sexta-feira, 11 de abril de 2014

Comentário de Pe. Maggi a Jo 9:1-41

 
Texto

Jo 9:1-41
 
1 E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença.
2 E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?
3 Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.
4 Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
5 Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.
6 Tendo dito isto, cuspiu na terra, e com a saliva fez lodo, e untou com o lodo os olhos do cego.
7 E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado). Foi, pois, e lavou-se, e voltou vendo.
8 Então os vizinhos, e aqueles que dantes tinham visto que era cego, diziam: Não é este aquele que estava assentado e mendigava?
9 Uns diziam: É este. E outros: Parece-se com ele. Ele dizia: Sou eu.
10 Diziam-lhe, pois: Como se te abriram os olhos?
11 Ele respondeu, e disse: O homem, chamado Jesus, fez lodo, e untou-me os olhos, e disse-me: Vai ao tanque de Siloé, e lava-te. Então fui, e lavei-me, e vi.
12 Disseram-lhe, pois: Onde está ele? Respondeu: Não sei.
13 Levaram, pois, aos fariseus o que dantes era cego.
14 E era sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos.
15 Tornaram, pois, também os fariseus a perguntar-lhe como vira, e ele lhes disse: Pôs-me lodo sobre os olhos, lavei-me, e vejo.
16 Então alguns dos fariseus diziam: Este homem não é de Deus, pois não guarda o sábado. Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tais sinais? E havia dissensão entre eles.
17 Tornaram, pois, a dizer ao cego: Tu, que dizes daquele que te abriu os olhos? E ele respondeu: Que é profeta.
18 Os judeus, porém, não creram que ele tivesse sido cego, e que agora visse, enquanto não chamaram os pais do que agora via.
19 E perguntaram-lhes, dizendo: É este o vosso filho, que vós dizeis ter nascido cego? Como, pois, vê agora?
20 Seus pais lhes responderam, e disseram: Sabemos que este é o nosso filho, e que nasceu cego;
21 Mas como agora vê, não sabemos; ou quem lhe tenha aberto os olhos, não sabemos. Tem idade, perguntai-lho a ele mesmo; e ele falará por si mesmo.
22 Seus pais disseram isto, porque temiam os judeus. Porquanto já os judeus tinham resolvido que, se alguém confessasse ser ele o Cristo, fosse expulso da sinagoga.
23 Por isso é que seus pais disseram: Tem idade, perguntai-lho a ele mesmo.
24 Chamaram, pois, pela segunda vez o homem que tinha sido cego, e disseram-lhe: Dá glória a Deus; nós sabemos que esse homem é pecador.
25 Respondeu ele pois, e disse: Se é pecador, não sei; uma coisa sei, é que, havendo eu sido cego, agora vejo.
26 E tornaram a dizer-lhe: Que te fez ele? Como te abriu os olhos?
27 Respondeu-lhes: Já vo-lo disse, e não ouvistes; para que o quereis tornar a ouvir? Quereis vós porventura fazer-vos também seus discípulos?
28 Então o injuriaram, e disseram: Discípulo dele sejas tu; nós, porém, somos discípulos de Moisés.
29 Nós bem sabemos que Deus falou a Moisés, mas este não sabemos de onde é.
30 O homem respondeu, e disse-lhes: Nisto, pois, está a maravilha, que vós não saibais de onde ele é, e contudo me abrisse os olhos.
31 Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve.
32 Desde o princípio do mundo nunca se ouviu que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença.
33 Se este não fosse de Deus, nada poderia fazer.
34 Responderam eles, e disseram-lhe: Tu és nascido todo em pecados, e nos ensinas a nós? E expulsaram-no.
35 Jesus ouviu que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: Crês tu no Filho de Deus?
36 Ele respondeu, e disse: Quem é ele, Senhor, para que nele creia?
37 E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo.
38 Ele disse: Creio, Senhor. E o adorou.
39 E disse-lhe Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem sejam cegos.
40 E aqueles dos fariseus, que estavam com ele, ouvindo isto, disseram-lhe: Também nós somos cegos?
41 Disse-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado; mas como agora dizeis: Vemos; por isso o vosso pecado permanece.
 
ACRF
 
Gv 9:1-41
In quel tempo, Gesù passando vide un uomo cieco dalla nascita e i suoi discepoli lo interrogarono: «Rabbì, chi ha peccato, lui o i suoi genitori, perché sia nato cieco?». Rispose Gesù: «Né lui ha peccato né i suoi genitori, ma è perché in lui siano manifestate le opere di Dio. Bisogna che noi compiamo le opere di colui che mi ha mandato finché è giorno; poi viene la notte, quando nessuno può agire. Finché io sono nel mondo, sono la luce del mondo». Detto questo, sputò per terra, fece del fango con la saliva, spalmò il fango sugli occhi del cieco e gli disse: «Va’ a lavarti nella piscina di Sìloe», che significa “Inviato”. Quegli andò, si lavò e tornò che ci vedeva. Allora i vicini e quelli che lo avevano visto prima, perché era un mendicante, dicevano: «Non è lui quello che stava seduto a chiedere l’elemosina?». Alcuni dicevano: «È lui»; altri dicevano: «No, ma è uno che gli assomiglia». Ed egli diceva: «Sono io!». Allora gli domandarono: «In che modo ti sono stati aperti gli occhi?». Egli rispose: «L’uomo che si chiama Gesù ha fatto del fango, me lo ha spalmato sugli occhi e mi ha detto: “Va’ a Sìloe e làvati!”. Io sono andato, mi sono lavato e ho acquistato la vista». Gli dissero: «Dov’è costui?». Rispose: «Non lo so». Condussero dai farisei quello che era stato cieco: era un sabato, il giorno in cui Gesù aveva fatto del fango e gli aveva aperto gli occhi. Anche i farisei dunque gli chiesero di nuovo come aveva acquistato la vista. Ed egli disse loro: «Mi ha messo del fango sugli occhi, mi sono lavato e ci vedo». Allora alcuni dei farisei dicevano: «Quest’uomo non viene da Dio, perché non osserva il sabato». Altri invece dicevano: «Come può un peccatore compiere segni di questo genere?». E c’era dissenso tra loro. Allora dissero di nuovo al cieco: «Tu, che cosa dici di lui, dal momento che ti ha aperto gli occhi?». Egli rispose: «È un profeta!». Ma i Giudei non credettero di lui che fosse stato cieco e che avesse acquistato la vista, finché non chiamarono i genitori di colui che aveva ricuperato la vista. E li interrogarono: «È questo il vostro figlio, che voi dite essere nato cieco? Come mai ora ci vede?». I genitori di lui risposero: «Sappiamo che questo è nostro figlio e che è nato cieco; ma come ora ci veda non lo sappiamo, e chi gli abbia aperto gli occhi, noi non lo sappiamo. Chiedetelo a lui: ha l’età, parlerà lui di sé». Questo dissero i suoi genitori, perché avevano paura dei Giudei; infatti i Giudei avevano già stabilito che, se uno lo avesse riconosciuto come il Cristo, venisse espulso dalla sinagoga. Per questo i suoi genitori dissero: «Ha l’età: chiedetelo a lui!». Allora chiamarono di nuovo l’uomo che era stato cieco e gli dissero: «Da’ gloria a Dio! Noi sappiamo che quest’uomo è un peccatore». Quello rispose: «Se sia un peccatore, non lo so. Una cosa io so: ero cieco e ora ci vedo». Allora gli dissero: «Che cosa ti ha fatto? Come ti ha aperto gli occhi?». Rispose loro: «Ve l’ho già detto e non avete ascoltato; perché volete udirlo di nuovo? Volete forse diventare anche voi suoi discepoli?». Lo insultarono e dissero: «Suo discepolo sei tu! Noi siamo discepoli di Mosè! Noi sappiamo che a Mosè ha parlato Dio; ma costui non sappiamo di dove sia». Rispose loro quell’uomo: «Proprio questo stupisce: che voi non sapete di dove sia, eppure mi ha aperto gli occhi. Sappiamo che Dio non ascolta i peccatori, ma che, se uno onora Dio e fa la sua volontà, egli lo ascolta. Da che mondo è mondo, non si è mai sentito dire che uno abbia aperto gli occhi a un cieco nato. Se costui non venisse da Dio, non avrebbe potuto far nulla». Gli replicarono: «Sei nato tutto nei peccati e insegni a noi?». E lo cacciarono fuori. Gesù seppe che l’avevano cacciato fuori; quando lo trovò, gli disse: «Tu, credi nel Figlio dell’uomo?». Egli rispose: «E chi è, Signore, perché io creda in lui?». Gli disse Gesù: «Lo hai visto: è colui che parla con te». Ed egli disse: «Credo, Signore!». E si prostrò dinanzi a lui. Gesù allora disse: «È per un giudizio che io sono venuto in questo mondo, perché coloro che non vedono, vedano e quelli che vedono, diventino ciechi». Alcuni dei farisei che erano con lui udirono queste parole e gli dissero: «Siamo ciechi anche noi?». Gesù rispose loro: «Se foste ciechi, non avreste alcun peccato; ma siccome dite: “Noi vediamo”, il vostro peccato rimane».



Comentário

de Pe. Alberto Maggi


          As autoridades religiosas que afirmam ser a luz dos povos , os guias dos cegos - como eles gostavam de chamar a si mesmo - na verdade, eles estão cegos pela sua própria doutrina que lhes impede de ver as ações de Deus, o Criador. Assim formula o capítulo 9 do Evangelho de João. Neste episódio, Jesus restaura a visão a um cego, mandando-o para a piscina de Siloé. E o evangelista especifica que é o próprio Jesus o "enviado". Então, Jesus, que é chamado de " luz do mundo", chama este homem, que nunca conheceu o que era luz, para encontrá-lo." Então ele foi , lavou-se e voltou vendo. " E aqui começa o problema . Por milagre , o indivíduo agora está sendo acusado . Primeiro de tudo, não é a maravilha de vizinhos , de quem ele tinha visto antes, que ele era um mendigo, que não o reconhecem . É estranho. Como eles não reconhecê-lo ? No fim da sessão é a única luz aos olhos , não é a aparência que alterada . E ' quando você se encontrar com Jesus e sua mensagem restaura dignidade e liberdade para as pessoas , é o mesmo de antes , mas também é uma pessoa completamente nova . E ' esta é a razão pela qual eles não reconhecem o cego de nascença . E , na frente da disputa sobre "é ele ou não é ele ", disse o ex-cego diz: " 'Eu sou' . " É da mesma forma em que Jesus afirma status divino . Quando você se encontra com Jesus , o status divino de Jesus é comunicada , mesmo para aqueles que o aceitam . Como ele havia dito a João no prólogo de " A todos quantos o receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus. " Bem, aqui começa o problema para este ex- cego. Pela primeira vez , e sete vezes - este é o tema da canção - eles vão pedir -lhe como foram os seus olhos se abriram . Para entender toda essa questão cadenzerà episódio sete vezes , basta lembrar que " abrir os olhos " era um retrato de libertação da opressão , e seria a tarefa do Messias. Incapaz de ter sua própria opinião , que não era a única , emitida pelas autoridades e pelos líderes espirituais , o ex- liderar esta cego para os fariseus, os líderes espirituais do povo. Por quê? Porque era sábado. Pela segunda vez Jesus curou alguém em um dia em que ele foi proibido , não só para curar os doentes , mas também para visitá-los. No sábado - sabemos - era o mandamento mais importante , que o próprio Deus observado. Então, eu sou incapaz de julgar este caso , porque não há , sem dúvida, uma coisa boa, mas não é a transgressão da maior mandamento. Então os fariseus também perguntaram como esse homem recuperou a visão. Não há alegria , não há alegria sobre o fato de que este homem, cego de nascença , ele recuperou a vista . Mas só quero saber como. E , sempre acostumado a julgar tudo e todos com a lei na mão , que é o único critério para julgá-los ", alguns dos fariseus diziam :" Este homem ", " que é Jesus "," não é de Deus não mantém de sábado . " O único critério para julgar os fariseus é a observância da lei , e não o bem do homem . Para Jesus , no entanto , o critério de julgamento é o bem do homem . Aqueles que julgam de acordo com a lei , a doutrina , um código , é clara e afirma que Jesus não é de Deus Outros perguntou como poderia um pecador operar esses sinais . "Então eles disseram novamente ao cego :" O que você diz . " Incapaz de dar uma resposta, que se quer dar ao ex-cego ", " uma vez que ele abriu os olhos "," isso é o que os preocupa . Eles temem que o homem abriu os meus olhos, porque a instituição religiosa pode dominar as pessoas , desde que as pessoas são cegas , mas quando ele abre os olhos e vê o rosto de Deus e da dignidade a que ele chama , o primeiro a sofrer despesas são aqueles que fingem ser representantes de Deus e na verdade esta é apenas a escuridão que impede a luz do mundo. Bem, ele responde : " Ele vem de Deus. " Enquanto os fariseus estavam dizendo confiante : "Este homem não é de Deus", o cego - aquele que era cego em vez vê quem é cego podia ver - ele diz : " É um profeta ', que provém de Deus, em seguida, entrar no campo os judeus . Este termo indica que os líderes religiosos evangelista do povo ; Bem, para defender a sua doutrina , eles negam a evidência. " Eu não acredito que ele tivesse sido cego e recebido a vista. " Para defender sua teologia , para defender a sua doutrina , para defender a lei , negar a vida ,
negar a evidência , negar a vida . Ele intimidar os pais do ex-cego e interrogá-los . É um interrogatório muito pesado, dando a entender que eles são bandidos e fazer duas perguntas: " ' E ' Este é o teu filho '", e depois insinuar dúvidas de que ele não era o seu filho "," que dizeis ter nascido cego? Então, tenho duas perguntas . "É seu filho? " E "e " nascido cego? Como é que ele agora vê? "Os pais respondem que é o seu filho, que nasceu cego, e não sei como ele abriu os olhos e dizer :" Pergunte a ele , é da idade . " Isso significa que é a idade, é maior do que treze. As notas evangelista que diziam que este , por medo das autoridades religiosas , porque eles já tinham decidido que quem reconheceu Jesus como o Messias, o Cristo, seria expulso da sinagoga , que é a morte civil. Com ele fora da sinagoga, consideradas vítimas da praga , era necessário manter uma distância de pelo menos dois metros de segurança. Não está satisfeito ", chamaram o homem que tinha sido cego e disseram -lhe:" Dá glória a Deus "," uma frase que significa " ele confessa , reconhecer , ser sincero , talvez até à sua custa. " E assim, a frase: " " Sabemos que esse homem é um pecador ! ' "Então, a critério das autoridades deve ser a experiência mais válida do indivíduo. Para as autoridades , o povo não pode ter a sua própria opinião do que o que deles emana . Bem, a resposta é o ex-cego cheio de humor. Ele diz : "Eu não ir para as questões teológicas que não é minha responsabilidade " ... "" Se ele é pecador eu não sei ' " , por isso não entra em questões doutrinais , ele fala de sua própria experiência, " "Uma coisa eu sei: eu era cego e agora vejo "," você vai dizer que esse homem é um pecador, você pode querer sugerir que seria melhor para mim ficar em vez de cegar a recuperar a visão de um pecador , mas a minha experiência foi positiva , eu estava cego e agora Eu posso ver . O evangelista está dizendo que não é a doutrina , mas a experiência do indivíduo é a que tem o melhor . E ' a primazia da doutrina da sua própria consciência. A doutrina pode dizer o que quiser, que a sua experiência é negativa , você está em pecado, mas se a sua vida lhe diz que isso é positivo , se isso lhe dá e comunica a vida , isso é o que conta . Assim, o ex- cego ridiculariza a atitude das autoridades . Ele diz: " se ele é pecador eu não sei , mas eu sei de uma coisa: ch era cego , agora vejo. " E assim, mais uma vez a insistência da pergunta: " " Como te abriu os olhos? " " Isso que eles querem saber , como é que ele abriu os olhos. E, com humor sutil , o cego diz: " Eu já disse e você não deu ouvidos .. vós quereis também tornar-se seus discípulos ? " Eu nunca tinha dito: " Você insultado. " Quando as autoridades não sabem como reagir à passagem insulto. " E eles disseram: " Seu discípulo é você que nós somos discípulos de Moisés ! " Eles não seguem a vida, mas reverenciar os mortos. " " Sabemos que Deus falou a Moisés , mas ele ... "," é interessante que nos Evangelhos , as autoridades religiosas , os judeus , os líderes , quando eles se voltam para Jesus , ou falar de Jesus, sempre evitar tomar o nome, e usando um termo depreciativo , " Ele ". " " Ele não sabe onde ele está . " Eles não conhecem a Jesus , porque eles não conhecem a Deus , eles não sabem o Pai , amante da vida. Defensores de Deus legislatura não pode compreender as ações do Criador, que não se manifestam na doutrina , mas na vida . " O homem respondeu :" Só esta surpresa: você não sabe de onde ele é , mas ele me abriu os olhos " . Pela sexta vez , vemos a insistência deste abrir os nossos olhos que o tema desta canção , eo ex-cego , que é um mendigo, com bom senso, ridiculariza as acrobacias teológicas dos líderes . Todo mundo percebe que há uma intervenção divina , a menos que as autoridades . E com respostas de senso comum : " Desde que o mundo começou ele nunca ouviu falar que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença . Se este homem não fosse de Deus , nada poderia fazer . " É algo elementar . É algo tão claro ... Como é que as autoridades não entender isso? A doutrina tem cegado . Para eles , o que importa cartuchos que contenham ativador da boa doutrina , em seguida, a defesa da sua instituição, e não o bem do homem . Eles não se interessam no bem do homem . Não querendo aprender, mas apenas para ensinar, a réplica de violência " " Você nasceu totalmente em pecado, e nos ensinar ? "No início da canção foi a pergunta dos discípulos se esse cara tivesse pecado , ou seus pais por ser cego. A cegueira era considerada uma maldição porque impediu o estudo do direito . Bem, os judeus, os líderes , não tenho dúvidas . E ' nascido em pecado ; cego tem que voltar a dar-lhes razão . " E , lançando-o para fora " , ou seja, a expulsão da sinagoga. Mas não é uma grande perda : expulso da religião, é a fé. Na verdade, expulso da sinagoga, Jesus procura e encontra -lo. Os líderes religiosos que excomungar , na realidade, eles são a verdadeira excomungado.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

DONS ESPIRITUAIS





Três palavras gregas estão envolvidas na discussão do apóstolo Paulo sobre os dons espirituais em 1 Coríntios 12-14: (1) ta pneumatika (1 Co 12.1; 14.1;veja também Rm 1.11), “dons, poderes ou manifestações espirituais”. (2) ta pneumata (1 Co 14.12), “espíritos” ou manifestações do Espírito. (3) ta charismata (1 Co 12.4,9,28,30,31; veja também Rm 1.11; 12.6; 1 Co1.7; 1 Tm 4.14; 2 Tm 1.6; 1 Pe 4.10), “dons da graça”.

Um dom espiritual ou carismático é uma capacidade ou um poder sobrenatural conferido a um cristão fiel pelo Espírito Santo, que lhe dá a capacidade de desempenhar sua função como um membro do corpo de Cristo (1 Co 12.4-27). Estes dons não devem ser considerados talentos naturais, mas sim manifestações sobrenaturais do próprio Espírito (v. 7). Eles não devem ser confundidos com graças espirituais ou com as várias partes do fruto do Espírito - facetas do caráter de Cristo que todos os crentes devem cultivar (G1 5.22,23). Eles não são idênticos aos postos ou posições espirituais na igreja, seja para a supervisão temporal ou espiritual dos seus assuntos (presbíteros, diáconos, 1 Timóteo 3.1-13), seja para o ministério público (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores, Efésios 4.11). Somente determinados crentes são indicados para esses ofícios espirituais (1 Co 12.28a, 29a) - os dons de Cristo (domata) para sua igreja (Ef 4.8) em vista dos dons espirituais específicos já evidenciados em suas vidas.


Em 1 Coríntios 12.14, Paulo explica a unidade, a diversidade, a distribuição, a ordem, a motivação, a permanência, o valor relativo e o uso adequado dos dons espirituais. Com relação à sua unidade, todos eles são dados, administrados e energizados ou inspirados pelo mesmo Deus trino e Uno (12.46,11). O único propósito do Espírito Santo ao outorgar esses poderes aos cristãos é sempre o de glorificar a Cristo (12.3), para o benefício e o bem comum de todos (12,7).

Com relação às suas diversidades ou diferenças, eles são chamados “dons” (charistnata) do Espírito (12.4), “ministério” ou atos de serviço da parte do Senhor (12,5) e “operações” ou atividades de Deus Pai (12.6). O apóstolo então fala de nove dons: a palavra de sabedoria, a palavra da ciência, a fé (não a fé salvadora, mas «ma fé excepcional para realizar as obras de Cristo, Jo 14.12), os dons carismáticos da cura, a operação de maravilhas, que são milagres ou realizações milagrosas, a profecia ou as declarações proféticas, o discernimento dos espíritos, a capacidade de falar uma variedade de línguas e a interpretação das línguas (12.8-10). Outros dons carismáticos são mencionados em 12,28-30 (socorros, governos), e em Romanos 12.6-8, de modo que nenhuma lista é isoladamente completa.


É possível fazer várias classificações dos dons. Porém, a de 1 Pedro 4,10,11 talvez seja a mais satisfatória. Pedro descreve duas categorias principais - os dons da expressão vocal, de modo que o possuidor do dom fala como se fossem palavras ditas pelo próprio Deus, e os dons de um serviço prático em um nível sobrenatural. Paulo faz uma classificação semelhante quando afirma que os crentes coríntios estavam enriquecidos com todas as bênçãos e com todo o conhecimento, e não lhes faltava nenhum dom carismático (1 Co 1.5-7; cf. 2 Co 8.7).

Quanto à distribuição dos dons, Paulo diz que eles são outorgados a “cada um”, isto é, a cada crente (1 Co 12.7; veja também 1 Pe 4.10). O Espírito é soberano na concessão desses dons, “repartindo particularmente a cada um como quer” (1 Co 12.11). E possível que um indivíduo manifeste mais do que um dom, e que tenha mais de um ministério, Paulo, por exemplo, foi ricamente dotado, e tinha a capacidade de falar várias línguas, de profetizar e de realizar milagres, e foi primeiramente um professor (At 11.25,26; 13.1) e, depois, um apóstolo (At 14.4,14). Normalmente, como na igreja em Corinto, os dons são amplamente distribuídos entre os santos (1 Co 1.5-7; 12.29,30).
Quanto à ordem dos dons, Paulo ensina que alguns têm maior utilidade do que outros (1 Co 12.28,31; 14.1-25). Apesar disso, nenhum deles deve ser dispensado ou desprezado (1 Co 14.39; 1 Ts 5.20). Os coríntios tendiam a valorizar o dom de línguas como sendo o mais desejável, talvez devido ao amor dos gregos pela oratória. Mas Paulo coloca esse dom no final de suas listas (1 Co 12.8-10,28-30).

Quanto ao motivo adequado para a vontade de ter os dons, e a motivação correta para usá-los, Paulo deixa bastante claro que o amor pelos outros é a única base verdadeira. “eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente" (1 Co 12.316, trad. orig.), um caminho par excellence (por excelência; kath’ hyperbolen). Se os dons de línguas, de profecia, de ciência ou dos socorros não estiverem enraizados no amor, eles não terão valor (1 Co 13.1-3).

Quanto à continuidade ou permanência dos dons, existe muita diferença de opiniões. Obviamente, o ofício do apostolado em seu sentido básico foi retirado. Não existe prova nas Escrituras da sucessão apostólica dos líderes da igreja indicados por Cristo, Em um sentido secundário, no entanto, muitos missionários fizeram o trabalho dos apóstolos com extraordinários dons e bênçãos de Deus. Novamente, o dom da profecia, em seu sentido original de anunciar e escrever a inspirada e infalível Palavra de Deus foi soberanamente retirado; mas os crentes ainda podem anunciar uma mensagem impressa por Deus quando estão à disposição do Espírito ou sob sua unção. Paulo ensina que mesmo o amor não cessando nem falhando, os dons espirituais serão interrompidos “quando vier o que é perfeito” (1 Co 13.10). Alguns ensinaram que dizendo to teleion, “o que é perfeito”, Paulo refere-se ao cânone completo das Sagradas Escrituras; entretanto, a consideração do versículo 12, que diz que então veremos face a face e teremos o conhecimento completo, assim como somos conhecidos, parece indicar que Paulo está antecipando o estado perfeito das coisas prenunciado pelo retorno de Cristo dos céus (J. H. Thayer, A Greek-EngUsk Lexicon of the New Testament, p. 618).

Um estudo da história da igreja revela que muitos dos dons carismáticos continuaram a se manifestar muito tempo após a morte de todos os apóstolos (Adolf Harnack, The Mission and Expansion of Christianity, Harper Torchbooks, 1962, pp. 129-146,199205), e que nos novos campos de missão e nas épocas de avivamento espiritual, o Senhor ainda confirma sua Palavra por meio da operação de dons sobrenaturais do Espírito. Certamente os dons de ensinar, de exortar, de repartir e de presidir (Rm 12.6 - 8), ou os dons dos socorros e dos governos (1 Co 12.28) são funções contínuas, pois a igreja sempre precisará de crentes com tais talentos.

Quanto ao valor relativo dos dons de profecia e de línguas, Paulo destaca as limitações e o valor do último dom para o indivíduo, para seu próprio crescimento espiritual, e para sua oração e adoração individual (1 Co 14.2,4o, 14-18,286), assim como para a congregação, para o seu fortalecimento quando acompanhado do dom de interpretação (14.5,13,26-28). Aquele que profetiza, no entanto, ajuda a congregação mais diretamente e mais claramente dando uma mensagem de edificação, exortação e consolação (14.3). Uma terceira função do dom de línguas é o de agir como um sinal. Isto é evidente quando uma língua desconhecida àquela pessoa que a está falando é reconhecida por um “estrangeiro” ou por alguém não crente, presente na reunião (14.22; Mc 16.17,20), como no Dia de Pentecostes (At 2.4-12).

Quanto ao uso adequado dos dons espirituais, Paulo instrui cuidadosamente a igreja de Corinto quanto à manifestação ordenada dos dons de expressão oral nas suas reuniões. Somente deve falar um por vez - e este deve permitir que os outros coloquem sua mensagem à prova - para evitar confusões e para que todos possam ser edificados (1 Co 14.2640). Para corrigir os abusos, ele não proíbe a prática dos dons, mas termina dizendo: “faça-se tudo decentemente e com ordem” (v. 40).

Bibliografia.

Arnold Bittlinger, Gifts and Graces, traduzido por H. Klassen, Londres.
Hodder & Stoughton, 1967, um comentário sobre 1 Coríntios 12-14. Donald Gee,
Spiritual Gifts in the Work of the Ministiy Today, Springfield, Missouri. Gospel Publ.
House, 1963. James G. S. S, Thomson, “Spiritual Gifts, BDT, pp. 497-500.



KUEHNER, Fred C., Th.D., Reitor,

Professor de Idiomas Biblicos, The

Theological Seminary of the Reformed

Episcopal Chureh, Filadelfia,

Penn. F. C. K


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Dicionário Bíblico Wycliffe

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Noé no cinema







Fui ao lançamento do filme Noé. Fiquei chocado com as incongruências do filme; que vão dos erros que poderíamos chamar de licenças poéticas até os mais fundamentais, que ferem abertamente os princípios preciosos da Bíblia. Por isso, resolvi enumerá-los para ajudá-los a refletir. O filme de Darren Aronosfky foi criticado por muitos cristãos por conta das diferenças frente à narrativa bíblica e também despertou a ira de líderes cristãos. Tais críticas ao filme abrangem questões diretas, como diferenças entre a história constante na Bíblia, e questões indiretas, como a impressão que o filme deixa sobre os personagens por conta da forma como a história é narrada. O próprio diretor do filme reconheceu que o longa-metragem é “o filme bíblico menos bíblico de todos os tempos”, e o estúdio que o produziu se viu obrigado a emitir alertas de que o filme continha diversas diferenças em relação à Bíblia.
Não recomendaria o filme a qualquer um, porque ele fundamenta-se em lendas, ficções e interpretações equivocadas de quem foi Noé, e, dentro desse ponto de vista, a história de Noé narrada pelas Escrituras se contrapõe em muito ao filme hollywoodiano. É uma fantasia!
O uso laxo e indevido de certas licenças poéticas faz com que o diretor do filme transgrida a cultura e a história envolta no relato. Por exemplo, Noé não obteve ajuda de criaturas gigantes de pedra quando construiu a arca; Darren Aronofsky pegou emprestado esse conceito estranho de antigos místicos judeus que sugeriram que os anjos de Deus, expulsos do céu após a criação, caíram e foram aprisionados em rochas, caminhando pela Terra em busca de oportunidades para ajudar os seres humanos. Mas a Bíblia os apresenta, segundo teólogos, como gigantes, ou como os principais líderes do(s) clã(s) etc. Assim, filhos de Deus seriam os descendentes de Sete e filhos dos homens seriam os descendentes de Caim. Isso explica a deturpação da raça humana, pois nem os que tinham a aliança (descendentes de Sete) se mantiveram separados (santos). Mas é lógico que um roteirista polêmico e ousado não iria fazer essa opção. Pessoalmente não gostei nem da opção de anjos caídos e nem dos “monstros” de pedras como forma de representar os gigantes, isso gerou problemas teológicos desnecessários (como a redenção dos anjos), mas, por outro lado, mostrou claramente que a opção do roteirista foi por uma fantasia, mostrando ao público o descompromisso da estória. Além de errar na forma, o filme os coloca como anjos caídos que se arrependem, e ajudam Noé na construção da arca, alcançando no final a sua redenção. Na verdade, a Bíblia revela que eles eram protagonistas na contaminação da raça humana, e jamais encontraram redenção.
No filme, Noé (Russel Crowe) entra com sua esposa, seus 3 filhos, e com uma jovem estéril (Emma Watson), a namorada de Sem, que terá duas filhas – o que nos possibilita supor que poderão vir a se tornar esposas dos dois outros filhos de Noé. Cão e Jafé entram sem esposas, razão que justificou a rebelião de Cão para com seu pai, que o proibira de trazer uma mulher para si. A Bíblia é clara ao dizer que 8 pessoas entraram na Arca (Noé, sua esposa, seus 3 filhos e 3 noras), e os mesmos já eram adultos. Portanto, não há nenhum intruso na arca, pois a mesma representa a salvação de Deus num tempo de juízo, e somente entraram aqueles os quais ele permitiu entrar (ver Gn 6:18).
No filme, Noé recebe a revelação de que Deus vai julgar o mundo através do dilúvio. Ele recebe a orientação de construir a Arca e obedece. Acontece que, assim que a chuva começa, Noé impede seu filho Cão de trazer uma jovem do vilarejo ao lado, sob o argumento de que Deus havia decidido acabar com a humanidade, e a razão de ter construído a Arca era para proteger os animais, e não a preservação da raça humana. Num ato de completa insanidade, ele, ainda, decide que vai matar o filho de Sem que está no ventre da sua mulher (que havia sido curada por uma bênção de ”Matusalém”, seu bisavô, e agora podia conceber). Ele afirma que deveria cumprir o propósito de Deus, o de exterminar toda a humanidade, e por isso, se o bebê fosse uma menina, ele a mataria com as próprias mãos. Noé, então, é retratado como um louco; um homem que não tem o mínimo conhecimento do propósito de Deus para a humanidade e, por corolário, Deus é um tirano injusto e mal.
Deus é retratado como alguém que se importa mais com os animais do que com a humanidade. Além disso, ele não é capaz de revelar o porquê de todas as coisas para o homem a quem Ele constituiu como instrumento da sua vontade. Ademais, na Bíblia, os descendentes de Noé não tratam a pele da serpente do Éden como uma “relíquia de família”; o diretor do filme baseou-se em escritos gnósticos de séculos atrás, quando judeus ensinaram que o Deus do Gênesis era realmente um perdedor e que Satanás era um deus melhor. A implicação sutil possível é que Noé precisava de ajuda de Satanás, não de Deus. Seria a pele da serpente uma espécie de “S.O.S.” para as horas mais difíceis, um amuleto ou coisa que o valha. Outra interpretação possível é a seguinte. A pele da serpente é um símbolo que o roteirista usa para designar poder; quem está no comando do clã; como um símbolo da promessa de que, um dia, um homem iria dominar (pisar) aquele que tirou o homem do Éden. Quando o pecado já tinha passado dos limites, este símbolo foi arrancado do líder dos descendentes de Sete e colocado no líder do descendentes de Caim. A dúvida era, se mesmo com a arca, essa liderança sobre o mundo iria ficar com Cam, que representa a continuação de Caim, ou com Moisés e Sem. Por isso, provavelmente, o roteirista, põe a cena de Noé colocando a escama no braço, no final do filme. Uma mensagem clara de qual descendência venceu essa batalha.
Ao conceber, a mulher de Sem tem duas meninas, e Noé vai com tudo para degolar suas duas netas. Ao chegar diante da mãe, que segura os dois bebês no colo, ele desiste de cumprir o sua difícil tarefa, e desobedece. Nesse momento, sua nora, e mãe das suas netas, pondera que Deus deu a ele o livre arbítrio, e ele escolhe acreditar na humanidade. Isto, em última análise, pode sugerir uma queda na fidelidade noádica, isto é, de Noé, a Deus e a sua vontade, já que prefere ou, ao menos, sucumbe ao apelo passional que se lhe apresenta.
A Bíblia diz que Noé era um homem justo e íntegro no meio da sua geração, e afirma que Noé andou com Deus. Como pode um homem que anda com Deus não conhecer a sua vontade? O Noé da Bíblia é um homem irrepreensível, e não o louco e desprezível que o filme retrata.
Na Bíblia, Deus é justo e não pode conviver com a dimensão que o pecado toma em toda a Terra. Por isso, decide julgar o mundo através do Dilúvio. No entanto, sua graça e misericórdia são estendidas a Noé e sua família, que são salvos pela arca, e tem a oportunidade de começar de novo. Deus, ainda, faz uma aliança com Noé, e promete que nunca mais o mundo seria destruído pelo dilúvio, e mostra o sinal da Aliança através do arco-íris.
O filme tem um formato de roteiro mais baseado no estilo das tragédias gregas do que no estilo literário hebraico bíblico. Isso dificulta muito a apreciação dos que dominam o texto bíblico e não são familiarizados com os contos gregos.
O autor decidiu ter como base a história bíblica de Noé, mas não desprezou as dezenas de correlatos do dilúvio que existem em outras culturas como a do Alcorão, o babilônico e o sumério, que é até mais antigo que o texto bíblico. Isso dificulta muito para o público, que geralmente só conhece a versão bíblica e muito mal. Digo isto porque poucos lêem o relato escriturístico pensando em Jesus.
Para muitos, a arca de Noé é um dos tipos mais admiráveis do Senhor Jesus. Assim é para os hermeneutas da Escola Típica. Eu, porém, vejo, nisto, um exagero, pois, aqui, não há antítipo; contudo, ao modo da hermenêutica da Escola Didático-Moral, vejo a arca de Noé uma estória/história que dirige nossos olhos para o Cristo; serve, portanto, como uma parábola. Mas, enquanto os da Escola Típica, na sua interpretação, na arca, só havia uma porta de entrada, só entraram nela os que creram, e por fim, todos os que dela saíram começaram uma nova vida. Assim, Jesus, a exemplo da arca, é o único caminho para a salvação e todos quantos crêem na sua salvação são protegidos e salvos do juízo vindouro. Sem dúvida, mutatis mutandis, é uma estória/história que aponta para o Messias, mas que, contada e encenada conforme no filme Noé, mascara e modaliza esta essência soteriológica.
Outrossim, ocorre com a cena em que Noé dialoga com Ila. O fato de Noé não matar suas netas foi a grande mensagem desse filme, pois além do roteirista garantir a descendência dos 3 filhos, Cam, Sem e Jafé, ele mostra o porquê Deus escolheu Noé. No diálogo final, sua nora pergunta por que ele achava que Deus o tinha escolhido; ele responde: porque Deus sabia que ele faria o que fosse preciso para cumprir o seu mandato. Aí ela pergunta por que ele não matou as suas netas. Ele fala que, quando ele olhou para elas, o coração dele só tinha amor. Daí ela diz: por isso que Deus te escolheu! Mesmo você vendo a corrupção humana e sendo chamado para trazer juízo, ainda tem amor ao olhar a raça humana. Aqui, novamente, uma estória/história que aponta para Cristo; porém, em vez da arca, seria Noé o tipo e Cristo o antítipo. Jesus, na cruz, recebeu toda a culpa da raça humana, mas ainda teve amor para dizer: “Pai, perdoa-os, eles não sabem o que fazem! Semelhante amor teve, no filme, o, até então, rude e insano Noé. Estas colocações do filme, quando comparadas com o texto bíblico podem trazer estranheza; o espectador/crítico é tentado a achar que o cineasta responsável por Noé é um insano, irresponsável e instrumento do Diabo para perverter o entendimento dos ignaros. Tudo isto pode ser até verdade, mas, não obstante, há um mérito no jogo simbólico que o enredo traz. Um pequeno mérito, porém, apenas um pequeno mérito, não mais!
Darren Aronofsky é sempre ousado em suas interpretações e costuma passar a sua mensagem andando no limite entre fazer o público aplaudir ou odiar. Essa sua característica fez os produtores investirem no filme, pois tinham a certeza de que ele não iria fazer apenas uma história bíblica, mas iria ousar.
O trailer, em minha opinião, é uma “sacanagem”, pois esconde os elementos fantasiosos do filme, dando a entender que o filme seria igual aos filmes bíblicos que vimos antes. Com esse trailer, ele atraiu muito mais público, os conservadores. Ganhando mais dinheiro com a bilheteria, mas também conseguiu um buzz horrível entre a comunidade religiosa. Sendo até proibido de passar em alguns países.
O roteirista força um pouco colocando um Noé ecológico, onde considera os animais sagrados, onde todos viraram carnívoros e sua família a única que se manteve vegetariana. Acho desnecessário isso no roteiro, até porque Deus vai liberar o comer de animais em Gn 9:3. Poderia ser escrito sem isso enfatizando mais a deturpação humana, do que a “pureza” da natureza. Mas como hoje o apelo ecológico está em alta o roteirista decidiu ganhar uns pontinhos com a sociedade moderna.
Um ponto alto do filme foi o seu klímax. Um filme tem que manter o seu arco dramático do começo ao fim; assim, o diretor não optou por fazer, como de costume fazem os cristãos, o ápice do drama circunscrever-se à espera ou à dúvida se ia chover ou não, ou se o povo iria se arrepender ou não, pois, se assim fosse, o filme acabaria no fechar da arca ou no começo da chuva, mas decidiu colocar outro drama: se Noé tinha entendido toda a mensagem de Deus, e não era para sobrar ninguém na face da terra, ou se Deus ainda tinha um plano para a raça humana. Isso fez o filme ficar interessante do começo ao fim, além de tirar o público da nossa zona de conforto por este ter-se acostumado a encontrar o clímax da história muito antes.
Poderia falar muito mais sobre as incongruências do filme. Mas, por hora isso basta. O meu pronunciamento não tem o propósito de advertir os cristãos. Estes, por si só poderão compreender os absurdos desse filme. Minha preocupação está nas consequências que virão para os incautos: 1- Os sinceros ficarão chocados com a crueldade de um homem que a Bíblia chama de Santo; 2- Os oportunistas ridicularizarão o filme, e afirmarão que a Bíblia não passa de um livro de ficção ultrapassada; 3- Os ignorantes, como sempre, serão levados a concluírem sem averiguar a verdadeira história.
            Sem sombra de dúvida, o maior desserviço prestado pelo filme é induzir o espectador ao erro, a acreditar no que a Bíblia não ensina. Ao ver o filme, senti-me como que vivendo no final dos tempos, quando os homens zombarão, e blasfemarão contra Deus, e desprezarão a oferta graciosa de Jesus, a nossa “Arca” que nos protegerá do juízo eterno. Mas, indubitavelmente, não é a primeira e nem será a última vez que um filme deturpa o conteúdo bíblico. Outrora, por exemplo, já o fizera o diretor Martin Escorsese em A última tentação de Cristo, de 1988.




Fontes audiovisuais & virtuais


Noé, de Darren Aronofsky. Paramount Pictures / Protozoa Pictures. 2014.




terça-feira, 1 de abril de 2014

A Verdade sobre o DÍZIMO em DINHEIRO nas Igrejas Evangélicas

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Teofagia: as origens da Santa Ceia cristã



A Teogagia (do grego antigo Theos fagein, " comer ou se alimentar de deus ") é um ritual religioso que consiste no consumo de um alimento considerado divino , de acordo com a identificação simbólica com a própria divindade. Esse ritual é mais presente em algumas religiões primitivas. 

Ou seja, a teofagia é a prática de comer o corpo de um deus. Isso às vezes é realizado simbolicamente através da ingestão de um alimento ou material simbólico do deus. Nos rituais de fertilidade, o grão colhido pode ser ele próprio o deus renascer da vegetação. Esta prática tem origem em muitas religiões antigas. Dionísio e muitos exemplos são documentados emThe Golden Bough por Sir James George Frazer (1854-1941). Vestígios da prática da teofagia sobreviveram em muitas religiões modernas, nomeadamente na Eucaristia cristã. 

Eucaristia e os Antigos Cultos de Mistério 


De acordo com a Igreja Católica e a fé ortodoxa cristã, no rito da Eucaristia, os fiéis assumem que a substância do corpo e do sangue de Jesus estão presentes na hóstia (pão sem fermento) e no vinho, como resultado da transubstanciação.

O estudioso Marcello Craven afirma que a descrição da Última Ceia feita pelos evangelistas, ao invés de lembrar um antigo ritual egípcio, seria semelhante a um ritual de mistério, com a oferta do próprio corpo e sangue de Jesus. A ideia cristã de uma refeição antropóloga é de São Paul, que estabeleceu uma comparação entre Jesus após a sua morte como sendo o Cordeiro da Páscoa, a metamorfose do corpo e do sangue no pão e no vinho era um conceito totalmente estranho à mentalidade judaica.

Cristianismo e os Mistérios greco-romanos

A enorme semelhança que existe entre o ritual cristão da santa ceia e os cultos de mistérios pode ser sintetizado nessa frase de Preserved Smith:


"Mas, de todos os" mistérios "conhecidos por nós, é o de Dioníso que tem a maior semelhança com a de Cristo, o deus do vinho (Dioniso) teve uma morte violenta, e foi trazido de volta à vida”. “Sua paixão”, como os gregos chamavam esse evento, e sua ressurreição foram promulgadas em seus ritos sagrados.

Mas outros paralelos foram traçados entre mitos gregos e a vida de Jesus. Um dos primeiros exemplos foi Friedrich Hölderlin, que em seu Brod und Wein (1800-1801) sugeriu semelhanças entre o deus grego Dionísio e Jesus. Dionísio (chamado Baco pelos romanos ), é o filho de Zeus, e é o deus da vindima , da vinificação , do teatro e do ritual da loucura. Dionísio era uma criança com chifres, que foi feito em pedaços pelos Titãs, então cozidos, mas sua avó Rhea pôs as peças de volta e trouxe de volta à vida. Dionísio era em seguida, enviado para esconder em uma montanha, onde ele inventou o vinho.

Os estudiosos modernos como Martin Hengel, Barry Powell, Peter Wick , entre outros, argumentam que a religião dionisíaca e cristianismo têm semelhanças notáveis ​. Eles apontam para a importância do simbolismo do vinho que detinha na mitologia em torno tanto Dionísio e Jesus Cristo , embora, Wick argumenta que o uso do simbolismo do vinho no Evangelho de João, incluindo a história do casamento em Caná em que Jesus transforma água em vinho, foi a intenção de mostrar Jesus como sendo superior a Dionísio.

Além disso, alguns estudiosos da mitologia comparada argumentam que tanto Dionísio e Jesus representam o arquétipo mitológico do deus que “morre e retornar à vida”. Outros paralelos, tais como a celebração de uma refeição ritual do pão e do vinho, também foram sugeridas e Powell, em particular, argumenta que os precursores da noção cristã da transubstanciação podem ser encontrados na religião dionisíaca. Outro paralelo foi elaborado de como nas Bacantes Dionísio aparece diante do rei Penteu sob acusação de afirmar que era uma divindade, e é comparado com a cena do Novo Testamento de Jesus sendo interrogado por Pôncio Pilatos.

E. Kessler argumenta que o culto dionisíaco se desenvolveu em estrito monoteísmo por volta do século 4 d.C. E, juntamente com o Mitraísmo e outras seitas do culto formaram uma instância de "monoteísmo pagão", em concorrência direta com cristianismo primitivo durante a Antiguidade Tardia.


Referências Bibliográficas:


Smith, Preserved, PH. D (1922). A short history of Christian theophagy. Princeton: Princeton Theological Seminary Library


Fonte: http://histriadasreligies.blogspot.com.br/2013/11/teofagia-as-origens-da-santa-ceia-crista.html

Natal e Calvinismo



por Jonathan Master

O que poderia ser mais evangelical e abrangente que o Natal? É uma época quando todos aqueles que celebram o Natal concordam sobre o significado da festividade, e mesmo muitos não cristãos fingem acreditar – ou pelo menos afirmar que algo bom aconteceu na noite em que Cristo nasceu. O Natal dificilmente parece ser a época apropriada para discutir as doutrinas da graça. Afinal de contas, somos levados a crer que o Natal é gloriosamente abrangente e o Calvinismo é desafortunadamente restrito.

Então por que inserir tais severas doutrinas na abrangente e bela alegria que compartilhamos no Natal? Bem, em primeiro lugar, essas doutrinas não são severas de forma alguma, ou restritas. Elas são atraentes e gloriosas, e o entendimento delas leva imediatamente ao tipo de alegria abundante que associamos ao Natal.

Mas há mais do que isso. A razão pela qual devemos associar o Natal e o Calvinismo é que o próprio Jesus o faz. Em João 6, Jesus dá uma razão muito clara para a encarnação. E a encarnação é o que celebramos quando celebramos o Natal corretamente. Ele diz isso: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou” (João 6.38). Essa afirmação abrangente de Jesus toma uma forma mais definida nos versos que se seguem: “E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (6.39-40). Mais à frente nessa mesma discussão, Jesus fala mais sobre a vontade do Pai, a qual ele veio à terra para cumprir: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer;” (6.44). E, novamente, “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita” (6.63). Por fim, ao responder algumas questões dos discípulos sobre aqueles que não creem, Jesus diz “Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido” (6.65).

Como a razão apontada por Jesus para a encarnação é fazer a vontade do Pai, vale a pena olhar para esses ensinamentos de uma forma sistemática. Primeiro, aprendemos que ninguém pode vir a Jesus, a não ser que o Pai o atraia ou lhe permita isso (João 6.44, 65). Isso é assim porque somente o Espírito Santo vivifica, e o homem em seu estado natural não é capaz de encontrar vida; na carne, seres humanos não possuem qualquer coisa aproveitável para alcançar a salvação (João 6.63). Aprendemos que o Filho veio para salvar aqueles que foram entregues a ele (João 6.39). Nos é dito que aqueles que foram atraídos, entregues e trazidos à vida pelo Pai de fato vêm: ninguém pode resistir à Sua graça transformadora (João 6.37). E então, talvez o mais notável, aprendemos que Cristo garante que todos os que vêm a ele em fé, aqueles que lhe foram dados pelo Pai e transformados pelo Espírito, certamente serão ressuscitados no último dia (João 6.40).

Em outras palavras, quando Jesus reflete sobre sua vinda à terra, ele explica nos termos da vontade do Pai na salvação, uma vontade que é demonstrada em no contexto da depravação total do homem, a eleição incondicional de Deus, a obra definitiva de Cristo na salvação, a graça irresistível de Deus em atrair e entregar os homens a Cristo, e a promessa gloriosa de que Cristo um dia irá ressuscitar aqueles que olham para ele em fé genuína. É disso que falamos quando falamos sobre Calvinismo. E, como vimos, também é o que Jesus ensina quando fala sobre o Natal.


Fonte: http://reforma21.org/tag/tulip