiam oferecer
serviço, mas o Altíssimo ordenou a Gabriel que concedesse espíritos à grande
geração sem regente sobre ela—isto é, sobre o espírito e a alma. Então, o
[resto] das almas [54] [—uma linha se perdeu—].
JESUS DISCUTE A DESTRUIÇÃO DO MAL
COM JUDAS E OS OUTROS
“[…]
luz [—quase duas linhas se perderam—] ao redor […] deixe […] espírito [isso é]
dentro de você mora nesta [carne] entre as gerações de anjos. Mas Deus fez com
que o conhecimento fosse [dado] para Adão e aqueles que estavam com ele, de
forma que os reis do Kaos e do mundo inferior não poderiam controlar o
conhecimento deles.”
Judas
perguntou a Jesus, “Assim o que farão essas gerações?”
Jesus
disse, “Verdadeiramente eu te digo, para todos eles as estrelas trazem a
conclusão dos assuntos. Quando Saklas completar o período de tempo designado
para ele, a primeira estrela deles aparecerá com as gerações, e eles terminarão
o que disseram que fariam. Então eles fornicarão em meu nome, e matarão as suas
crianças [55] e eles irão […] e [—aproximadamente seis linhas e meia se
perderam—] meu nome, e ele irá […] sua estrela sobre o [décimo]terceiro eon.”
Depois
disso Jesus [riu].
[Judas
perguntou], “Mestre, [por que estás rindo de nós]?”
[Jesus]
respondeu [e disse], “eu não estou rindo [de vocês] mas sim do erro das
estrelas, porque estas seis estrelas vagam, aproximadamente, com estes cinco
combatentes, e todos eles serão destruídos junto com suas criaturas.”
JESUS
FALA DOS QUE SÃO BATIZADOS
E
DA TRAIÇÃO DE JUDAS
Judas
perguntou a Jesus, “Olha, o que farão os que foram batizados em teu nome?”
Jesus
disse, “Verdadeiramente eu digo [a você], este batismo [56] […] meu nome
[—aproximadamente nove linhas se perderam—] para mim. Verdadeiramente [eu] digo
a você, Judas, [aqueles que] ofereçam sacrifícios a Saklas […] Deus [— três
linhas se perderam—] tudo que é mau.
“Mas
você excederá a todos eles. Pois você sacrificará o homem que me reveste.
Seu
chifre já foi elevado, sua ira foi acendida, sua estrela mostrou-se
brilhantemente, e seu coração tem […]. [57]
“Verdadeiramente
[…] seu último […] torna-se [—aproximadamente duas linhas e meia se perderam—],
aflija [—aproximadamente duas linhas se perderam—] o regente, desde que ele
será destruído. E então a imagem da grande geração de Adão será exaltada, previamente
para o céu, a Terra, e os anjos, aquela geração, que é dos reinos eternos,
existe. Olhe, tudo foi dito a você. Erga teus olhos para cima e olhe para a
nuvem e para a luz dentro dela e para as estrelas que a cercam. A estrela que
conduz o caminho é a tua estrela.”
Judas
ergueu os olhos e viu a nuvem luminosa, e entrou nela. Os que estavam em pé no
chão ouviram uma voz que vinha da nuvem, dizendo, [58] […] grande geração […] …
imagem […] [—aproximadamente cinco linhas se perderam—].
CONCLUSÃO: JUDAS TRAI JESUS
[…]
Seus Altos Sacerdotes murmuraram porque [ele] havia entrado no quarto de
hóspedes para fazer sua oração. Mas alguns escribas estavam lá observando
cuidadosamente para prendê-lo durante sua oração, porque eles tinham medo das
pessoas, desde que foi considerado por todos como um Profeta.
Eles
aproximaram-se de Judas e lhe perguntaram, “O que você está fazendo aqui? Você
é um discípulo de Jesus”.
Judas
lhes respondeu como eles desejavam. E ele recebeu algum dinheiro e ele o
entregou para eles.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
SÉRIE HISTÓRIA DA TEOLOGIA: 29 de julho na história da Teologia
29 de julho é o 210.º dia
do ano no calendário gregoriano (211.º em anos bissextos). Faltam 155 para
acabar o ano.
Nascimentos
1956 - Gilberto Pastana de
Oliveira, bispo brasileiro.
Falecimentos
1099 -Papa Urbano II
(n.1042)
1979 - Herbert Marcuse,
filósofo alemão(n. 1898).
Feriados
e eventos cíclicos
Santos
do Dia
Santa Marta, memória
SÉRIE HISTÓRIA DA TEOLOGIA: 28 de julho na história da Teologia
28 de julho é o 209.º dia
do ano no calendário gregoriano (210.º em anos bissextos). Faltam 156 para
acabar o ano.
Nascimentos
1804 - Ludwig Feuerbach,
filósofo alemão (m. 1872).
1874 - Ernst Cassirer,
filósofo alemão (m. 1945).
1902 - Karl Popper,
filósofo da ciência inglês de origem austríaca (m. 1994).
Feriados
e eventos cíclicos
Santos
do dia
São Nazário
São Celso
Santo Inocêncio I
SÉRIE HISTÓRIA DA TEOLOGIA: 27 de julho na história da Teologia
27 de julho é o 208.º dia
do ano no calendário gregoriano (209.º em anos bissextos). Faltam 157 para
acabar o ano.
Eventos
históricos
1656 - Baruch Espinoza,
filósofo judeu de ascendência portuguesa, é expulso da comunidade judaica da
cidade de Amsterdã, na Holanda.
Nascimentos
1893 - Francisco Prada
Carrera, bispo brasileiro (m. 1995).
Falecimentos
432 - Papa Celestino I,
43º papa.
Feriados
e eventos cíclicos
Santo
do dia
Santa Bartoloméia
SÉRIE HISTÓRIA DA TEOLOGIA: 26 de julho na história da Teologia
26 de julho é o 207.º dia
do ano no calendário gregoriano (208.º em anos bissextos). Faltam 158 para
acabar o ano.
Falecimentos
1471 - Papa Paulo II, (n.
1418).
Feriados
e eventos cíclicos
Dia da Imprensa Espírita
Dia de Sleipnir, o cavalo
de Odin - Mitologia nórdica.
Brasil
Santo
do Dia
Dia de Santa Ana, mãe de
Maria.
Dia de São Joaquim, pai de
Maria.
A revelação básica nas Escrituras sagradas - Witness Lee - Capítulo 11_fim
Capítulo
Onze
A NOVA JERUSALÉM —
A CONSUMAÇÃO FINAL E
MÁXIMA
(4)
Leitura
da Bíblia: Ap 21:3,4,6,7,24,26; 22:2-5,14,17
A
Nova Jerusalém é a consumação de toda a revelação divina. Os sessenta e seis
livros da Bíblia têm uma conclusão, e essa conclusão é a Nova Jerusalém. A
Bíblia começa com a criação de Deus e finaliza com o Seu edifício. A criação
não é o objetivo de Deus. Ela é para o Seu objetivo, que é a edificação. Essa
idéia da edificação divina percorre toda a Bíblia.
O VELHO
TESTAMENTO
A
visão do edifício de Deus veio primeiro para Jacó. Enquanto estava fugindo de seu
irmão Esaú, ele teve um sonho. Sonhou com a casa de Deus, Betel (Gn 28:11-19).
Mais tarde, Deus trouxe os descendentes de Jacó para fora do Egito e para o
monte Sinai, onde ficaram por um longo tempo. Enquanto estavam ali, Deus
mostrou-lhes o projeto celestial de um edifício, o tabernáculo, que seria a
habitação de Deus entre Seu povo na terra.
Depois
que eles entraram na boa terra, Deus quis que edificassem o templo. O Velho
Testamento é uma história principalmente do tabernáculo e do templo. Esses dois
são um — o lugar de habitação de Deus nesta terra entre Seu povo. A história
dos descendentes de Jacó é uma história do tabernáculo e do templo no Velho
Testamento. Esses dois foram o centro, o foco da história do povo de Deus no
Velho Testamento nesta terra.
O
NOVO TESTAMENTO
No
Novo Testamento vemos Deus encarnado. Deus tornou-se carne. João 1:14 nos diz
que Este que se encarnou "tabernaculou entre nós" (lit.). João usou
particularmente esta palavra "tabernaculou." Isso indica que quando o
Senhor Jesus estava na terra, em carne, Ele era o tabernáculo de Deus. Em
prefiguração o tabernáculo edificado em Êxodo era um tipo completo da
encarnação do Senhor; o Senhor encarnou-se para ser a própria corporificação de
Deus nesta terra. Essa corporificação era a habitação de Deus. Colossen-ses 2:9
nos diz que a plenitude da Deidade habita em Cristo corporeamente, em Cristo
com um corpo humano, físico. O próprio Cristo era a corporificação de Deus, e
essa corporificação era o tabernáculo de Deus.
Em
João 2:19 o Senhor disse aos judeus: "Destruí este santuário, e em três
dias o reconstruirei." O corpo do Senhor Jesus era o templo de Deus (v.
21). Em João 1 está o tabernáculo e em João 2 está o templo. A palavra do
Senhor Jesus "em três dias" significa a Sua ressurreição. Paulo nos
diz em Efésios 2:6 que quando Cristo foi ressuscitado, nós fomos ressuscitados
juntamente com Ele. Pedro diz mais adiante que por meio daquela ressurreição
todo-inclusiva todos fomos regenerados (1 Pe 1:3). Nascemos de Deus e somos os
Seus filhos. Isso implica que o próprio templo que o Senhor Jesus edificou em
três dias, isto é em Sua ressurreição, não é algo individual, mas algo
coletivo. Portanto, nas Epístolas nos é dito que a igreja como o Corpo de
Cristo é o templo de Deus. Em 1 Coríntios 3:16 diz que os santos são templo de
Deus.
O
Novo Testamento termina com a Nova Jerusalém, e a Nova Jerusalém como a
conclusão da Bíblia é chamada de tabernáculo (Ap 21:3). João disse que ele não
viu nenhum templo na cidade santa, "porque o seu santuário é o Senhor, o
Deus Todo-poderoso e o Cordeiro" (21:22).
Como
temos enfatizado, a medida da Nova Jerusalém é a mesma em comprimento, largura
e altura. Nas três dimensões a cidade
mede doze mil estádios (21:16). O princípio revelado na Bíblia é que um
edifício com três dimensões iguais indica o Santo dos Santos. O Santo dos Santos
no tabernáculo era de dez côvados nas três dimensões. O Santo dos Santos no
templo de acordo com 1 Reis 6:20, era também de três dimensões iguais, de vinte
côvados cada. De acordo com a medida da Nova Jerusalém, então, esta cidade
santa deve ser o Santo dos Santos. Se lermos Apocalipse 21 cuidadosamente,
podemos ver que a cidade santa é tanto o tabernáculo como o templo.
Tanto
o Velho Testamento como o Novo Testamento estão focalizados no tabernáculo e no
templo como a habitação de Deus. Então a conclusão de toda a Bíblia, tanto o
Velho Testamento como o Novo, é também o tabernáculo e o templo. No Velho
Testamento o tabernáculo prefigurava Cristo individualmente como o tabernáculo
de Deus, e o templo tipificava Cristo coletivamente como o templo de Deus. O
que temos aqui é Cristo e a igreja. Cristo é o cumprimento do tipo do
tabernáculo, e Cristo como a Cabeça com a igreja como Seu corpo, juntos,
cumprem a figura do templo. Isso terá uma consumação, e essa consumação final e
máxima será a Nova Jerusalém, a qual é tanto o tabernáculo como o templo. Aqui
está a consumação final e máxima da habitação de Deus, a qual Ele tem edificado
por séculos. Esta Nova Jerusalém é, além disso, uma composição viva de todos os
santos do Velho Testamento, assim representados pelos nomes das doze tribos, e
de todos os santos do Novo Testamento, assim representados pelos nomes dos doze
apóstolos. Ela é a composição viva do povo redimido de Deus para ser o lugar
eterno de Sua habitação.
QUATRO
DISPENSAÇÕES PARA A EDIFICAÇÃO DE DEUS
Na
velha criação, antes da vinda do novo céu e nova terra, há quatro dispensações.
A dispensação dos Patriarcas, de Adão a Moisés, foi a dispensação antes da lei.
Vocês podem chamá-la de dispensação pré-lei ou dispensação dos Patriarcas. A
segunda é a dispensação da lei, de Moisés à primeira vinda de Cristo. A
terceira é a dispensação da graça, durando da primeira vinda de Cristo até a
Sua segunda vinda. Então, com a Sua segunda vinda, a quarta dispensação
começará, isto é, o reino de mil anos de Cristo. Depois desta quarta
dispensação, a velha criação certamente estará inteiramente renovada porque
por meio das dispensações Deus terá cumprido o que pretendeu cumprir.
A
obra criadora de Deus foi completada nos dois primeiros capítulos da Bíblia.
Então a partir da segunda metade de Gênesis 2, Deus começou a Sua obra de
edificação. Essa obra continua por todas as quatro dispensações: a dispensação
dos Patriarcas, a dispensação da lei, a dispensação da graça e finalmente a
dispensação do reino milenar. Por meio dessas quatro dispensações Deus realiza
a Sua edificação.
A
OBRA DE DEUS - UMA OBRA DE EDIFICAÇÃO
A
obra de Deus por meio de todas as quatro dispensações é uma obra de edificação.
No Velho Testamento vemos a edificação do tabernáculo e do templo, a qual era o
foco da história do Velho Testamento. Quando o Senhor Jesus veio, Ele era o
tabernáculo. Depois de ajudar os discípulos a perceberem que Ele era o Cristo,
o Filho do Deus vivo, Ele imediatamente revelou que Ele edificaria a Sua igreja
(Mt 16:18). A palavra do Senhor indicava que Ele estava fazendo uma obra de
edificação.
Essa
idéia de edificação é muito forte na Bíblia. Mesmo em Atos 4 Pedro disse aos
líderes judeus que eles eram os edificadores que rejeitaram a Cristo, a pedra
viva, contudo Deus O ressuscitou e O fez a pedra angular de Seu edifício (At
4:10, 11). Pedro nos diz em seu escrito que o Senhor é a pedra viva, e nós
todos como pedras vivas vimos ao Senhor e estamos sendo edificados uma casa
espiritual (1 Pe 2:4, 5).
Paulo
também fala da edificação. Ele nos diz que ele lançou o único fundamento, e que
ninguém pode lançar outro. O problema, entretanto é como nós edifícamos sobre
ele. Podemos edificar com ouro, prata e pedras preciosas ou com madeira, feno e
palha (1 Co 3:10-12).
Nos
escritos de João a idéia de edificação é mais forte. Quando Simão veio ao
Senhor Jesus em João 1:41, 42, o Senhor mudou o seu nome para Cefas, uma
pedra. Mais tarde no mesmo capítulo o Senhor disse a Natanael que ele veria
"o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do
homem" (v. 51). Na verdade, o Senhor estava referindo a Natanael o sonho
de seu antepassado Jacó (Gn 28:12, 17, 19), indicando que uma obra de
edificação de Betel, a casa de Deus, estava se iniciando. Então no capítulo
dois o Senhor indicou que Ele edificaria o Seu corpo em ressurreição como o
templo coletivo de Deus (2:19, 21, 22).
João
escreve mais adiante em Apocalipse que os vencedores serão edificados no
templo de Deus como coluna (Ap 3:12). Finalmente, em Apocalipse 21, ele nos
mostra que a consumação final e máxima dessa obra de edificação será a Nova
Jerusalém, o tabernáculo e templo de Deus, edificada com ouro, pérolas e pedras
preciosas, e tendo os apóstolos como as doze pedras fundamentais.
Notem,
então, que em toda a Bíblia somente um capítulo e meio estão na criação de
Deus. O resto da Bíblia, da segunda metade de Gênesis 2 ao final de Apocalipse,
está na edificação de Deus. Essa edificação é denominada o tabernáculo e o
templo muitas vezes no Velho Testamento, no Novo Testamento, e na conclusão da
Bíblia. No Velho Testamento estão o tabernáculo e o templo. No Novo Testamento
está a realidade do tabernáculo e do templo. Na conclusão desses dois
testamentos está a consumação final e máxima do tabernáculo e do templo.
O
AGREGADO DA FILIAÇÃO DIVINA
Essa
consumação, a Nova Jerusalém, é o agregado da filiação divina para ar opressão
coletiva do Deus Triúno (Rm 8:23). O Filho é a expressão do Pai. Ninguém jamais
viu o Pai, mas o Filho unigênito O revelou (Jo 1:18). Um pai e seus filhos
possuem uma imagem. A face dos filhos é como a face do pai. Jesus Cristo como o
Filho de Deus é a própria expressão de Deus, o Pai. Deus, entretanto, gostaria
de ter mais do que um filho. Cristo é referido como sendo o unigênito em João
1:18 e em 3:16, onde se diz que Deus deu o Seu Filho unigênito. Em Romanos 8:29
conhecemos que em ressurreição esse único Filho de Deus tornou-se o primogênito
entre muitos irmãos. O Senhor Jesus em Sua ressurreição incumbiu uma das irmãs
para ir "ter com meus irmãos" (Jo 20:17), e Hebreus 2:11 diz que Ele
"não se envergonha de lhes chamar irmãos" porque eles todos nasceram
do mesmo Pai. A única diferença é que Ele é o primeiro Filho, e nós somos os
muitos filhos.
Conduzindo
Muitos Filhos à Glória
O
Deus Triúno está ainda trabalhando hoje para conduzir Seus muitos filhos à
glória (Hb 2:10). Somos filhos de Deus, mas não estamos na glória ainda. Assim
como uma lagarta é transformada em uma borboleta, assim nós estamos sendo
conduzidos para a glória. Aleluia! estamos a caminho! Um dia todos estaremos lá
em glória como os muitos filhos de Deus. Romanos 8:18-22 nos diz que toda
criação caída, agora sob a escravidão da corrupção, espera ansiosamente para
ver-nos em glória. Aquela glória será a liberdade da glória dos filhos de Deus,
que é a nossa plena redenção (v. 23). O nosso corpo ainda não foi redimido, mas
uma dia ele será transfigurado em um corpo glorioso (Fp 3:21). Essa plena
redenção de nosso corpo é a filiação plena. O nosso espírito já nasceu de Deus,
mas nosso corpo ainda não foi trazido à filiação. O universo inteiro está
esperando ansiosamente pela parte final de nossa redenção. A criação quer ver
todos os filhos de Deus conduzidos à glória para desfrutar a plena filiação
deles.
Filhos, Irmãos
e Membros
Antes
da Sua ressurreição, Cristo era o Filho unigênito de Deus, mas por meio da
morte e ressurreição Ele tornou-se o primogênito, seguido por muitos filhos que
foram produzidos por meio de Sua morte e ressurreição. Agora, para Deus somos
os muitos filhos, para Cristo, somos os muitos irmãos, e para o Seu Corpo,
somos membros. É por isso que nos chamamos de irmãos. Somos irmãos uns dos outros
porque somos os irmãos de Cristo e os filhos de Deus. Isso é filiação. Isso é
uma entidade coletiva.
Filiação
Total
A
Nova Jerusalém é o agregado da filiação divina. Há somente uma única filiação
divina; todos estamos nessa única filiação. Na ressurreição todos seremos
homens, incluindo as irmãs. Nesse corpo da velha criação ainda temos a
diferença entre irmãos e irmãs, mas em ressurreição todos seremos homens,
irmãos. A filiação total será completada por meio do arrebatamento e
ressurreição vindouros. Quando estivermos lá na Nova Jerusalém, aquilo será um
agregado da filiação divina. Essa filiação é para a expressão coletiva do
grande Deus que é triúno — o Pai, o Filho e o Espírito.
PREDESTINADOS
PARA A FILIAÇÃO
Essa
filiação cumpre o desejo da predestinação de Deus. Efésios 1:4, 5 nos diz que
antes da fundação do mundo Deus nos predestinou para a filiação. Quando jovem,
eu amava esses versículos, mas pensava que Deus me havia predestinado para os
céus. Então pensei que fui predestinado para a salvação. Muitos de nós podem
ter pensado a mesma coisa. Muitas vezes quando lemos a Bíblia lemos nela algo
de nossa mente. A Bíblia não diz que Deus nos tem predestinado para os céus ou
para a salvação. Ela diz que fomos predestinados para a filiação.
Deus
tomou uma firme decisão antes da fundação do mundo para fazer de você um filho.
Todo escolhido é um pecador, até mesmo um inimigo de Deus, mas Deus tem a
habilidade redentora para fazer de você, que é um pecador e um inimigo Dele, um
de Seus filhos. Essa é a maravilha das maravilhas. Deus fez de nós, que éramos
Seus inimigos, Seus filhos.
João
diz que a todos que O recebem, isto é, que creêm em Seu nome, será dada a
autoridade de serem filhos de Deus (Jo 1:12). Esses são nascidos de Deus. Ele
veio para ser o tabernáculo (1:14), desejando que O recebêssemos e assim
nascêssemos como filhos. A intenção do Senhor Jesus, o tabernáculo, era que
nascêssemos como filhos para sermos os componentes do templo vindouro (Jo 2:19,
21, 22)
FILIAÇÃO
EM ROMANOS 8
Em
Romanos 8 Paulo é forte nessa questão de filiação. Romanos 8 diz: "Pois
todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus" (v.
14). Deus não nos tem dado um espírito de escravidão mas um espírito de
filiação (v. 15). O Seu Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos
de Deus (v. 16). Toda a criação está aguardando ansiosamente por essa nossa
filiação (v. 19). Deus está agora nos conformando à própria imagem do
Primogênito, Cristo (v. 29). Somos os Seus irmãos hoje, mas não plenamente. Nós
estamos no processo. Quando estivermos conformados à imagem do Primogênito,
seremos a Sua própria expressão de uma maneira coletiva.
UMA
EXPRESSÃO COLETIVA DE DEUS
Em
Apocalipse, Deus sentado no trono se assemelha a jaspe (4:3). Então em 21:18
João nos diz que a muralha da cidade era feita de jaspe. Esses dois versículos
nos dizem que a Nova Jerusalém se parecerá com Deus. A cidade será uma
expressão coletiva de Deus.
Que
Deus terá uma expressão coletiva está também indicado em Sua criação do homem.
Antes das eras, Deus nos predestinou para a filiação. Então Ele criou o homem à
Sua própria imagem, de acordo com a Sua predestinação, com a intenção de que um
dia este homem criado fosse a Sua expressão coletiva. Aquele dia ainda não
chegou. Quando as quatro dispensações terminarem — as dispensações dos
Patriarcas, da lei, da graça e do reino —, a obra de Deus em conformar-nos à
imagem do Primogênito será completada. Então seremos uma entidade viva
coletiva, possuindo a imagem de Deus.
A
Nova Jerusalém é o agregado de todos os filhos como a expressão coletiva. Ela é
uma composição de todos os queridos santos redimidos por Deus em todas as
dispensações, tanto as do Velho como do Novo Testamento. Eles juntos serão os
componentes dessa cidade santa, o agregado da filiação divina, expressando Deus
coletivamente para cumprir o desejo de Seu coração, como indicado na Sua
criação do homem à Sua própria imagem. Apocalipse 21 e 22 são o cumprimento de
Gênesis 1:26 — Deus tendo um homem à Sua imagem.
DUAS
CATEGORIAS
No
novo céu e nova terra existem duas categorias de pessoas. Uma são os muitos
filhos e a outra são os povos. Quando estivermos na Nova Jerusalém, seremos os
filhos de Deus, não os povos de Deus.
Na
Inglaterra há uma família real. Eles não são "o povo", mas os que
reinam. Santos, vocês já consideraram que não estão entre o povo comum? Vocês
são da família real. João nos diz em Apocalipse 1:6 que Cristo tem-nos feito
"um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai." Somos os filhos do Deus
Todo-poderoso, que é o Rei dos reis. Isso nos faz membros, familiares da
família real. Não somos somente filhos de Deus mas também membros da família
real.
Em
Apocalipse 21:3 se diz: "Eles serão povos de Deus." Então em 21:7 se
diz: "O vencedor... me será filho." Em 21:24 estão "as
nações". As nações andarão mediante a luz da cidade santa. Nós, os filhos,
a família real, somos a cidade santa. Para Deus, então, Seus Filhos são uma
categoria e Seu povo é outra.
Em
Londres, fui levado para ver a troca da guarda em frente do portão do Palácio
de Buckingham. Mesmo na grande cidade de Londres, há uma "pequena
cidade" chamada Palácio de,Buckingham, onde a família real vive. A
Nova
Jerusalém será o Palácio de Buckingham celestial, espiritual, divino e eterno.
Em volta da cidade real estão as nações.
No
novo céu e nova terra não seremos os povos, as nações, mas os filhos. Os filhos
de Deus em Apocalipse 21:6, 7 são aqueles que nasceram de Deus por meio da
regeneração (Jo 1:12, 13; 1 Pe 1:3, 4, 23; Tg 1:18). Eles estão edificados
juntos por meio da transformação (1 Co 3:9-12a; Ef 2:20-22; 1 Pe 2:4-6; 2 Co
3:18; Rm 12:2; Ef 4:23, 24). Eles serão glorificados em plena conformação para
serem uma expressão coletiva do Deus Triúno (Rm 8:29, 30; Hb 2:10; Ap 21:11).
As nações do lado de fora da Nova Jerusalém não são de nascidos de novo,
transformados ou glorificados. Somos diferentes das nações.
Os Filhos de
Deus
As
pessoas que são renascidas, transformadas, glorificadas e conformadas serão os
componentes da Nova Jerusalém. Hoje os crentes como os membros do Corpo de
Cristo são os componentes da igreja, que é tanto a casa de Deus como a esposa
de Cristo. A igreja não é um edifício. Ela é uma composição viva de todos os
membros vivos de Cristo. Essa composição viva é um organismo. Não é uma
organização. Onde essas pessoas estão, ali está o organismo. Estamos aqui como
esse organismo, a igreja. Se mudarmos para Brasília, esse organismo estará ali
em Brasília.
Esses
componentes — os filhos de Deus regenerados, transformados, glorificados e
conformados para ser tanto a casa de Deus como a esposa de Cristo (Ap 21:3, 9)
— na eternidade comerão da árvore da vida e beberão a água da vida. Esses serão
os dois desfrutes principais, substanciais e básicos dos filhos de Deus.
Apocalipse 22:14 promete que teremos o direito de comer da árvore da vida. Em
Apocalipse 22:17 existe um chamado para beber água. Esses serão nossos
desfrutes básicos na Nova Jerusalém pela eternidade.
Então
serviremos a Deus e ao Cordeiro como Seus escravos (Ap 22:3) pela eternidade.
Também seremos reis sobre as nações — os povos — pela eternidade. Apocalipse
22:5 diz que reinaremos "pelos séculos dos séculos." Os crentes como
filhos de Deus serão todos reis. Os anjos serão os que servem (Hb 1:13,14),
servindo-nos. Eles são os servos da família real, e nós somos reis sobre as
nações. Este é o reino de Deus na eternidade.
Os
Povos de Deus
Os
povos de Deus em Apocalipse 21 são o remanescente das ovelhas descritas em
Mateus 25:31-46. Quando o Senhor Jesus voltar, Ele sentará em Seu trono de
glória em Jerusalém e reunirá todos os diversos povos vivos das nações para
Ele. Eles serão classificados era ovelhas e cabritos e Ele os julgará. Os
cabritos, que estão à Sua esquerda, irão diretamente para o lago de fogo. As
ovelhas, à Sua direita, herdarão o reino milenar, que Deus preparou para eles
desde a fundação do mundo. Fomos predestinados para a filiação antes da
fundação do mundo, mas o milênio foi preparado por Deus para essas ovelhas desde
a fundação. Há uma diferença. Esse julgamento não será no grande trono
branco (Ap 20:11), que segue o milênio. Ele será no trono da glória de Cristo
antes dos mil anos. O julgamento não será de acordo com a lei de Moisés nem de
acordo com o evangelho da graça, mas de acordo com o evangelho eterno (Ap 14:6,
7). Muitos cristãos nunca ouviram a respeito do evangelho eterno. Ele não
inclui redenção nem perdão de pecados. Ele compreende duas coisas: temer a Deus
e adorá-Lo. Esse evangelho será pregado por um anjo no tempo da grande
tribulação, que durará três anos e meio. Esse é o tempo no qual o Anticristo
fará tudo o que puder para perseguir os judeus e os cristãos. Em Mateus 25, de
acordo com o veredito do julgamento de Cristo, os judeus e os cristãos serão
tratados muito bem pelas ovelhas (vs. 34-36). Mas muitos seguirão o Anticristo
na perseguição aos judeus e aos cristãos. Cristo fará o Seu julgamento
adequadamente, e aquele julgamento se.a de acordo com o evangelho eterno.
As
ovelhas serão transferidas para o reino milenar para serem os povos, e os
santos vencedores serão os reis sobre eles (Ap 20:4, 6). As ovelhas serão
restauradas ao estado original do homem quando criado por Deus e serão os
cidadãos do reino milenar, desfrutando a bênção da restauração (At 3:21).
Restauração não é regeneração. Ser regenerado é ser nascido de novo com uma outra
vida, a vida de Deus, mas ser restaurado é ser trazido de volta ao estado
original da criação de Deus.
No
final do reino milenar, Satanás, depois de ser libertado, instigará a última
rebelião contra Deus (Ap 20:7-9). Muitas das ovelhas se unirão à rebelião de
Satanás e serão queimadas com o fogo do céu. O remanescente das ovelhas será
transferido para a nova terra para ser as nações (Ap 21:24). Deus
"tabernaculará" com eles, os povos (Ap 21:3). Eles serão governados
pelos filhos de Deus como reis (22:5). Para eles não haverá mais morte, mágoas,
choro, dor ou maldição (21:4; 22:3a). Eles serão sustentados eternamente pelas
folhas da árvore da vida (22:2). Nós comeremos do fruto, mas as nações
desfrutarão das folhas. Eles andarão através da luz da cidade santa (21:24a).
Com os seus reis trarão a glória e honra deles para a cidade. Eles respeitarão
a cidade e a considerarão como superior.
UMA
VISÃO FINAL
Os
santos de todas as dispensações que foram redimidos serão os renascidos, os
filhos de Deus, pertencendo à família real. Eles serão reis na eternidade. O
remanescente restaurado dos incrédulos será os povos, as nações, andando na
luz da cidade e governados pelos santos. Outra categoria de pessoas são os que
pereceram. Os incrédulos que pereceram estarão no lago de fogo (21:8). Isso nos
dá uma visão geral do novo céu e nova terra.
domingo, 28 de julho de 2013
quinta-feira, 25 de julho de 2013
A revelação básica nas Escrituras sagradas - Witness Lee - Capítulo 10
Capítulo Dez
A NOVA JERUSALÉM —
A CONSUMAÇÃO FINAL E MÁXIMA
(3)
Leitura
da Bíblia: Ap 21:2,3,10-23; 22:1,2a, 14,17,19
DUAS ESCOLAS
PRINCIPAIS DE INTERPRETAÇÃO
A Nova
Jerusalém tem sido um quebra-cabeça para os leitores e mestres da Bíblia ao
longo dos vinte séculos da era cristã. Há duas escolas principais de
interpretação. Uma escola diz que a Nova Jerusalém é uma cidade física. Ela
será parte do novo céu e nova terra, e estará na terra como uma cidade literal.
A segunda escola, que é muito superfical, diz que a Nova Jerusalém é uma mansão
celestial.
Entretanto,
não deveríamos pensar nesta cidade como sendo meramente física, nem como uma
mansão celestial. Vamos deixar de lado essas diferentes escolas, que são
provenientes do entendimento humano.
É muito
significativo que a Nova Jerusalém se posicione no final de toda a revelação de
Deus e ocupe os dois últimos capítulos. Precisamos de toda a Bíblia para
entender, interpretar e indicar qual é o seu significado. A conclusão de um
livro deve ser a palavra final a respeito de seu conteúdo. Isso é um princípio.
Qualquer livro que seja significativo certamente tem algum conteúdo apropriado
e definido e também uma conclusão apropriada e definida. Acheguemo-nos à Bíblia
de Gênesis a Apocalipse. Temos de considerar seu conteúdo e, então, olhar a
conclusão.
A REVELAÇÃO DO LUGAR
DE HABITAÇÃO DE DEUS
A
Bíblia é
uma revelação completa
do lugar de habitação de Deus. Esse lugar de habitação
é para Ele descansar, ficar satisfeito e ser expressado.
Gênesis
1:1 diz que no princípio Deus criou os céus e a terra. Então, depois que todas
as coisas no universo foram criadas, Deus fez Adão no sexto dia. Deus queria
ter o homem. Ele preparou os céu, a terra e tudo o mais para este homem a quem
Ele fez à Sua própria imagem e conforme a Sua semelhança.
Essa é
uma forte indicação de que Deus queria uma expressão. Ele queria algo vivo e
orgânico para carregar a Sua imagem e ter a Sua semelhança. Imagem refere-se a
algo interior, enquanto que semelhança refere-se a algo exterior.
Interiormente todos temos o intelecto, a vontade e a emoção. Exteriormente
temos a semelhança, a forma corpórea.
Em
Gênesis 1 nos é dito que Deus criou os animais segundo a sua espécie e as
plantas segundo a sua espécie. O cavalo, por exemplo, é segundo a espécie
eqüina, enquanto que o pessegueiro e a macieira são segundo as suas espécies.
Espécie quer dizer uma família, um gênero biológico. O homem, entretanto, não
foi feito segundo a espécie humana. O homem foi feito segundo a espécie de
Deus. Nós homens somos da espécie de Deus. Somos uma família com Deus porque
carregamos a Sua imagem e temos a Sua semelhança. Mesmo que o homem nessa época
não tivesse a vida de Deus ou Sua natureza, ele tinha a Sua imagem e
semelhança.
Isso
indica que Deus queria uma expressão. Gênesis 1:26, 27 mostra que o homem não
era apenas uma única pessoa. O versículo 27 diz: "Criou Deus, pois, o
homem à sua imagem... homem e mulher os criou." Isso indica que o homem
aqui é algo coletivo. J. N. Darby diz que o homem em Gênesis 1:27 quer dizer
gênero humano, o homem como uma raça. Na criação de Deus Ele fez algo de acordo
com o Seu plano para ter uma expressão. O gênero humano era para expressar
Deus. Esse é o início da Bíblia.
Então a
Bíblia continua falando a respeito de oito grandes homens: Adão, Abel, Enos,
Enoque, Noé, Abraão, Isaque e Jacó. Incluindo Adão, estes são os oito gigantes
no primeiro livro da Bíblia.
Betel
— a Casa de Deus
Quando
chegamos a Jacó, sem a luz divina podemos ver somente um menino travesso. Mas
este jovem travesso, enquanto escapava de seu irmão Esaú, dormiu ao relento e
teve um sonho (Gn 28:11-19).
Jacó
sonhou com uma escada ligando a terra ao céu, com anjos subindo e descendo por
ela. Os anjos não estavam descendo e subindo, mas subindo e descendo. Isso
indica que a escada era da terra ao céu. Freqüentemente dizemos que os nossos
sonhos provêm do que pensamos. Se temos algo na mente, isso virá para nós como
um sonho enquanto estamos dormindo. No caso de Jacó entretanto, não creio que
ele sonhou o que estava em seus pensamentos durante o dia. Naqueles dias ele
deveria estar pensando em como ele estava fugindo de Esaú. Em seu sonho, porém,
não havia nenhum Esaú e nenhum Labão. Ele viu uma escada na terra alcançando os
céus. Quando ele acordou, teve uma inspiração de Deus e disse: "É a casa
de Deus, a porta dos céus" (Gn 28:17). Erigiu a pedra que ele tinha usado
como travesseiro e derramou óleo sobre ela, chamando aquele lugar de Betel, que
significa a casa de Deus.
Noé foi
comissionado por Deus para edificar uma arca, e Abraão recebeu uma promessa de
Deus de que toda a terra, toda humanidade, seria abençoada em sua semente. Mas
esse menino travesso, o neto de Abraão, teve um sonho. Acordando daquele sonho,
ele disse algo maravilhoso, algo que compõe e direciona toda a Bíblia — a casa
de Deus. Esse é um ponto direcional, passando ao longo da Bíblia. Desse menino
travesso que teve tal sonho veio um povo, o povo de Israel.
O
Tabernáculo —
a Casa de Deus
No
segundo livro da Bíblia, Êxodo, todos os filhos de Israel foram ganhos por
Deus. Ele não somente os resgatou, mas os reuniu no monte Sinai. Ali Deus
deu-lhes uma visão (Êx 19), e não simplesmente um sonho. Há uma conexão entre a
visão que Moisés recebeu de Deus no monte Sinai e o sonho de Jacó. Jacó em seu
sonho viu algo relacionado à casa de Deus, e agora os seus descendentes, um
povo que veio de Jacó, estava ali no monte Sinai com os céus abertos para eles.
Um dos representantes deles, Moisés, subiu ao monte para estar com Deus, e Deus
lhe mostrou o modelo de Sua casa, um modelo de como edificar o tabernáculo.
O tabernáculo
é a casa de Deus. Em 1 Samuel 3:3 o tabernáculo é chamado de o templo do Senhor; isso quer dizer,
que ele era a casa de Deus. O tabernáculo como lugar de habitação de Deus é
também chamado de templo, a casa de Deus.
No monte
Sinai Moisés viu todos os projetos, e os filhos de Israel edifícaram um tabernáculo
de acordo com esse modelo. No último capítulo de Êxodo, o tabernáculo foi erigido, e imediatamente a glória de Deus desceu
dos céus e encheu o tabernáculo (Ex 40:34). Isso é maravilhoso! Isso foi até
mesmo maior do que os atos criadores de Deus. Criar o universo é algo geral,
mas para Deus ter um lugar definido nesta terra para que Ele pudesse descer e
entrar, o caminho da glória foi verdadeiramente maravilhoso. O tabernáculo
físico era um tipo de todos os filhos de Israel como o lugar de habitação de
Deus.
O
Tabernáculo — Jesus Cristo, o Homem-Deus
Finalmente
aquele tipo foi cumprido no Senhor Jesus. Quando o Senhor Jesus veio, Deus
veio. "No princípio era a Palavra e a Palavra estava com Deus, e a Palavra
era Deus" (lit.), e essa Palavra tornou-se carne (Jo 1:1, 14). Sabemos que
este é Jesus na encarnação. Quando Ele veio na encarnação, Ele
"tabernaculou" (v. 14 - lit.). Isso indica que Ele mesmo como o
tabernáculo vivo foi o cumprimento do tabernáculo em Êxodo 40. Jesus, como o
tabernáculo, não é um edifício mas uma pessoa viva, orgânica. Esse que é o
tabernáculo é uma Pessoa divina, uma Pessoa maravilhosa, um homem-Deus. A
primeira impressão que a Bíblia dá a respeito do tabernáculo é que ele é uma
coisa orgânica, uma pessoa orgânica. Ainda mais, ele é um humano orgânico
mesclado com Deus. O tabernáculo é o homem-Deus Jesus Cristo.
No final
da Bíblia está a Nova Jerusalém, a consumação final e máxima do tabernáculo (Ap
21:3). O tabernáculo nos dois Testamentos, tanto o Velho como o Novo, é, na
verdade, uma pessoa viva de duas naturezas — a natureza humana e a divina. O
Senhor Jesus era um homem composto de divindade e humanidade. O Espírito Santo
é o elemento divino, a divindade, e a virtude humana é o elemento humano, a
humanidade. Portanto, a concepção de Jesus é do elemento divino no elemento
humano. Essa concepção gerou uma criança de duas naturezas — divina e humana.
Essa criança não era somente humana, mas também divina. Ela era um homem-Deus,
e este homem-Deus era o tabernáculo.
Deixem-me
enfatizar fortemente que esse é um tabernáculo no sentido bíblico. Na Bíblia o
tabernáculo é uma pessoa viva como uma composição da natureza divina e da
humana. Por causa disso, a Nova Jerusalém não pode ser uma cidade literal, nem
pode ser uma mansão celestial. De acordo com o sentido bíblico, tabernáculo
quer dizer uma pessoa viva como uma composição de divindade com humanidade.
O Tabernáculo e o
Templo
Israel
primeiramente edificou o tabernáculo. Então, quando entraram na boa terra, Deus
revelou-lhes por meio de Davi (2 Sm 7:2, 5-13) que Ele queria ter algo fixo e
não transportável. O tabernáculo era uma casa de Deus
"transportável." Ele podia satisfazer a Deus temporariamente, mas
não permanentemente. Ele queria algo fixo edificado sobre um fundamento sólido.
O templo não era móvel ou transportáve, mas algo estabelecido. Davi conhecia o
coração de Deus e preparou todos os materiais para a edificação do templo (1 Cr
22). Deus tinha-lhe dado um filho, Salomão, que edificaria o templo. Esse
templo era a ampliação do tabernáculo. Quando ele foi finalizado, as coisas do
tabernáculo foram trazidas para dentro do templo (2 Cr 5:1, 5), indicando que
os dois eram, na verdade, um.
No Novo
Testamento, o Senhor Jesus em João 1:14 é revelado como o tabernáculo, mas em
João 2:19-21 Ele indica que Ele é o templo. "Destruí este santuário, e em
três dias eu o reconstruirei" (v. 19). A palavra de Jesus aqui indica que
Seu corpo era o verdadeiro templo. Quando Ele disse que levantaria o templo em
três dias, sabemos que Ele ergueu uma casa de Deus em ressurreição. A
casa de Deus que Jesus edificou em ressurreição não é somente Ele próprio, mas
inclui Seus crentes também (Ef 2:6). Assim, esse templo edificado na e pela
ressurreição de Jesus é um templo coletivo. Esse templo é a igreja. A igreja é
o templo (1 Co 3:16).
A
Igreja — Composta dos Membros Vivos de Cristo
Muitos
cristãos consideram a igreja um edifício físico. Eles se referem ao edifício
como a igreja ou como o santuário. Muitos pensam numa igreja como um edifício
com um teto inclinado, vitrais e um campanário.
A Bíblia,
entretanto, revela que a igreja é uma composição viva dos membros vivos de
Cristo (1 Pe 2:5). Ela é uma composição orgânica de todos os verdadeiros
crentes. Nós somos a igreja. Ela não é um edifício sem vida. A igreja é
orgânica. A igreja somos nós, você e eu, as pessoas regeneradas pelo Espírito
com a vida divina. Ela é todos os queridos santos. A igreja é um organismo. Ela
é viva e ativa. Ela não é sem vida, pois os componentes da igreja são pessoas
vivas. Nós, os crentes, somos os componentes. A igreja é composta de todos os
santos, assim ela é algo vivo.
A
Igreja —
Humanidade e Divindade
A igreja
é também uma pessoa coletiva composta de dois elementos, de humanidade e
divindade. Nós, os crentes, como os componentes da igreja temos duas naturezas
— uma natureza humana e uma natureza divina. Recebemos nossa natureza humana
por meio do nascimento natural. Então em nosso segundo nascimento, um
nascimento espiritual, recebemos outra natureza, a natureza divina. Em nossa
regeneração recebemos a vida divina (1 Jo 5:11). Se temos vida, certamente com
esta vida vem a natureza. Somos participantes da natureza divina (2 Pe 1:4);
portanto temos duas naturezas.
Há uma
tendência hoje, entre estudantes de seminário, em crer que os cristãos têm
somente uma natureza, a qual será gradualmente melhorada. Isso não somente é um
ensinamento errado; é heresia. Tal ensinamento anula o fato da regeneração.
A igreja,
entretanto, é uma composição viva e coletiva de pessoas com duas naturezas —
humana e divina. Com Cristo existiu primeiro a divindade, e, depois, a
humanidade. Conosco existe primeiro a humanidade, então a divindade. Cristo
como o tabernáculo foi uma pessoa com divindade mais humanidade, e nós, como a
ampliação de Cristo, o lugar de habitação de Deus, o próprio templo, somos uma
composição, primeiro da humanidade e, então, da divindade. Cristo tem divindade
mais humanidade. Nós temos humanidade mais divindade. Em natureza Ele e nós
somos o mesmo. A única diferença é que Ele tem a deidade, e nós não; contudo,
temos a vida e a natureza divina como Ele tem. Não temos a Sua autoridade, Sua
deidade.
A Consumação do Templo
A Nova
Jerusalém é a consumação de tal templo. Baseado neste princípio, não podemos
dizer que ela é uma cidade física ou uma mansão celestial. Uma vez que a Nova
Jerusalém é a consumação final e máxima de toda a edificação da habitação de
Deus ao longo das gerações como a conclusão de toda revelação de Deus de Sua
economia, ela é totalmente orgânica. Ela é seres humanos mesclados com Deus.
Essa composição será uma habitação mútua, para Deus habitar nos santos e para
os santos habitarem em Deus.
A Nova
Jerusalém é uma composição do povo redimido e regenerado de Deus, que são os
Seus Filhos. Essa cidade é também o agregado da filiação divina. Efésios 1 diz
que fomos escolhidos e predestinados para a filiação (vs. 4, 5). O
agregado da filiação
será a Nova
Jerusalém. Ela é a composição de
todos os filhos de Deus (Ap 21:7). Tal edificação, a cidade santa, é uma
pessoa coletiva viva porque ela é chamada de a esposa do Cordeiro (Ap 21:9).
Uma cidade física não pode ser uma esposa. Uma esposa é uma pessoa; portanto,
essa cidade deve ser uma pessoa coletiva viva.
OS
ELEMENTOS INTRÍNSECOS DA EDIFICAÇÃO DE DEUS
O
conteúdo da edificação de Deus tem alguns elementos, os quais são intrínsecos
e ocultos. O elemento intrínseco da Nova Jerusalém como o lugar eterno de
habitação de Deus é o próprio Deus Triúno.
A
Trindade Divina —
A Estrutura Básica
A
Trindade divina é a estrutura básica da Nova Jerusalém. Ela é estruturada com a
natureza do Pai, conforme representada pelo ouro. A própria cidade é uma
montanha de ouro, e sua rua é também de ouro (Ap 21:18b, 21b). Isso indica que
a cidade é uma coisa divina. Divindade é o elemento básico do conteúdo do
edifício.
A
redenção do Filho por meio da morte e ressurreição é representada pela pérola.
Pérolas provêm de ostras. Elas são produzidas após as ostras serem feridas por
um grão de areia. A ostra secreta seu sumo de vida em volta da areia e faz dela
uma pérola. Isso significa a encarnação de Cristo e a Sua ida para dentro das
águas da morte como uma ostra. O ser ferido pelas nossas transgressões e o
liberar de Sua vida de ressurreição produz uma pérola.
A transformação
do Espírito é representado pelas pedras preciosas. No ouro está a natureza do
Pai, na pérola está a redenção do Filho por meio da morte e ressurreição, e nas
pedras preciosas está o Espírito em Sua obra transformadora. Isso quer dizer
que o próprio Deus Triúno é a estrutura básica da Nova Jerusalém. A Trindade é
também a estrutura da vida da igreja, que é uma miniatura da Nova Jerusalém. O
tamanho é muito menor, mas os elementos são os mesmos.
A
Vida Divina — O Suprimento e a Nutrição Interior
Para a
nossa vida física, nós, diariamente, precisamos de suprimento nutrição. É por
isso que temos de comer ao menos três vezes ao dia. A vida divina é o suprimento
e a nutrição interior de todas as partes da Nova Jerusalém. Isso é indicado
pela água da vida fluindo do trono divino para saturar toda a cidade (Ap 22:1,
17). Na água cresce a árvore da vida, que produz doze frutos, um a cada mês,
doze meses anualmente, para alimentar toda a cidade (Ap 22:2a, 14, 19). A água
da vida e a árvore da vida com o fruto da vida realizam o suprir e o nutrir.
Toda a cidade vive desses dois itens.
A Luz Divina — A Luz Interior e
a Glória Exterior
A
Trindade divina é a estrutura básica, a vida divina é o suprimento e a nutrição
interior, e a luz divina é a luz interior e a glória exterior para a expressão.
Deus no Cordeiro é a lâmpada como a luz interior (Ap 21:23). Na Nova Jerusalém
não precisaremos do sol, da lua, de velas, de querosene ou de eletricidade. Não
precisaremos da luz criada por Deus ou da luz feita pelo homem, pois teremos o
próprio Deus, que é a luz interior. Ao mesmo tempo, essa luz brilha na e
através da pedra preciosa, como uma pedra de jaspe, significando os crentes
transformados (Ap 21:11). A pedra de jaspe é "transparente como
cristal." Deus, como a luz dentro do Cordeiro como a lâmpada, está
brilhando pela cidade. Na cidade está a luz que brilha. Fora, a luz está
expressando a glória de Deus, de modo q~c a cidade inteira possui a
glória de Deus. A glória de Deus é o próprio Deus, brilhando da cidade através
da muralha transparente de jaspe (21:18). Isso é o que a igreja deve ser hoje —
uma composição viva de Deus, com Cristo como nossa luz interior resplandecente
e como a nossa expressão em glória.
Um
Mesclar do Deus Triúno com o Homem Tripartido
Fomos
redimidos, regenerados, e agora estamos sendo transformados. Também estamos a
caminho para sermos glorificados. O nosso espírito foi regenerado, nossa alma
problemática está sendo transformada, e nosso pobre corpo está esperando
transfiguração.
Na Nova
Jerusalém o Deus Triúno está plenamente mesclado com o homem tripartido
redimido, regenerado, transformado e glorificado. Esse mesclar é a habitação
eterna de Deus, representado pelo número doze. Doze é três multiplicado por
quatro. Sabemos disso porque a cidade é quadrada com quatro lados. Em cada lado
há três portas (21:13). Pela eternidade a Nova Jerusalém será um mesclar
absoluto, não somente uma adição. Ela é a multiplicação — o Deus Triúno (três)
multiplicado pelo homem (quatro).
Na Nova
Jerusalém o número doze é usado catorze vezes. Doze fundamentos de doze pedras
preciosas possuem os nomes dos doze apóstolos (21:14, 19, 20). As doze portas
de doze pérolas com doze anjos possuem os nomes das doze tribos (21:12, 21a). A
medida da cidade é doze mil estádios em três dimensões (21:16). A altura da
muralha é de cento e quarenta e quatro côvados (21:17a), que é doze
multiplicado por doze côvados. A árvore da vida produz doze frutos em cada um
dos doze meses (22:2). O número doze, ocorrendo tantas vezes, quer dizer que a
cidade santa é um mesclar do Deus Triúno com o homem tripartido.
Um Edifício em
Ressurreição
Apocalipse
21:17b diz que a medida da muralha é "medida de homem, isto é, de
anjo." Esse é um sinal de que naquele tempo o homem será como os anjos. Em
Mateus 22:30 o Senhor Jesus indicou que em ressurreição o homem será "como
anjos de Deus nos céus." Assim, o homem sendo como um anjo indica o
princípio da ressurreição. A cidade inteira, portanto, estará em ressurreição. Cristo ,
o Cabeça, e nós, Seus membros, estaremos todos em ressurreição.
Uma
Expressão Plena do Deus Triúno
A muralha
é feita de jaspe, e a luz da cidade é como jaspe (21:18, 11). Em 4:3 nos é dito
claramente que Deus sentado no trono se assemelha a jaspe. Jaspe, então,
significa a aparência de Deus. Na eternidade, a Nova Jerusalém possuirá a
aparência de Deus. Deus se assemelha a jaspe, e a cidade toda possuirá a
aparência de jaspe. Isso indica que ela será uma expressão eterna e coletiva de
Deus.
Isso
cumpre Gênesis 1:26. A Bíblia começa da forma como termina. Ela começa com a
imagem de Deus para a Sua expressão, e ela termina com uma expressão coletiva,
vasta, imensa e esplêndida. Essa é a consumação final e máxima do registro do
tabernáculo e do templo. A Bíblia é um registro dessas duas coisas: o
tabernáculo e o templo. A conclusão da Bíblia é a consumação do tabernáculo e
do templo.
O que a
Nova Jerusalém é deve ser verdadeiro na igreja agora mesmo. Nós, como a igreja
na restauração do Senhor, temos de ter o Deus Triúno como a nossa estrutura,
com a vida divina como o nosso suprimento e nutrição interior, e com a luz
divina como o nosso brilho interior e expressão exterior. Esse é o testemunho
de Jesus. No começo do livro de Apocalipse estão os candelabros como o
testemunho de Jesus (1:2,12). Então, no fim do mesmo livro está o agregado de
todos os candelabros, a Nova Jerusalém, como o testemunho eterno de Jesus.
Hoje devemos ser tal testemunho vivo de Jesus. Não somos uma outra obra cristã,
nem somos simplesmente um grupo cristão. Somos o testemunho de Jesus como o
candelabro hoje, que será consumado na Nova Jerusalém. O que seremos lá
devemos primeiramente ser aqui.
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